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<title>astrologia e cabala</title>
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<copyright>Copyright (c) 2009, f.limpo.queiroz</copyright>
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<title>O Uno é predicado, como sustenta Aristóteles?</title>
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<summary type="text/plain"> Aristóteles criticou Platão e os Pitagóricos por considerarem o Uno como uma substância, isto é, algo que subsiste por si, de modo individualizado. Segundo Aristóteles, o Uno não é substância nem é género (um grupo que engloba várias espécies...</summary>
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<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p><DIV id=articleBody><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Aristóteles criticou Platão e os Pitagóricos por considerarem o <STRONG>Uno como uma substância</STRONG>, isto é, algo que subsiste por si, de modo individualizado. Segundo Aristóteles, <STRONG>o Uno não é substância nem é género </STRONG>(um grupo que engloba várias espécies de substâncias individuais; por exemplo: género animal, género figura geométrica, género cor) mas sim um <STRONG>predicado </STRONG>universal <STRONG>.</STRONG></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Devemos investigar, do ponto de vista da substância (<I>ousía</I>) e da natureza, que tipo de realidade possui o Uno de acordo com o tratamento que fizemos na <I>Discussão das Aporias,</I> o que é a unidade e como há-de entender-se; <B>se o uno, em si, é uma certa substância, como disseram os Pitagóricos primeiro e Platão depois</B>, ou se, mais precisamente, há alguma natureza que lhe serve de sujeito, e como convém explicar isso para maior claridade, e mais precisamente segundo o proceder dos filósofos da natureza. Algum destes, com efeito, afirma que o Uno é Amizade, outro afirma que é o ar, ouro que é o Indeterminado (apeiron). Pois bem, se – como se disse nos tratados acerca da substância e acerca do que é – <B>nenhum universal pode ser substância</B>, se considerado em si mesmo não pode ser substância ao modo de unidade separada da pluralidade (já que é algo comum), é evidente que tampouco pode sê-lo o «uno»: com efeito, <B>«algo que é» e «uno» são os predicados mais universais</B>. Por conseguinte, <STRONG>nem os géneros são naturezas e substâncias separadas</STRONG> das demais coisas, <STRONG>nem «uno» pode ser um género, </STRONG>pelas mesmas causas pelas quais tampouco pode sê-lo «o que é» e a substância. »(Aristóteles, Metafísica, Livro X, 1053b; o bold é nosso). (…)</SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Mas contradiz-se Aristóteles ao afirmar o seguinte:<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Mais precisamente, <B>nas cores, o uno é uma cor, por exemplo, o branco</B>, e as demais parecem gerar-se sucessivamente a partir dele e do negro, e o negro é privação do branco, como o é também da luz a obscuridade (esta é, com efeito, privação da luz) de modo que se as coisas que são fossem cores, as coisas que são constituiriam um certo número, mas de quê? <SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Evidentemente, de cores, e <B>o uno seria algo que é uno, por exemplo, o branco.</B>» (...)</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«E igualmente, no caso dos sons, as coisas que são constituiríam um certo número de letras e <STRONG>o «uno» seria uma letra vocal</STRONG>»</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">(Aristóteles, Metafísica, Livro X, 1053b, 1054a; o bold é nosso).<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«É pois evidente que <B>em cada género, o uno é uma certa natureza,</B> e que <B>o uno não é substância de nenhuma delas,</B> mas que, assim como no caso das cores <STRONG>há-de buscar-se o uno, como tal, em certa cor que é una</STRONG>, assim também o uno, como tal, <STRONG>no caso da substância, há-de buscar-se em certa substância que é una.</STRONG>» (Aristóteles, <EM>Metafísica</EM>, Livro X, 1054a; o bold é nosso).<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">O branco não é uma substância, para Aristóteles, mas um <STRONG>acidente</STRONG>, uma <STRONG>qualidade</STRONG>. Aristóteles achava impossível o branco existir em si mesmo: só existe na camisa branca, na parede branca e noutros objectos brancos, ou na mente do homem por abstracção. No entanto, branco é uma essência – uma qualidade comum a vários entes, neste caso, a vários acidentes ou particularidades acessórias das coisas – e <B>ao conceber branco como fonte das cores, isto é como essência primordial em relação às essências de azul, amarelo, vermelho, verde, roxo e outras cores, Aristóteles está a adoptar uma posição idêntica à de Platão:</B> <B>preenche com um conteúdo substancial a forma vazia do Uno.</B> De facto, o Uno é aqui concebido como essência (branco), ou seja, componente principal da substância ou conteúdo do acidente. <STRONG>É concebido como um sujeito eidético</STRONG>, um suporte de todas as cores, não apenas um predicado.</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><STRONG>Uno</STRONG> é uma <STRONG>definição formal </STRONG>– por isso, é um <STRONG>universal acima dos géneros</STRONG>, isto é, uma determinação comum a tudo o que existe e se pensa: Deus é uno, a Terra é una, o calor é uno, o verde é uno, a árvore em geral é una, esta amendoeira é una, este «agora» é uno. A<STRONG>o postular que uno é branco </STRONG>e não amarelo ou azul, Aristóteles <B>rompe esse formalismo e transforma-o em</B> <B>essencialismo primigénio: «o uno é a essência primeira dentro de cada género». </B>Certamente <B>branco é duplamente uno</B>, se aceitarmos que é a união de todas as cores - essencialismo primigénio- , mas <STRONG>nem por isso azul ou amarelo deixam de ser, em si mesmos, algo que é uno. </STRONG>Aristóteles <STRONG>admite que a espécie branco é «uno» </STRONG>mas <STRONG>nega que o género côr seja uno</STRONG>, ao afirmar acima<STRONG> «</STRONG><EM>que nem «uno» pode ser um género,<STRONG> </STRONG>pelas mesmas causas pelas quais tampouco pode sê-lo «o que é» e a substância. » </EM>(Aristóteles, Metafísica, Livro X, 1053b). <STRONG>Isto é, em rigor, uma incoerência</STRONG>: acentua o significado de <STRONG>uno como espécie matriz de outras espécies </STRONG>- sentido intensivo - e e <STRONG>nega-o como género,aglomerado de &nbsp;espécies - </STRONG>sentido extensivo e holístico.</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">O Uno não é somente predicado, como diz Aristóteles. <STRONG>É a própria substância do ponto de vista formal,</STRONG> é o contorno geral de cada substância e o conteúdo dela enquanto indeterminado. O Uno é, pois, <STRONG>sujeito</STRONG> e <STRONG>predicado</STRONG>.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="LINE-HEIGHT: 150%"><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="http://www.filosofar.blogs.sapo.pt/"><EM><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">www.filosofar.blogs.sapo.pt</SPAN></EM></A></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="mailto:f.limpo.queiroz@sapo.pt"><STRONG><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">f.limpo.queiroz@sapo.pt</SPAN></STRONG></A></SPAN><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial"> </SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt; FONT-FAMILY: Arial">© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P></P></DIV></p>]]>

