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setembro 25, 2009
Vacina da Gripe A causa doença fatal e governo esconde
Recebi o seguinte e-mail de AO:
Uma carta confidencial do Governo britânico para médicos directores de departamentos de neurologia foi revelada ao jornal "The Mail":
A vacina contra a Gripe Suína causa uma doença nervosa fatal.
Levanta-se a questão: Porque é que o Governo não avisou o público uma vez que estão planeados milhões de vacinações - inclusivé a mulheres grávidas e crianças?
> http://www.dailymail.co.uk/news/article-1206807/Swine-flu-jab-link-killer-nerve-disease-Leaked-letter-reveals-concern-neurologists-25-deaths-America.html
Uma vez que este tipo notícia dificilmente chega ao universo português, façam o favor de avisar as pessoas que vos são queridas para não tomarem a vacina contra a gripe.
Até quando vamos permitir que a indústria anticientífica das vacinas, líquidos purulentos que infectam o sangue, domine a política de «saúde publica» dos governos conservadores, liberais, sociais democratas ou comunistas?
E o futuro governo Sócrates vai implementar e pagar a vacinação em massa a partir de 12 de Outubro se esta é um homicídio a curto ou longo prazo?
E onde está a coragem do dr. Louçã e do Bloco de esquerda para denunciar isto?
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setembro 24, 2009
23 e 24 de Setembro: Durban, Baixa da Banheira
Em 23 e 24 de Setembro de 2009, emanam entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Banho:
1) Em 24 de Setembro, um avião cai numa escola em Durban (evoca: Banho), na África do Sul.
2) Em 24 de Setembro, Jerónimo de Sousa, líder do PCP, admite na Baixa da Banheira, Portugal, a hipótese de oP CP fazer coligação governamental com o PS. Sócrates, o complexo ditador tecnocrático socialista, vai ganhar de novo as eleições dada a presença de Marte em Caranguejo, signo idiossincrásico do PSD, como há meses atrás anunciamos neste blog.
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setembro 20, 2009
19 e 20 de Setembro: Estádio de Souto de Moura, Casa das Histórias de Souto de Moura
Em 19 e 20 de Setembro de 2009, surgem entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Souto de Moura: (Estádio de Souto de Moura, Casa das Histórias de Souto de Moura):
1) Em 19 de Setembro, é inaugurada em Cascais, Portugal, a Casa das Histórias, obra do arquitecto Souto de Moura, dedicada a expor obras da pintora Paula Rego.
2) Em 19 de Setembro, no estádio desenhado pelo arquitecto Souto de Moura, em Braga, o Sporting de Braga vence por 1-0 o Futebol Clube do Porto.
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setembro 18, 2009
17 e 18 de Setembro: Chagas de São Francisco, Francisco Louçã
Em 17 e 18 de Setembro de 2009, impõem-se entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Francisco (Chagas de São Francisco, Francisco Louçã):
1) Em 17 de Setembro, a igreja católica celebra o dia das Chagas de São Francisco de Assis.
2) Em 17 de Setembro, Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, arquitecto da notável estratégia que transformou este partido político na terceira força nacional em Portugal, impedindo que o desfigurado PS dirigido pelo prepotente José Sócrates alcance uma nova maioria absoluta nas próximas eleições legislativas de 27 de Setembro, é entrevistado por Ricardo Pereira, humorista do «Gato Fedorento» na SIC.
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setembro 16, 2009
15 e 16 de Setembro: Porto derrotado, Morte em Portimão
Em 15 e 16 de Setembro de 2009, elevam-se entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Porto (Porto derrotado, Morte em Portimão):
1) Em 15 de Setembro, o Chelsea vence por 1-0 o Futebol Clube do Porto.
2) Em 16 de Setembro, o desabamento de um tecto falso no supermercado Pingo Doce em Portimão, sul de Portugal, mata uma pessoa.
3) Em 15 de Setembro, Paulo Portas, lider do CDS, faz campanha eleitoral no Porto.