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<title>São Tomás de Aquino: O entendimento prático move a vontade</title>
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<summary type="text/plain">Na Suma de Teologia, uma das grandes obras da filosofia de todos os tempos, São Tomás de Aquino coloca milhares de questões e responde a elas, entre as quais a da relação entre a vontade e o entendimento. No texto...</summary>
<author>
<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://astrologia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Na <EM>Suma de Teologia</EM>, uma das grandes obras da filosofia de todos os tempos, São Tomás de Aquino coloca milhares de questões e responde a elas, entre as quais a da <B>relação entre a vontade e o entendimento</B>.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">No texto seguinte, deparamos com <B>dois sentidos da palavra potência</B>: <B>capacidade actua</B>l, poder actual (exemplo: a razão é uma potência da alma); <B>possibilidade de vir a ser ou capacidade futura </B>(exemplo: estar em potência para ; nesse sentido, a semente é uma árvore em potência).<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Ora bem, detecta-se que <B>uma potência da alma está em potência para</B> coisas diversas <B>de dois modos</B>: um enquanto ao fazer e não fazer; o outro, enquanto ao fazer isto ou aquilo. Por exemplo, a vista umas vezes vê em acto e outras vezes não vê; e umas vezes vê branco e outras vezes vê negro. Por conseguinte, necessita-se de algo que se mova para duas coisas: para o exercício e uso do acto e para a determinação do acto. <B>A primeira procede do sujeito</B>, que umas vezes se encontra a operar e outras a não operar; <B>a outra procede do objecto</B>, e por ela se especifica o acto.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Pois bem, a moção do sujeito procede de algum agente. E como todo o agente opera por um fim, como se demonstrou (questão 1, artigo 2), o <B>princípio de esta moção procede do fim. </B>Por isso, <STRONG>a arte a que pertence o fim move com os seus ditames a arte a que pertence o que é para o fim: </STRONG><I>Como a arte de navegar dita a de construção</I>, segundo se diz em II Física (Aristóteles). Ora bem, <B>o objecto da vontade é o bem comum, que tem razão de fim.</B> » (…)<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Por sua parte, <B>o objecto move determinando o acto, como um princípio formal, que especifica a acção em coisas naturais, </B>de igual modo como o calor ao aquecer. Ora bem, <STRONG>o primeiro princípio formal é o ente e o verdadeiro universal</STRONG>, que é o objecto do entendimento. Logo, com este tipo de moção, <B>o entendimento move a vontade, apresentando-lhe o seu objecto.</B> (…)»<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Do mesmo modo que <B>a imaginação de uma forma não move a vontade sem a estimação de conveniente ou nocivo,</B> tampouco a apreensão do verdadeiro move sem a razão de bom e apetecível. Por isso, <B>o entendimento especulativo não move, mas sim o entendimento prático,</B> como se diz em III <I>De anima</I>.»<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">(Santo Tomas de Aquino, <I>Suma de Teologia</I> II, Parte I-II, pags 124-126, Cuestion 9, Artículo 1, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 2006; o bold é nosso)<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Assim, o <B>motivo,</B> isto é, <B>a força que move</B> a vontade é o <B>entendimento prático</B>, <STRONG>não o entendimento especulativo ou filosófico</STRONG>. Este entendimento prático tem, obviamente, participação das sensações, dos sentimentos. É uma função intelectual que se banha no mundo sensorial.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Mas <B>também o objecto é motivo</B>, isto é, <B>move, como causa final</B>, a vontade e o entendimento prático que a precede no acto. <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Assim, segundo São Tomás, <B>os motivos da acção residem em dois pólos</B>: <STRONG>o motivo ou motor interno</STRONG>, isto é, o par entendimento prático-vontade; <STRONG>o motivo ou motor externo</STRONG>, o objecto, que actua como causa final e confere especificidade à acção (exemplo: a <B>maçã </B>que desejamos comer<B>; a mulher</B> que desejamos beijar).</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Que quer dizer São Tomás com a frase «<SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA">o primeiro princípio formal é o ente e o verdadeiro universal, que é o objecto do entendimento»? O objecto (como por exemplo: maçã, moeda de oiro) é o ente?&nbsp; Ou este é o sujeito cognoscente e actuante? Ou são ambos, o objecto do lado de fora, e o entendimento do lado de dentro, em simultâneo, o primeiro princípio formal da acção, sendo a vontade um meio para a concretizar?</SPAN></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA"></SPAN></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA">A <STRONG>palavra ente, que designa «o que é», &nbsp;é polissémica </STRONG>no vocabulário de São Tomás e de diversos filósofos.</SPAN></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA"></SPAN></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA">«Como en los ejemplos aducidos, también <STRONG>el ente se predica de diversas maneras.</STRONG> Sin embargo, todo ente se dice por orden a uno primero. Pero esto primero no es el fin ni la causa eficiente, como en los ejemplos citados, sino el sujeto. Pues <STRONG>unos se dicen entes o que son porque tienen el ser&nbsp;por sí, como las sustancias,</STRONG> que se dicen entes principal y primariamente. <STRONG>Otros, porque son pasiones o propiedades de la sustancia,</STRONG> como los acidentes propios de cada sustancia. Algunos se dicen <STRONG>entes porque son vía para la sustancia</STRONG>, como las generaciones y los movimientos. Otros se dizen entes porque son <STRONG>corrupciones de la sustancia</STRONG>» (Santo Tomás de Aquino, <EM>Comentario a la «Metafísica» de Aristóteles,</EM> in Clemente Fernandez S.I., Los filósofos medievales, II, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, pag 726; o bold é nosso).</SPAN></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA"></SPAN></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA">Assim cadeira e homem são entes, mas côres branca e azul, quente e frio, alegria e tristeza, nascimento e morte, ascensão e descida&nbsp;são também entes.&nbsp; <STRONG>Há diversos graus de entidade</STRONG>: o ente em grau supremo é Deus, porque é eterno, incriado, imóvel, pensamento puro, incorruptível, autosuficiente, acto puro, sem magnitude física. Em todos os outros entes, na medida em que há mistura de não ser, há um défice de entidade real. A tristeza, por exemplo, é um <STRONG>ente de razão </STRONG>porque consiste na <STRONG>privação ou défice </STRONG>da alegria.</SPAN></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA"></SPAN></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA">«Es de saber, con todo, que <STRONG>esos modos de ser se pueden reducir a cuatro</STRONG>. Uno de ellos, que es el más exiguo, <STRONG>existe sólo en la razón</STRONG>, y <STRONG>es la negación y la privación,</STRONG> de las cuales decimos que son, porque la razón las trata como si fuesen unos entes, al afirmar o negar algo de ellas. » (Santo Tomás, ibid, pag 727; o bold é nosso).</SPAN></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA"></SPAN></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA"></SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-ansi-language: ES; mso-bidi-font-family: Arial"><A href="http://www.filosofar.blogs.sapo.pt/"><EM><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: Arial"><FONT face="Times New Roman">www.filosofar.blogs.sapo.pt</FONT></SPAN></EM></A></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; mso-ansi-language: ES; mso-bidi-font-family: Arial"><A href="mailto:f.limpo.queiroz@sapo.pt"><STRONG><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: Arial"><FONT face="Times New Roman">f.limpo.queiroz@sapo.pt</FONT></SPAN></STRONG></A></SPAN><FONT face="Times New Roman"><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial"> </SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></FONT></P><br />
<P><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt; FONT-FAMILY: Arial">© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"></o:p></SPAN>&nbsp;</P></p>]]>

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<title>R.M.Hare se equivoca sobre los sentidos que Platón atribuyó a «Es»</title>
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<modified>2009-11-13T16:35:36Z</modified>
<issued>2009-11-13T16:26:01Z</issued>
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<summary type="text/plain"><![CDATA[Richard M.Hare atribuye a Platón una incapacidad de distinguir entre el «es» que significa existencia y el «es» que significa predicación – es decir, pertenencia a una esencia &nbsp;«El falso objecto de creencia “no es” lo que pretende ser; y...]]></summary>
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<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://astrologia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Richard M.Hare atribuye a Platón una <B>incapacidad de distinguir</B> entre el <B>«es» que significa existencia y el «es» que significa predicación </B>– es decir, pertenencia a una esencia <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">«El falso objecto de creencia “no es” lo que pretende ser; y <B>Platón, debido a que no distinguió en un principio entre el “es” que significa lo mismo que “existe” </B>(como en «el Imperio Britanico ya no es») <B>y el «es» que expresa predicación</B> (la cópula, como «él es alto») se encuentra en un aprieto de si cuando tenemos falsas creencias, estamos viendo o captando lo que “no es”, y por consiguiente si, cuando hacemos esto, no tenemos en absoluto cosa alguna en la mente. Pero si no tenemos nada delante de la mente, ¿cómo podemos estar creyendo algo? El resultado parece ser paradójico, que no podemos tener falsa creencia.» (, R.M.Hare, <I>Platón,</I> Alianza Editorial, pag 61; el bold es nuestro).<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">En la <EM>República </EM>de Platon se aborda el enunciado verdadero como el que designa <B>lo que es</B>: <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">«Sócrates</SPAN></I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- ¿No existirá, pues, un enunciado verdadero y un enunciado falso? <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Hermógenes</SPAN></I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- Desde luego.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Sócrates</SPAN></I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">-¿ Y no sería verdadero el que <B>designa las realidades <I>como</I> son</B> y falso el que las <B>designa como no son</B>?<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Hermógenes</SPAN></I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- Sí.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Sócrates</SPAN></I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- ¿ Es portanto posible decir en un enunciado <B>lo que es</B> y <B>lo que no es</B>?<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Hermógenes</SPAN></I><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- Ciertamente. <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">(Platón, <I>Crátilo,</I> in <I>Apologia de Sócrates, Ménon, Crátilo, Alianza Editorial</I>, pag 130)</SPAN><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Designar las realidades como son es función de los verbos ser, pertenecer y otros («es», «fue», «será», «pertenece a», etc) que predican, exprimen una relación entre el sujeto y un otro objecto o calidad, exprimen un <I>como </I>– el «es» aqui tiene sin duda, un significado de cópula, que une el sujeto a una otra entidad, especie o género. Y la cópula el el eje de la verdad de la proposición.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Decir lo que es, es decir la verdad. Verdadero es <B>decir lo que es</B>. Y esto es esencia y existencia. <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Para Platón, el «es» designa la <B>forma estable, sin movimiento</B> – esencia que existe al máximo grado – y <STRONG>la pertenencia a esa esencia </STRONG>(género o especie). Y el «no es» designa el movimiento y la <B>no pertenencia a la forma inmutable</B>.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">En La <EM>República,</EM> Platón escribió:<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">«-Luego si <B>la ciencia tiene por objecto el ser,</B> y <B>la ignorancia el no-ser</B>, es preciso buscar, respecto a <B>lo que ocupa el medio entre el ser y el no-ser,</B> una manera de conocer que sea intermediaria entre la ciencia y la ignorancia, suponiendo que la haya.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- Sin duda.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- ¿ Sostendremos que hay algo llamado <B>opinión</B>?<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- Y ¿como no?<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- ¿ Es una facultad distinta de la ciencia, o bien la misma?<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">- Es distinta.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">(...)<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">-La ciencia, ¿no tiene por <B>objecto lo que existe para conorcelo como existe</B>?<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">-Sí.»<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">(Platón, <I>La República o El Estado</I>, 477-478, Austral, pag 250-251; el bold es nuestro)<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Que es el <B>ser</B>, de que Platón habla? Es <B>lo que es</B>, <B>lo que existe. Es esencia o forma en su existencia suprasensible ( el Bien, el Bello, el Triangulo, el Justo, el Círculo, etc).</B><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">En el fondo, ser significa forma y no-ser significa sin forma. <STRONG>La ignorancia es lo que no tiene forma, el no ser.</STRONG> Por eso, la ignorancia «no es»: se traduce en una <STRONG>existencia negativa sin esencia,</STRONG> un movimiento de los sentidos, de la sin razón. El hecho de que el error «no es» <STRONG>no significa que no exista error </STRONG>- porque el error está en la opinión - sino que <STRONG>no existe en la region de la verdad, el suprasensible, el contenido que vehicula.</STRONG> <B>En el ser, la esencia-forma pesa más que la existencia-lugar, </B>es decir, «el es» menta más la forma que el lugar, aunque abarca ambos. <B>En el no-ser, la existencia-lugar pesa más que lo sin forma, </B>es decir, el no ser expresa más el lugar que la no forma, aunque se compone de ambos. Son contradictorios.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Sin duda, <STRONG>al revés de lo que postula R.M.Hare, Platón distinguió entre «es»</STRONG> (predicación, inclusión o exclusión de A en B) <STRONG>y «lo que es»</STRONG> (ser, existencia de formas). Imposible que no lo hiciera. Además, Pármenides había ya hecho esa distinción:<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>«El ser es...no fue en el pasado, y no será, pues es ahora todo a la vez, uno, continuo&nbsp;» , postulado <STRONG>ontológico-existencial </STRONG>puro. Y atribuye <STRONG>forma esférica </STRONG>al ser (postulado <STRONG>esencial</STRONG>) :«Pero, puesto que su límite es el último, es completo por doquier, <STRONG>semejante a la masa de una esfera bien redonda</STRONG>, igual em fuerza a partir del centro por todas partes&nbsp;» (Fragmento 8, v.42, Simplício, Fís 146, 15). Entonces «es» significa, para Parménides,&nbsp;dos cosas distintas, la primeira un <STRONG>verbo</STRONG>, la segunda un <STRONG>sustantivo</STRONG>: </SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">1) <STRONG>Existe.</STRONG> </SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">2) <STRONG>Esfera llena</STRONG>, <STRONG>continua, inmóvil, no generada, inmutable, indestructible, inteligible.</STRONG></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES">Si la ciencia tiene por objecto lo que existe, - «lo que es» - para conocerlo «cómo existe» - «cómo es» - <SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>este modo supone el «es» predicado. El <I>cómo</I> necesita el puente del «es» entre la substancia individual y su espécie o género. El sustantivo necesita el verbo. Platón conocia los dos sentidos del término «es».</SPAN></P><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-ansi-language: ES"><o:p><br />
<P style="LINE-HEIGHT: 150%"><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-ansi-language: ES; mso-bidi-font-family: Arial"><A href="http://www.filosofar.blogs.sapo.pt/"><EM><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: Arial"><FONT face="Times New Roman">www.filosofar.blogs.sapo.pt</FONT></SPAN></EM></A></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; mso-ansi-language: ES; mso-bidi-font-family: Arial"><A href="mailto:f.limpo.queiroz@sapo.pt"><STRONG><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: Arial"><FONT face="Times New Roman">f.limpo.queiroz@sapo.pt</FONT></SPAN></STRONG></A></SPAN><FONT face="Times New Roman"><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial"> </SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></FONT></P><br />
<P><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt; FONT-FAMILY: Arial">© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P></o:p></SPAN></p>]]>

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<title>A ética de Cirne-Lima supera as de Habermas e Apel?</title>
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<modified>2009-11-12T20:20:38Z</modified>
<issued>2009-11-12T20:19:57Z</issued>
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<created>2009-11-12T20:19:57Z</created>
<summary type="text/plain">Cirne-Lima oferece uma definição insubstancial, formal, de Bem e de Mal na sua «ética da coerência dialéctica» que não é, senão, uma cópia retocada das éticas procedimentalistas de Habermas e Apel. «Qual é o critério que deve reger nossas decisões...</summary>
<author>
<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://astrologia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Cirne-Lima oferece uma <STRONG>definição insubstancial, formal, de Bem e de Mal </STRONG>na sua «ética da coerência dialéctica» que não é, senão, uma cópia retocada das éticas procedimentalistas de Habermas e Apel. <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Qual é o critério que deve reger nossas decisões livres? Evidentemente aquele que é expresso pelo princípio da coerência universal. <B>Bom é tudo aquilo que é coerente consigo mesmo, com o seu meio ambiente imediato</B> – os outros homens – <B>e mediato</B> – a natureza – e, em última instância, com todo o universo. <STRONG>Mau é aquilo que é incoerente em qualquer dos níveis citados.</STRONG> Tanto o bem como o mal se constituem através da coerência ou da incoerência, ambas entendidas em seu sentido pleno, que do individual vai para o universal, e deste retorna àquele, num movimento de vai-e-vem que caracteriza e constitui tanto o indivíduo em seu bom sentido como o universal concreto que é o universo. Mas, em casos do dia-a-dia, como saber se uma decisão é coerente em todos esses níveis? Aí <STRONG>é preciso, primeiro, conversar consigo mesmo, para ver se há coerência interna. Logo depois, conversar com os homens ao meu redor, de minha família e de minha sociedade, para ver se minha decisão pode ser por eles aceite sem prejudicá-los. A seguir, devo ampliar essa conversa real, feita na roda do discurso do meu mundo real, de maneira que ela se transforme numa conversa na roda ideal do discurso, roda esta que abrange todos os homens, mais, todos os seres do universo.</STRONG> A decisão é boa se e quando ela pode ser inserida harmoniosamente na rede de relações que constituem o universo. <STRONG>A acção é eticamente boa se e enquanto ela possui, dentro de si, coerência universal</STRONG>. Má, se e quando não há coerência universal.»<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Vemos, de imediato, a semelhança entre a teoria proposta e a ética do discurso de Apel e Habermas. Certo, correctíssimo. <STRONG>Meu princípio de coerência, quando aplicado ao espírito, é uma formulação do imperativo categórico de Kant, do princípio U de Apel e Habermas.</STRONG> Só que minha proposta explica coisas que eles não conseguem explicar, como, por exemplo, as regras do bem-viver (<EM>dês guten Lebens</EM>), que eles confessam não poder fundamentar e que eu fundamento de maneira bem simples através da coerência consigo mesmo, pensada – é claro – como etapa que leva do eu individual ao eu que se sabe o universo. <STRONG>Apel e Habermas não conseguem fundamentar a eticidade só com os princípios D e U, e dizem expressamente que tem de haver no discurso <I>Gründe</I>, razões, que são decisivas.</STRONG> Isso não obstante, não introduzem um terceiro princípio, um princípio G (<I>Gründe</I>), sem o qual a ética do discurso não subsiste, por recair no formalismo vazio. </SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">(Carlos Cirne Lima, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Ética de coerência dialéctica</I>, in Manfredo A.Oliveira, organizador, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Correntes fundamentais da Ética Contemporânea</I>, Editora Vozes, pag 226-227; o bold é nosso)</SPAN></o:p></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">&nbsp;<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">O <B>coerentismo ético de Cirne-Lima</B>, segundo o qual o bem é coerência consigo mesmo, com os outros e com o universo, é <B>um formalismo</B>. <B>Não é uma ética substancialista </B>como a de Aristóteles, Nietzschze ou Marx que indicam, expressamente, o que é o bem e o que é o mal em dadas circunstâncias. <B>Na verdade, Cirne-Lima não nos diz nada em concreto sobre o conteúdo sensível-ideal do bem e do mal. </B>Por isso, é uma ética formalista-procedimentalista, uma cópia das de Apel e Habermas, &nbsp;a que se adiciona a palavra «coerência».</SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN><B><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">A coerência é um princípio insuficiente para discernir o bem do mal</SPAN></B><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">. Imaginemos um carrasco ao serviço da Inquisição ou um membro da Santa Vehm, organização antijudia existente na Alemanha já no século XIV, que assassina homens ou mulheres à traição porque são judeus ou ricos detestados pela população da zona e se sente bem consigo mesmo após cada homicídio (<B>coerência consigo mesmo</B>). Suponhamos que a própria população do bairro ou da aldeia aplaude os crimes (<B>coerência com os outros</B>) uma vez que participa do mesmo espírito sanguinário colectivo. Suponhamos ainda que abutres ou outras aves de rapina vêm devorar os cadáveres das vítimas (<B>coerência com o universo</B>: reciclagem natural de resíduos). Segundo o princípio da coerência de Cirne-Lima estes homicídios de judeus ou outros, cometidos por gente sem remorsos (em <B>coerência consigo mesma</B>) com o consentimento da larga maioria ou da totalidade da população em redor e em harmonia com o universo, <B>são, necessariamente, actos bons. </P><br />
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: center" align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">A VACUIDADE ÉTICA DO «UNIVERSAL CONCRETO» DE CIRNE LIMA<o:p></o:p></SPAN></P></B></SPAN><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«<B>O erro cometido por Kant e pelos kantianos, por Apel e Habermas, consiste, a meu ver – em pensar o princípio da universalização como um universal abstracto como todos nós, depois do nominalismo de Ockham, o fazemos.</B> O universal, pensado assim, é uma classe e, ao contrário das ideias platónicas e das formas aristotélicas, é um construto linguístico, um fruto da criação colectiva, e é, por isso, algo arbitrário. Hoje sabemos que um conceito universal – neste sentido contemporâneo do termo – possui sentido conforme seu uso; o uso define, assim, o universal. <STRONG>O princípio da universalização, entendido desta forma, como universal abstracto, não leva a um critério universal do dever-ser que seja defensável, </STRONG>porque universal tomado nesse sentido significa sempre algo de particular, histórico, contingente, pertencente a uma determinada cultura.» </P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">(Carlos Cirne Lima, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Ética de coerência dialéctica</I>, in Manfredo A.Oliveira, organizador, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Correntes fundamentais da Ética Contemporânea</I>, Editora Vozes, pag 228; o bold é nosso)<o:p></o:p></SPAN></P><o:p></o:p></SPAN><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">A primeira frase do excerto acima é paradoxal: então os teoremas e as operações matemáticas, concebidas ou repensadas após Ockham,&nbsp;são <EM>arbitrárias</EM> pelo facto de serem universais? Em que é que o nominalismo de Ockam, que afirmou a irrealidade dos universais, mudou a posterior maneira de pensar os universais pela grande maioria dos pensadores pós Ockham?<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><STRONG>Não consta que todos nós pensemos, desde Ockham, o universal como um constructo linguístico, algo arbitrário.<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;&nbsp;</SPAN></STRONG></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="mso-spacerun: yes">Vejamos como Cirne-Lima caracteriza o «universal concreto» que a sua ética veicularia, e que, segundo ele, «não existe nas éticas de Habermas e Apel»:</SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«O panorama muda completamente se tomamos <STRONG>o princípio de universalização e/ou imperativo categórico não como um universal abstracto mas como o universal concreto</STRONG>. O universal concreto, termo típico da filosofia de Hegel mas já prefigurado em toda a tradição neoplatónica, significa não um pigmento da mente, mas algo existente no mundo real e concreto. Assim – exemplos de Hegel – <STRONG>a família, a sociedade e o Estado são formas de universal concreto. </STRONG>Eu acrescentaria: <B style="mso-bidi-font-weight: normal">a linguagem falada por um povo</B> é um universal concreto; <B style="mso-bidi-font-weight: normal">uma passeata de grevistas</B> protestando contra o fechamento de uma fábrica e gritando, em uníssono, palavras de ordem, <B style="mso-bidi-font-weight: normal">os hinos cantados em cantochão pelos monges</B> de uma abadia medieval, <B style="mso-bidi-font-weight: normal">os movimentos de ordem unida</B> exibidos por um grupo de elite de fuzileiros, <B style="mso-bidi-font-weight: normal">tudo isso são universais concretos, nos quais o indivíduo como que desaparece, ficando no primeiro plano aquele todo maior, real, existente, concreto, visível, ordenado. </B>O universal concreto em seu sentido pleno é – nisso sigo fielmente Hegel – o universo. » (…)<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Este sim, é o critério último da <B style="mso-bidi-font-weight: normal">eticidade:</B> <B style="mso-bidi-font-weight: normal">a universalização, entendida como possibilidade de inserção harmoniosa na totalidade, camada por camada, através de todas as mediações, até chegar ao universal concreto que é o universo.</B> Este é o terceiro princípio do meu projecto de sistema, o princípio da coerência universal. Ele difere do imperativo categórico de Kant e do princípio U de Habermas porque o universal nele não é abstracto mas sim concreto.»&nbsp;&nbsp; </P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">(Carlos Cirne Lima, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Ética de coerência dialéctica</I>, in Manfredo A.Oliveira, organizador, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Correntes fundamentais da Ética Contemporânea</I>, Editora Vozes, pag 228-229; o bold é nosso)<o:p></o:p></SPAN></P></SPAN><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><STRONG>Esta universalização entendida como encaixe harmonioso </STRONG>das peças da <I>máquina mundi</I> e da <I>societas</I> umas nas outras <STRONG>continua a ser formalismo ético,</STRONG> ainda que Cirne Lima tente fazer parecer que não. </SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Desçamos ao concreto, <STRONG>dividamos cada universal concreto em dois ou mais pólos, o que Cirne-Lima não faz.</STRONG> Se se tratar de movimentos de uma elite de fuzileiros (<B style="mso-bidi-font-weight: normal">um universal concreto</B>) reprimindo uma manifestação de grevistas (outro <B style="mso-bidi-font-weight: normal">universal concreto</B>), como <STRONG>discernir o bem do mal</STRONG>? De que lado nos devemos colocar? Cirne Lima não responde a isto. Se a coerência for fruto da revolução, aplaudirá os grevistas? Se a coerência nascer da repressão executada pelas forças da ordem, aplaudirá as balas disparadas pelos fuzileiros? Que nos ensina a «ética da coerência dialéctica» sobre a revolução popular democrática que toma forma nas ruas de Teerão em Junho de 2009?<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Devemos unir-nos aos conservadores de Amadinejad, à polícia, e preservar a <STRONG>harmonia</STRONG> da sociedade islâmica tradicional? Ou devemos apoiar os revolucionários que querem <STRONG>harmonizar-se </STRONG>com o modelo pluralista das sociedades ocidentais capitalistas? Ou manter-nos neutrais?<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><STRONG>Coerência é um termo vago ou formal demais para ser suporte de ética não formalista.</STRONG> E Cirne-Lima petende que a sua ética é não formalista.&nbsp;De facto, é formalista regional, ao passo que a de Kant é formalista universal. &nbsp;Ao contrário de Aristóteles, de São Tomás de Aquino, de Karl Marx, de Max Scheller e de muitos outros filósofos que veiculam <B style="mso-bidi-font-weight: normal">éticas materiais</B>, Cirne Lima deixa-nos a flutuar no formalismo e arma-nos com a espada abstracta da «coerência dialéctica» pretendendo superar Kant, Habermas e Apel. Mas acaso Habermas ao preconizar a ética do diálogo/discurso para consensuar valores éticos não está a <B style="mso-bidi-font-weight: normal">unir o universal formal ao substancial particular de cada grupo social</B>? Acaso isso não é coerência dialéctica, o mesmo que preconiza Cirne Lima? <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">A pretensão de Cirne Lima em superiorizar-se a Habermas e Apel é apenas um sofisma, alardeando o valor mágico da palavra «coerência» sem lhe determinar a substância concreta em cada caso.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Além disso, esta noção de <B style="mso-bidi-font-weight: normal">eticidade orgânica</B> expressa por Cirne Lima acaba por anular a liberdade individual, a <B style="mso-bidi-font-weight: normal">dissidência do singular face ao colectivo</B>: ele mesmo o reconhece ao dizer que <STRONG>«tudo isso são universais concretos, nos quais o indivíduo como que desaparece, ficando no primeiro plano aquele todo maior, real, existente, concreto, visível, ordenado.» </STRONG>O fascismo, o estalinismo, as sociedades imperiais e outros modelos sociais encontrariam justificação no «princípio da coerência ética»: afinal, o indivíduo é apenas um elo da cadeia harmónica.</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Comparado com este <STRONG>organicismo ético não dialéctico</STRONG>– os pilares da ética são o carácter dos grupos sociais, incluídos os povos, e o carácter da natureza biofísica, numa harmonia universal - o formalismo de Kant é muito mais revolucionário porque coloca o centro de gravidade da <B style="mso-bidi-font-weight: normal">decisão ética</B> em cada indivíduo. <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">A pretensão de Cirne Lima de ter sido «pioneiro» em estender a ética ao todo é visível no seguinte texto:<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Minha divergência está no facto de que a coerência universal, como a penso, <STRONG>perpassa todo um sistema, lógica, natureza e espírito</STRONG>; isso Apel e Habermas não aceitam de maneira alguma. Habermas disse, com muita elegância, que meu projecto é por demais ambicioso (<I style="mso-bidi-font-style: normal">zu ehrgeizig</I>). <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Em compensação, exactamente por ser ambicioso, por ser abrangente, o <STRONG>projecto aqui apresentado consegue dar uma fundamentação sólida à ecologia,</STRONG> o que é um <I style="mso-bidi-font-style: normal">desideratum </I>que praticamente ninguém consegue satisfazer.»</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">(Carlos Cirne Lima, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Ética de coerência dialéctica</I>, in Manfredo A.Oliveira, organizador, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Correntes fundamentais da Ética Contemporânea</I>, Editora Vozes, pag 229; o bold é nosso)<o:p></o:p></SPAN></P><o:p></o:p></SPAN><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><STRONG>Antes de Cirne-Lima, Hans Jonas teorizou uma ética de responsabilidade que envolve o respeito pela natureza biofísica. </STRONG>E antes de Hans Jonas, muitos povos primitivos, mágicos, alquimistas e filósofos diversos preconizaram a religião da natureza com a correspondente ética ecológica. <o:p></o:p></SPAN></P><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p><br />
<P style="LINE-HEIGHT: 150%"><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="http://www.filosofar.blogs.sapo.pt/"><EM><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT"><FONT face="Times New Roman">www.filosofar.blogs.sapo.pt</FONT></SPAN></EM></A></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="mailto:f.limpo.queiroz@sapo.pt"><STRONG><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT"><FONT face="Times New Roman">f.limpo.queiroz@sapo.pt</FONT></SPAN></STRONG></A></SPAN><FONT face="Times New Roman"><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial"> </SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></FONT></P><br />
<P><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt; FONT-FAMILY: Arial">© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"></o:p></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p>&nbsp;</o:p></P></p>]]>

</content>
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<title>Incoerências na «Coerência Dialéctica» de Cirne-Lima</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://astrologia.weblog.com.pt/arquivo/2009/11/incoerencias_na.html" />
<modified>2009-11-11T21:26:48Z</modified>
<issued>2009-11-11T21:21:11Z</issued>
<id>tag:astrologia.weblog.com.pt,2009://308.443442</id>
<created>2009-11-11T21:21:11Z</created>
<summary type="text/plain">Carlos Cirne Lima, professor na Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul, Brasil, apresenta-se,equivocamente, como um pensador dialéctico, fundador da «Ética de Coerência Dialéctica» mas, como sucede com a generalidade dos pensadores da ética, desliza no gêlo de incoerências lógicas...</summary>
<author>
<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://astrologia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'">Carlos Cirne Lima, professor na Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul, Brasil, <STRONG>apresenta-se,equivocamente, como um pensador dialéctico, </STRONG>fundador da «Ética de Coerência Dialéctica» mas, como sucede com a generalidade dos pensadores da ética, desliza no gêlo de incoerências lógicas e ontológicas. Escreveu:</SPAN></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN>&nbsp;</P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«<STRONG>Aristóteles e nós com ele afirmamos que o primeiro princípio tanto do pensar como do ser é o princípio de não-contradição</STRONG>. Esta afirmação está correcta, mas neste enfoque muito abstracto o tema, que em si já é difícil, fica por demais complexo. Por isso, <STRONG>ao invés de falar de um único princípio, o de não-contradição, como Aristóteles, façamos como Platão e falemos de dois princípios, o uno e a díade, <I>tò hén</I> e <I>aóristos dyás.</I> </STRONG>Ou, de forma mais didáctica ainda – mas sempre dizendo, no fundo, a mesma coisa que Platão – falemos de três primeiros princípios do pensar e do ser, sabendo que o primeiro e o segundo deles, que são tese e antítese, se fundem e unificam no terceiro, que é a síntese. <B>O primeiro princípio é o da identidade, o segundo o da diferença, o terceiro é o da coerência</B>. Estes três princípios, no fundo, <STRONG>são um só princípio, o da coerência universal, </STRONG>pois a síntese contém em si, superadas e guardadas, tanto tese como antítese.» (Carlos Cirne Lima, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Ética de coerência dialéctica</I>, in Manfredo A.Oliveira, organizador, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Correntes fundamentais da Ética Contemporânea</I>, Editora Vozes, pag 219; o bold é nosso)<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><STRONG>Ao identificar diferença com antítese, Cirne-Lima equivoca-se.</STRONG> A antítese é uma diferença face à tese mas <B>não é uma diferença qualquer</B>. É uma <B>diferença de contrariedade</B>, isto é, <B>negação</B> – e aí se joga o princípio da não contradição. Exemplo: Se a tese é fogo, a antítese é água: fogo e água excluem-se mutuamente. Afinal, <B>a síntese é também diferença</B> e unidade face à tese e face à antítese. Se a síntese fôr ar, neste exemplo, é diferença em relação ao fogo e em relação à água.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><B><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">A síntese</SPAN></B><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">, ao contrário do que postula Cirne-Lima, <B>exprime, sobretudo, o princípio do terceiro excluído </B>– uma coisa é A ou não A, não havendo meio termo; a síntese de fogo-água é fogo ou não fogo sendo necessariamente este último caso, por exemplo ar- <B>e, secundariamente, exprime o princípio da não contradição </B>– exemplo: o ar<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>pode conter ao mesmo tempo chama, matéria ígnea, e vapor de água, desde que em regiões diferentes. Note-se que <B>só o princípio do terceiro excluído fornece plenamente a ideia de que tudo é uno e redutível a uma díade</B>.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><B><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">O princípio da coerência dialéctica entendido como síntese</SPAN></B><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">, tal como postula Cirne-Lima, <B>não corresponde, pois, em rigor ao princípio da não contradição</B>, ao contrário do que sustenta Cirne-Lima. <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Por outro lado, Cirne-Lima <B>confunde os géneros</B> ao dizer que Platão estabeleceu como princípios o Uno e a Díade – <B>género ontológico</B> – e Aristóteles tomou como base o princípio da não contradição – <B>género lógico</B>. Na verdade, ao contrário do que diz o nosso catedrático da Pontifícia, <SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Aristóteles coloca <B>Deus</B>, o pensamento perfeito e acto puro – e não o princípio da não contradição - <STRONG>como o princípio de tudo</STRONG>:<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Seria desde logo surpreendente que aquilo que é Primeiro, Eterno e maximamente autárquico não tivesse isto primeiro, a autarquia e a autosubsistência a título de Bem. Ora bem, não é incorruptível e autárquico por outra coisa que por ser Perfeito: logo é razoavelmente verdadeiro afirmar que <B>o Princípio é tal</B>. Não obstante, <B>que se identifique com o uno, ou em todo o caso, se se identifica com ele, que seja elemento</B>, e elemento dos números, <B>isso é algo impossível</B>.» (Metafísica, Livro XIX, 1091b).</SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Não se confunda, pois, o ontológico com o lógico.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p>&nbsp;<STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="http://www.filosofar.blogs.sapo.pt/"><EM><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">www.filosofar.blogs.sapo.pt</SPAN></EM></A></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="mailto:f.limpo.queiroz@sapo.pt"><STRONG><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">f.limpo.queiroz@sapo.pt</SPAN></STRONG></A></SPAN><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial"> </SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt; FONT-FAMILY: Arial">© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"></o:p></P></p>]]>

</content>
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<title>O sofisma de Cirne Lima: Refutar o princípio da não-contradição de Aristóteles</title>
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<modified>2009-11-10T10:11:31Z</modified>
<issued>2009-11-10T10:10:59Z</issued>
<id>tag:astrologia.weblog.com.pt,2009://308.443378</id>
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<summary type="text/plain"><![CDATA[Carlos Cirne Lima, professor na Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul, Brasil, anunciou há mais de uma década «ter refutado o princípio da não contradição enunciado por Aristóteles»&nbsp;: &nbsp;«O princípio da não contradição foi formulado por Aristóteles na seguinte...]]></summary>
<author>
<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://astrologia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'">Carlos Cirne Lima, professor na Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul, Brasil, <STRONG>anunciou há mais de uma década «ter refutado o princípio da não contradição </STRONG>enunciado por Aristóteles»&nbsp;:<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN> <br />
<P class=MsoNormal style="LINE-HEIGHT: 150%"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«O princípio da não contradição foi formulado por Aristóteles na seguinte maneira: «É impossível predicar e não predicar o mesmo predicado do mesmo sujeito sob o mesmo aspecto e ao mesmo tempo». Este é o primeiro princípio do pensar e do falar que, quando negado, ressurge das próprias cinzas e se reafirma de novo. (…)»<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Descobri algo importante e fundamental, mas que é muito simples, quase óbvio, e que nunca é dito por ninguém: <B style="mso-bidi-font-weight: normal">Aristóteles errou ao formular o princípio da não-contradição</B>. O grande inventor da lógica formal, <SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>o descobridor do sistema de silogismos, o primeiro autor de uma tabela de operadores modais, <B style="mso-bidi-font-weight: normal">errou ao dizer que a contradição é impossível</B>, <I style="mso-bidi-font-style: normal">adynaton.</I> A contradição é algo errado, é algo indevido, é algo irracional; a contradição é uma bobagem, pois quem se diz e desdiz é um tolo. Mas <B style="mso-bidi-font-weight: normal">impossível no sentido estrito, <EM>adynaton,</EM> a contradição não é.</B> Prova? Basta escrever “p e não-p” e aí temos uma contradição: ela existe, ela está aí, escrita. Mas ela é um erro, uma bobagem, um <I style="mso-bidi-font-style: normal">non-sense</I>, um atentado contra a racionalidade. Certos. Mas erros, bobagens, atentados contra a racionalidade, assim como contradições, de vez em quando existem. <B style="mso-bidi-font-weight: normal">E o que existe não é impossível</B>. <STRONG>O impossível não existe nem nunca pode existir, como é o caso de um círculo real que nunca seja quadrado.</STRONG> Escrevemos sim a contradição “círculo quadrado” (trata-se de uma <I style="mso-bidi-font-style: normal">contradictio in adjecto</I>); <STRONG>este tipo de contradição existe no mundo do pensar e do falar, mas um círculo existente no mundo real, por exemplo na ponta de um poste ou mesmo em um desenho real, jamais é quadrado</STRONG>. O círculo quadrado como contradição falada e escrita existe e é possível, mas como realidade realmente existente, não. A contradição às vezes, muitas vezes, existe. Mas, objectar-se-á com toda a razão, ela é uma tolice, ela fere a racionalidade, ela é um grande erro, ela é indevida e imprópria. (…) <B style="mso-bidi-font-weight: normal">Ora o que existe não é impossível.</B> Logo, a contradição não é impossível.<B style="mso-bidi-font-weight: normal"> O operador modal “é impossível” foi aqui usado por Aristóteles com impropriedade. O que Aristóteles queria dizer tem que ser expresso pelo operador modal deôntico, não se deve</B>, em grego me dei, <B style="mso-bidi-font-weight: normal">que é uma necessidade mais fraca</B>, uma necessidade que comanda, sim, mas não impossibilita contrafactos.»<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">(Carlos Cirne Lima, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Ética de coerência dialéctica</I>, in Manfredo A.Oliveira, organizador, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Correntes fundamentais da Ética Contemporânea</I>, Editora Vozes, pag 216; o bold é nosso)</SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Importa distinguir um duplo sentido da palavra contradição: há <B style="mso-bidi-font-weight: normal">a contradição lógica</B>, ou verdade (dialéctica e lógica) como, por exemplo, o juízo «sou bom e mau ao mesmo tempo, bom como jogador de xadrez e mau como mecânico de automóveis»; e <B style="mso-bidi-font-weight: normal">a contradição ilógica</B> ou erro, como por exemplo o juízo «sou certo e errado ao mesmo tempo ao calcular o resultado de uma soma simples». <STRONG>A primeira contradição, de contrários não exclusivos, constitui a textura da dialéctica da realidade</STRONG>. A segunda contradição constitui a textura da fantasia, da irrealidade.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Cirne Lima não distingue este duplo sentido da palavra «contradição»</SPAN></B><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"> e constrói, nessa nebulosidade, o seu <B style="mso-bidi-font-weight: normal">sofisma</B> de que «refutou» o princípio da não contradição de Aristóteles.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Carlos Cirne Lima desenha aqui um sofisma em torno de dois sentidos da palavra existir. <B style="mso-bidi-font-weight: normal">No reino das essências, entendidas como as formas gerais, o erro não existe</B> – nesse sentido <STRONG>a contradição-erro é impossível</STRONG>.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Não é impossível dizer que «o amarelo é azul» mas <B style="mso-bidi-font-weight: normal">o juízo «o amarelo é azul» é, na sua essência, impossível.</B> Por isso Aristóteles disse que a contradição violadora do princípio da identidade é impossível – azul é azul e amarelo é amarelo. Escreveu o filósofo grego:</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Assim, pois, a respeito das coisas que são uma <EM>essência,</EM> e que são actos, <STRONG>não é possível errar, senão captá-las ou não</STRONG>.» (Aristóteles, <EM>Metafísica,</EM> Livro IX, 1051b; o bold é nosso).</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Cirne Lima <B style="mso-bidi-font-weight: normal">confunde a essência do erro</B> – impossibilidade necessária– <B style="mso-bidi-font-weight: normal">com a existência deste</B> – possibilidade, realidade factual. <B style="mso-bidi-font-weight: normal">Confunde o nível modal da essência</B> – que comporta forma e necessidade – <B style="mso-bidi-font-weight: normal">com o nível modal da existência</B> – que comporta contingência, contradição ilógica. Confunde o interior com o exterior.</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Engana-se ao dizer que «Escrevemos sim a contradição “círculo quadrado” (trata-se de uma <I style="mso-bidi-font-style: normal">contradictio in adjecto</I>); <STRONG>este tipo de contradição existe no mundo do pensar e do falar» </STRONG>. Não. Tal contradição não existe no mundo do pensar. <STRONG>Não é possível pensar um círculo quadrado, ainda que seja possível escrever esta expressão "círculo quadrado".</STRONG>. É possível pensar um círculo a transformar-se, de forma sequencial, em um quadrado, o que é coisa diferente. <STRONG>Também não é possível pensar um triângulo cúbico nem um tom laranja de côr verde</STRONG> - mas sim é possível pensar um tom laranja adjacente a um tom verde ou um tom laranja a transformar-se num tom verde, não havendo aqui incoerência.</SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Ao dizer «o que existe não é impossível»<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>Cirne Lima revela-se um pequeno pensador unilateral, antidialéctico: na verdade, <STRONG>o que existe não é impossível no plano da existência mas pode sê-lo no plano da essência</STRONG>. <B style="mso-bidi-font-weight: normal">O juízo erróneo «2+9=17»<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;&nbsp; </SPAN>é possível num teste de matemática inspirado na imaginação confusa mas é impossível na matemática</B> <B style="mso-bidi-font-weight: normal">enquanto ciência</B> de essências quantitativas (os números).<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Ao contrário do que sustenta Cirne Lima, <STRONG>o operador modal «impossível» não foi usado erroneamente por Aristóteles</STRONG> ao sustentar que A e não-A são incompatíveis ao mesmo tempo e no mesmo aspecto do mesmo fenómeno ou ente. <o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Ridícula é a pretensão de Cirne Lima de ter feito uma descoberta única na história da filosofia:<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Só que a formulação errónea do grande Aristóteles, <STRONG>que usou um operador modal forte demais, prevaleceu e isso obnubilou as mentes de todos nós por dois mil e quatrocentos anos</STRONG>.» (…)<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«A não-contradição é um princípio ético. O primeiro princípio de todo o pensar e falar, de toda a racionalidade, segundo Aristóteles, <STRONG>só possui validade universal e só está correctamente formulado, se é formulado com o operador modal deôntico: dever-ser.» </STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">(Carlos Cirne Lima, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Ética de coerência dialéctica</I>, in Manfredo A.Oliveira, organizador, <I style="mso-bidi-font-style: normal">Correntes fundamentais da Ética Contemporânea</I>, Editora Vozes, pag 216; o bold é nosso)<o:p></o:p></SPAN></P><o:p></o:p></SPAN><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">A não contradição é só válida universalmente como um princípio ético?<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>E porque não há-de ser um princípio universal da matemática (exemplo: o número dois não pode ser par e ímpar) ou da química ( exemplo: um electrão tem carga negativa e não positiva)? <SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Dizer que a não contradição é um princípio ético é similar a dizer que «o resultado dez, da soma cinco mais cinco, é um resultado ético». </SPAN><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Sobrepor o dever-ser ao ser é inverter a ordem ontológica real. O princípio da não contradição é (onto)lógico e não deontológico, ainda que se aplique na ética. Cirne Lima navega no pântano da confusão antidialéctica <STRONG>ao não distinguir o existir essencial, real, que impossibilita o erro, do existir inessencial, onde habita o erro. A contradição-erro ou paradoxo é impossível existir no seio do círculo da verdade - Aristóteles tinha, de facto razão.</STRONG></SPAN></P><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"><o:p><br />
<P style="LINE-HEIGHT: 150%"><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="http://www.filosofar.blogs.sapo.pt/"><EM><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">www.filosofar.blogs.sapo.pt</SPAN></EM></A></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="mailto:f.limpo.queiroz@sapo.pt"><STRONG><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">f.limpo.queiroz@sapo.pt</SPAN></STRONG></A></SPAN><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial"> </SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt; FONT-FAMILY: Arial">© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P></P><br />
<P class=MsoNormal style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><BR></o:p></SPAN>&nbsp;</P></p>]]>

</content>
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<title>Relativo e absoluto na religião, em Hegel</title>
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<modified>2009-11-08T16:50:18Z</modified>
<issued>2009-11-08T16:48:05Z</issued>
<id>tag:astrologia.weblog.com.pt,2009://308.443311</id>
<created>2009-11-08T16:48:05Z</created>
<summary type="text/plain">Em Hegel, o relativo e o absoluto coexistem no mesmo conceito, no mesmo ente real. É assim com a religião. Todas as religiões se igualam porque possuem em si a ideia de um princípio superior, vital ou espiritual. Isto é...</summary>
<author>
<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://astrologia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Em Hegel, <STRONG>o relativo e o absoluto coexistem no mesmo conceito, no mesmo ente real. </STRONG>É assim com a religião. Todas as religiões se igualam porque possuem em si a ideia de um princípio superior, vital ou espiritual. Isto é <STRONG>absolutismo holístico</STRONG>.</SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Mas todas as religiões se distinguem entre si e tomam graus diversos na apreensão da verdade. Isto é <STRONG>relativismo: </STRONG>a verdade varia de religião a religião, as distâncias de cada uma destas à verdade são relativas, umas mais próximas, outras mais longínquas.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Nesta passagem <B>Hegel superioriza o cristianismo aos cultos pagãos</B> – que interpretavam a natureza física como má ou desprezível – e <B>coloca o protestantismo como religião superior ao catolicismo</B>:<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Os deuses <I>felizes </I>dos pagãos representaram-se como num além; graças a Cristo, a realidade efectiva comum, esta própria baixeza, que não é desprezível, foi santificada.(…) O <I>Reino de Deus</I> é, antes de mais, a <I>Igreja invisível</I>, que engloba todas as regiões e as diferentes religiões; em seguida, a Igreja <I>exterior</I>.»<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">«Na Igreja <I>Católica,</I> a comunidade cinde-se em <I>sacerdotes </I>e <I>leigos</I>. Aqueles são os plenipotenciários e exercem a força. A reconciliação com Deus torna-se, em parte, externa; domina sobretudo, entre os católicos uma realidade não espiritual da religião. Entre os <I>protestantes</I>, os sacerdotes são <I>apenas mestres</I>. Na comunidade, todos são iguais perante Deus como espírito <I>presente</I> da comunidade.» (Hegel, Propedêutica Filosófica, Edições 70, pag 84).<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><B><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Relativismo,</SPAN></B><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial"> segundo Hegel: <B>há diferentes graus de verdade, diferentes distâncias, em relação ao centro, </B>das diversas correntes (espécies) dentro do género religião. Não tem nada a ver com a definição de relativismo dada por teóricos da ética como Peter Singer, Michael Smith e outros segundo a qual «no relativismo, todas as teorias são iguais em grau de certeza, isto é, incognoscíveis no seu valor de verdade e portanto equivalem-se umas às outras».<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="LINE-HEIGHT: 150%"><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="http://www.filosofar.blogs.sapo.pt/"><EM><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">www.filosofar.blogs.sapo.pt</SPAN></EM></A></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="mailto:f.limpo.queiroz@sapo.pt"><STRONG><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">f.limpo.queiroz@sapo.pt</SPAN></STRONG></A></SPAN><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial"> </SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt; FONT-FAMILY: Arial">© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P></p>]]>

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<title>29 e 30 de Outubro: Jorge Pulido Valente e Afonso Henriques, Família Afonso Henriques no SAPO</title>
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<modified>2009-10-30T13:45:39Z</modified>
<issued>2009-10-30T12:20:30Z</issued>
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<created>2009-10-30T12:20:30Z</created>
<summary type="text/plain">Em 29 e 30 de Outubro de 2009, elevam-se entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Afonso Henriques (Pulido Valente e Dom Afonso Henriques, família Afonso Henriques): 1) Em 30 de Outubro, Jorge Pulido...</summary>
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<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p><strong>Em 29 e 30 de Outubro de 2009</strong>, elevam-se entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de <strong>Afonso Henriques </strong> (Pulido Valente e Dom <strong>Afonso Henriques</strong>, família <strong>Afonso Henriques</strong>):</p>

<p>1) <strong>Em 30 de Outubro,</strong> Jorge <strong>Pulido Valente</strong>, candidato socialista, descendente do rei <strong>Afonso Henriques </strong>de Portugal,toma posse como presidente da câmara municipal de Beja, concelho que, desde Abril de 1974, vivia sob a rede clientar do PCP local. Partido defensor do capitalismo de estado, o PCP digeriu mal esta derrota em Beja que considerava um feudo seu e onde construíra uma teia de "pequenas e médias corrupções".</p>

<p>O PCP tenta diminuir a cerimónia da tomada de posse do presidente social-democrata, evitando que ela se realizasse no Cine Teatro Pax Julia e procurando impedir que Pulido Valente discursasse no salão nobre da câmara logo após a tomada de posse dos membros da assembleia municipal. Truques das velhas raposas cunhalistas...</p>

<p>No momento em que cresce em Portugal a campanha de <strong>vacinação - leia-se: infecção do sangue de milhões de pessoas pelos vírus atenuados e pus contido nas vacinas </strong>- ao serviço das multinacionais, melhor fariam o PCP e o BE, <strong>se porventura são partidos de esquerda,</strong> em exigir o fim desta campanha demagógica e prejudicial. Há que ensinar ao povo que a imunidade é uma ideia estúpida, não existe pois o corpo é um sistema aberto, e que <strong>ingerir limão, alho, cebola, frutas, legumes, azeite biológico, queijo fresco ou leite coalhado imuniza durante algumas horas apenas </strong>os organismos contra a gripe A e todas as doenças.</p>

<p>2) <strong>Em 30 de Outubro,</strong> o portal SAPO divulga um video sobre os métodos da família <strong>Afonso Henriques </strong>para poupar dinheiro.</p>

<p>NOTA: <em>À venda aqui, por correio os nossos livros, : «Ciclos Astrológicos na História de Portugal- Os Ciclos de Úrano», 200 páginas (20 euros; «As Repúblicas de 1910-1926 e de 1974-1990, Analogia Histórica, Astronómica e Astrológica- O significado hermético da morte de Francisco Sá Carneiro», 47 páginas (20 euros); «Astrologia y guerra civil de España de 1936-1939» , 89 páginas (17,90 euros), "Os acidentes em Lisboa na Astrologia-Astronomia, Astrology and Accidents in USA", 276 páginas, (29 euros), um autêntico curso de Astrologia Histórica. Basta escrever para o mail abaixo.</em></p>

<p>Estamos também em <strong>www.filosofar.blogs.sapo.pt</strong>, e em <strong>www.astrology.blogs.sapo.pt</strong></p>

<p>E-mail para: f.limpo.queiroz@sapo.pt</p>

<p><br />
© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</p>]]>

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<title>Uma tautologia: A proposição «O conhecimento é uma crença verdadeira justificada»</title>
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<modified>2009-10-16T17:45:48Z</modified>
<issued>2009-10-16T17:45:11Z</issued>
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<summary type="text/plain">A conhecida asserção, de filósofos analíticos, «O conhecimento é a crença verdadeira justificada» é uma tautologia. Na verdade o que é uma crença verdadeira? É um conhecimento. Uma coincidência ou um canal de comunicação entre uma essência ideal, cognoscente, e...</summary>
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<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p><P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">A conhecida asserção, de filósofos analíticos, «O conhecimento é a crença verdadeira justificada» é uma <B>tautologia.</B><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Na verdade o que é uma <B>crença verdadeira</B>? É um <B>conhecimento</B>. Uma coincidência ou um canal de comunicação entre uma essência ideal, cognoscente, e uma existência cognoscível.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Se digo «O conhecimento do átomo é uma crença verdadeira justificada no átomo»,<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN><B>ao dizer “crença verdadeira” estou a dizer “conhecimento”</B>. Porque <B>o verdadeiro é</B>: ou <B>o real em si, sem conhecimento</B> por parte de ninguém, ou <B>o real em si conhecido por alguém </B>(verdadeiro para outrem ou para nós). E este último corresponde à «crença verdadeira». O verdadeiro reside quer no desconhecido quer no conhecido ontológico e, portanto, a tese de que «a verdade está na proposição» é redutora.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Assim, a frase inicial acima, corolário de alguma filosofia analítica, significa o seguinte: «O conhecimento é o conhecimento («crença verdadeira») fundado em provas («justificado»).» Trata-se, pois, de uma <B>tautologia</B>, isto é, de um juízo em que há uma repetição das características do sujeito no predicado, uma frase do tipo «Um homem é um ser humano comprovado».<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arial">Dizer «O conhecimento é uma crença justificada» é mais correcto do que dizer «O conhecimento é uma crença verdadeira justificada», ainda que não seja a definição perfeita.<o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P style="LINE-HEIGHT: 150%"><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="http://www.filosofar.blogs.sapo.pt/"><EM><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">www.filosofar.blogs.sapo.pt</SPAN></EM></A></SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; LINE-HEIGHT: 150%; mso-bidi-font-family: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 11pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: ES"><A href="mailto:f.limpo.queiroz@sapo.pt"><STRONG><SPAN lang=PT style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-ansi-language: PT">f.limpo.queiroz@sapo.pt</SPAN></STRONG></A></SPAN><STRONG><SPAN lang=ES style="FONT-SIZE: 13.5pt; mso-bidi-font-family: Arial"> </SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P><br />
<P><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt; FONT-FAMILY: Arial">© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 13pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P></p>]]>

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<title>10 e 11  de Outubro: Presidente da Polónia, Pulido Presidente em Beja</title>
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<modified>2009-10-19T22:29:43Z</modified>
<issued>2009-10-12T09:35:23Z</issued>
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<created>2009-10-12T09:35:23Z</created>
<summary type="text/plain">Em 10 e 11 de Outubro de 2009, emanam entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Pulo e Presidente (presidente da Polónia, Pulido presidente): 1) Em 10 de Outubro, o presidente da Polónia, um...</summary>
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<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://astrologia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><strong>Em 10 e 11 de Outubro de 2009,</strong> emanam entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de <strong>Pulo</strong> e <strong>Presidente</strong> (presidente da <strong>Poló</strong>nia, <strong>Puli</strong>do presidente):</p>

<p>1) <strong>Em 10 de Outubro,</strong> o <strong>presidente</strong> da <strong>Poló</strong>nia, um eurocéptico, aceita a adesão do seu país ao tratado de Lisboa da União Europeia.</p>

<p>2) <strong>Em 11 de Outubro,</strong> dia de eleições autárquicas em Portugal, que o PS de Sócrates vence em número de votos e mandatos e o PSD vence em número de presidências de Câmara Municipal, ganhando ainda a presidência da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), Jorge <strong>Puli</strong>do Valente (evoca: <strong>Pulo</strong>) é eleito presidente da câmara municipal de Beja, em lista do PS, arrebatando a autarquia ao PCP-CDU.</p>

<p><strong>Ávidos de mudança, os cidadãos de Beja puniram a dominação comunista de 35 anos sobre a cidade e o concelho - governação não isenta de pequenas corrupções e favores de clientela</strong>. Quase 2000 votos de militantes e simpatizantes do PSD foram determinantes para ajudar discretamente Pulido Valente a vencer a eleição, além da campanha poderosa «anti social fascista» que o médico José Barriga, da ala esquerda do PS, conduziu contra o PCP. Este enviava os seus carros a espiar ou criar confusão sempre que a caravana socialista fazia campanha nas aldeias do concelho.</p>

<p><strong>O presidente comunista cessante, Francisco Santos,  é um dos melhores cirurgiões de Portugal e, humanamente falando, um médico dos pobres, </strong>uma referência de grande prestígio no Hospital de Santa Maria em Lisboa. Não teve um «staff» de qualidade a rodeá-lo nestes 4 anos de governação: viveu da improvisação <strong>e deixou-se resvalar no sectarismo da tribo que é o PCP </strong>. Exemplos: nem sequer recebia os membros do grupo de teatro bejense «Arte Pública» porque este não era afecto ao PCP, mas apoiava os grupos de teatro fiéis e submissos ao «partido» dito da classe operária; a um professor que criticava o PCP puniu-o com barulho sem fim todas as tardes feito por uma associação de idosos vendendo alcool em instalação camarária... <strong>Nas mãos do PCP, Beja tornou-se uma rede de compadrios e corrupções como no tempo da União Nacional de Salazar.Partido único ou quase único...</strong>. Foi pois óptimo que o PS tenha ganho a câmara de Beja, para limpar as teias de aranha existentes. Os comunistas são refinadamente corruptos...em nome do povo.</p>

<p>Francisco Santos estava mal rodeado pelo  vereador estalinista Miguel Ramalho - o verdadeiro chefão porta voz dos interesses «vermelhos» - em quem alguns julgam descortinar um "mau carácter", e por outros, meros incompetentes com o cartão do PCP. Francisco Santos, inábil na política e facilmente susceptível de se ofender com críticas, deveria voltar a exercer cirurgia: fazem falta as suas mãos de oiro nas salas de operações!</p>

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© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)<br />
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<title>A previsível queda do governo Sócrates em Outubro de 2011, com o Nodo Norte da Lua em 15º de Sagitário</title>
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<modified>2009-10-02T13:53:06Z</modified>
<issued>2009-10-02T11:49:49Z</issued>
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<created>2009-10-02T11:49:49Z</created>
<summary type="text/plain">Qual é a data mais previsível para a queda do governo socialista português chefiado por José Sócrates, que deverá tomar posse em finais de Outubro de 2009? É o período 11-26 de Outubro de 2011, em que o Nodo Norte...</summary>
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<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p>Qual é a data mais <strong>previsível para a queda do governo socialista </strong>português chefiado por José Sócrates, que deverá tomar posse em finais de Outubro de 2009?</p>

<p>É o período 11-26 de Outubro de 2011, em que o <em>Nodo Norte da Lua estará em 15º do Sagitário.</em></p>

<p>Que factos no passado fundamentam esta previsão? Vários, sobretudo a <strong>presença de um planeta em 15º de Sagitário</strong>:</p>

<p>A) <strong>Em 8 de Dezembro de 1977,</strong> <em>com Neptuno em 15º de Sagitário,</em> o governo PS de Mário Soares é derrubado pelas oposições no parlamento, maioritárias no seu conjunto.</p>

<p>B) <strong>Em 16 de Dezembro de 2001,</strong> <em>com Plutão em 15º de Sagitário,</em> António Guterres anuncia a sua demissão do cargo de 1º ministro de Portugal o que faz cair o governo PS.</p>

<p>A Astrologia Histórica que o autor deste blog investiga e produz é fiável? Sem dúvida. Já em 28 de Junho de 2009 escrevemos, neste blog,o seguinte: </p>

<p><em>«4) <strong>Em 27 de Junho</strong>, Ca<strong>vaco</strong> Silva (evoca: <strong>Vaca</strong>) o presidente da República Portuguesa ,marca eleições legislativas para <strong>27 de Setembro próximo, dia em que Marte estará em 19º-20º de Caranguejo</strong>. Previsivelmente, com base em estudos sobre eleições anteriores, isto significa uma <strong>vitória do PS de Sócrates sem maioria absoluta parlamentar.</strong></p>

<p>O PS de Sócrates, caracterizado pela ignorância sobre astrologia histórica - Santos Silva (SS) e Sócrates Sousa (SS) não atingem a excelência do pensamento de Aristóteles que acreditava no determinismo planetário sobre a vida social ... - não pediu legislativas para 11 de Outubro, data que presumivelmente lhe daria nova maioria absoluta. Graças a Deus!</em></p>

<p>Acertamos na previsão porque descobrimos leis planetárias objectivas que utilizamos racionalmente. </p>

<p>Estamos também em <strong>www.filosofar.blogs.sapo.pt</strong>, e em <strong>www.astrology.blogs.sapo.pt</strong></p>

<p>E-mail para: f.limpo.queiroz@sapo.pt</p>

<p>© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</p>]]>

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<title>Vacina da Gripe A causa doença fatal e governo esconde</title>
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<modified>2009-09-25T18:01:45Z</modified>
<issued>2009-09-25T17:50:03Z</issued>
<id>tag:astrologia.weblog.com.pt,2009://308.441282</id>
<created>2009-09-25T17:50:03Z</created>
<summary type="text/plain">Recebi o seguinte e-mail de AO: Uma carta confidencial do Governo britânico para médicos directores de departamentos de neurologia foi revelada ao jornal &quot;The Mail&quot;: A vacina contra a Gripe Suína causa uma doença nervosa fatal. Levanta-se a questão: Porque...</summary>
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<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p>Recebi o seguinte e-mail de AO:</p>

<p><em>Uma carta confidencial do Governo britânico para médicos directores de departamentos de neurologia foi revelada ao jornal "The Mail":<br />
A vacina contra a Gripe Suína causa uma doença nervosa fatal.<br />
Levanta-se a questão: Porque é que o Governo não avisou o público uma vez que estão planeados milhões de vacinações - inclusivé a mulheres grávidas e crianças?</p>

<p>> http://www.dailymail.co.uk/news/article-1206807/Swine-flu-jab-link-killer-nerve-disease-Leaked-letter-reveals-concern-neurologists-25-deaths-America.html</p>

<p> Uma vez que este tipo notícia dificilmente chega ao universo português, façam o favor de avisar as pessoas que vos são queridas  para não tomarem a vacina contra a gripe.</em></p>

<p>Até quando vamos permitir que a<strong> indústria anticientífica das vacinas, líquidos purulentos que infectam o sangue, </strong>domine a política de «saúde publica» dos governos conservadores, liberais, sociais democratas ou comunistas? </p>

<p>E o futuro governo Sócrates vai <strong>implementar e pagar a vacinação em massa a partir de 12 de Outubro se esta é um homicídio a curto ou longo prazo?</strong></p>

<p>E onde está a coragem do dr. Louçã e do Bloco de esquerda para denunciar isto?</p>

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<p>E-mail para: f.limpo.queiroz@sapo.pt</p>

<p><br />
© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)<br />
</p>]]>

</content>
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<title>23 e 24 de Setembro: Durban, Baixa da Banheira</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://astrologia.weblog.com.pt/arquivo/2009/09/23_e_24_de_sete_3.html" />
<modified>2009-09-25T00:14:30Z</modified>
<issued>2009-09-24T22:11:49Z</issued>
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<created>2009-09-24T22:11:49Z</created>
<summary type="text/plain">Em 23 e 24 de Setembro de 2009, emanam entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Banho: 1) Em 24 de Setembro, um avião cai numa escola em Durban (evoca: Banho), na África do...</summary>
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<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p><strong>Em 23 e 24 de Setembro de 2009</strong>, emanam entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de <strong>Banho</strong>:</p>

<p>1) <strong>Em 24 de Setembro</strong>, um avião cai numa escola em Dur<strong>ban</strong> (evoca: <strong>Banho</strong>), na África do Sul.</p>

<p>2) <strong>Em 24 de Setembro</strong>, Jerónimo de Sousa, líder do PCP, admite na Baixa da <strong>Banheira</strong>, Portugal, a hipótese de oP CP fazer coligação governamental com o PS. Sócrates, o complexo ditador tecnocrático socialista, vai ganhar de novo as eleições dada a presença de Marte em Caranguejo, signo idiossincrásico do PSD, como há meses atrás anunciamos neste blog.</p>

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<p>E-mail para: f.limpo.queiroz@sapo.pt</p>

<p><br />
© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</p>]]>

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<title>19 e 20 de Setembro: Estádio de Souto de Moura, Casa das Histórias de Souto de Moura</title>
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<modified>2009-09-20T20:32:05Z</modified>
<issued>2009-09-20T20:19:16Z</issued>
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<created>2009-09-20T20:19:16Z</created>
<summary type="text/plain">Em 19 e 20 de Setembro de 2009, surgem entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Souto de Moura: (Estádio de Souto de Moura, Casa das Histórias de Souto de Moura): 1) Em 19...</summary>
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<name>f.limpo.queiroz</name>

<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p><strong>Em 19 e 20 de Setembro de 2009,</strong> surgem entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de <strong>Souto de Moura:</strong> (Estádio de <strong>Souto de Moura</strong>, Casa das Histórias de <strong>Souto de Moura</strong>):</p>

<p>1) <strong>Em 19 de Setembro,</strong> é inaugurada em Cascais, Portugal, a Casa das Histórias, obra do arquitecto Souto de Moura, dedicada a expor obras da pintora Paula Rego.</p>

<p>2) <strong>Em 19 de Setembro</strong>, no estádio desenhado pelo arquitecto <strong>Souto de Moura</strong>, em Braga, o Sporting de Braga vence por 1-0 o Futebol Clube do Porto.</p>

<p>Estamos também em <strong>www.filosofar.blogs.sapo.pt</strong>, e em <strong>www.astrology.blogs.sapo.pt</strong></p>

<p>E-mail para: f.limpo.queiroz@sapo.pt</p>

<p><br />
© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)<br />
</p>]]>

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<title>17 e 18 de Setembro: Chagas de São Francisco, Francisco Louçã</title>
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<summary type="text/plain">Em 17 e 18 de Setembro de 2009, impõem-se entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Francisco (Chagas de São Francisco, Francisco Louçã): 1) Em 17 de Setembro, a igreja católica celebra o dia...</summary>
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<email>f.limpo.queiroz@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p><strong>Em 17 e 18 de Setembro de 2009,</strong> impõem-se entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de <strong>Francisco</strong> (Chagas de São <strong>Francisco</strong>, Francisco <strong>Louçã</strong>):</p>

<p>1) <strong>Em 17 de Setembro,</strong> a igreja católica celebra o dia das Chagas de São <strong>Francisco</strong> de Assis.</p>

<p>2) <strong>Em 17 de Setembro</strong>, <strong>Francisco</strong> Louçã, líder do Bloco de Esquerda, arquitecto da notável estratégia que transformou este partido político na terceira força nacional em Portugal, impedindo que o desfigurado PS dirigido pelo prepotente José Sócrates alcance uma nova maioria absoluta nas próximas eleições legislativas de 27 de Setembro, é entrevistado por Ricardo Pereira, humorista do «Gato Fedorento» na SIC.</p>

<p>Estamos também em <strong>www.filosofar.blogs.sapo.pt</strong>, e em <strong>www.astrology.blogs.sapo.pt</strong></p>

<p>E-mail para: f.limpo.queiroz@sapo.pt</p>

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© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)</p>]]>

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