NOTA: À venda aqui, por correio os nossos livros, : «Ciclos Astrológicos na História de Portugal- Os Ciclos de Úrano», 200 páginas (20 euros; «As Repúblicas de 1910-1926 e de 1974-1990, Analogia Histórica, Astronómica e Astrológica- O significado hermético da morte de Francisco Sá Carneiro», 47 páginas (20 euros); «Astrologia y guerra civil de España de 1936-1939» , 89 páginas (17,90 euros), "Os acidentes em Lisboa na Astrologia-Astronomia, Astrology and Accidents in USA", 276 páginas, (29 euros), um autêntico curso de Astrologia Histórica. Basta escrever para o mail abaixo.
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setembro 14, 2009
São inválidos os raciocínios sobre classes vazias? (Crítica de Manuais Escolares)
No manual português de Filosofia do 11º ano «A arte de pensar» afirma-se que não se pode usar a lógica silogística para raciocinar sobre classes vazias, isto é, classes sem elementos - ainda que se afirme também o contrário, em certa passagem. Diz o referido manual:
«Todos os A são B.
Logo, Alguns A são B.»
«Se eliminarmos as classes vazias, não encontraremos argumentos com esta forma que tenham premissas verdadeiras e conclusão falsa. Assim, a maneira de aceitar que esta forma argumentativa é válida é excluir as classes vazias. E era isso que se fazia na lógica silogística tradicional.»
«Mas o que é uma classe vazia?»
«Uma classe vazia é uma classe sem elementos.»
«Por exemplo, as classes das fadas, dos marcianos, dos selenitas ou dos seres humanos de mais de duzentos metros de altura são vazias.»
«Se não excluirmos classes vazias, a lógica silogística irá considerar válidos argumentos que de facto são inválidos. Assim, não poderíamos usar esta lógica para raciocinar sobre classes que não sabemos se são vazias ou não. Por exemplo, não a poderíamos usar para raciocinar sobre anjos, pois não sabemos se há tal coisa.»
«Contudo, hoje em dia não é necessário aceitar a exclusão de classes vazias. Podemos usar a lógica silogística de um modo que nos permite raciocinar validamente sobre classes vazias.»
(Aires Almeida, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Paula Mateus, Pedro Galvão, A arte de pensar, Didáctica Editora, pag 62; o bold é nosso)
Crítica : Em primeiro lugar, a noção de classe vazia é paradoxal. A classe vazia é uma classe com essência mas sem existência. Ora, a essência, que é forma, existe de uma maneira especial, a priori, e por si mesma, como sustentava Aristóteles. Se pensamos em classe, isso supõe um conjunto de elementos similares, em certa medida, entre si. Portanto, originalmente, não há classes vazias: para ter estrutura, uma classe tem que estar preenchida por elementos, mesmo que estes sejam puras ideias ou percepções imaginárias. Há sim classes que, em certas circunstâncias, se esvaziaram. Nenhuma classe é vazia de per si.
Em segundo lugar, os autores de a «Arte de pensar» confundem o raciocínio dedutivo com o raciocínio indutivo. O problema das classes vazias não se coloca ao nível da dedução pura: aqui o raciocínio opera-se segundo leis necessárias, com entidades ideais, essências, que podem ou não ter tradução na existência material (plano da indução).
O que determina que uma classe seja vazia ou não? A indução, isto é, o conhecimento empírico de tal ou tais casos particulares, com tendência generalizante. E aqui está o nó do erro: transferir para o plano da indução aquilo que deveria decorrer, de forma lógica e necessária, no plano da dedução.
Aliás é curioso que o manual «A arte de pensar» considere vazias as classes das fadas e dos marcianos e duvide de que a classe dos anjos seja vazia. Não são as fadas anjos, numa certa versão mitológica? Porque há-de ser vazia a classe dos marcianos? É ilógico e impossível que vivam em galerias no interior do planeta vermelho?
Considere-se , por exemplo, o silogismo:
As fadas são seres do mundo invisível.
Ariana é uma fada.
Ariana é um ser do mundo invisível.
É um silogismo válido, isto é, verdadeiro num plano abstracto – e não inválido como sustentam os autores de «A arte de pensar».
Portanto, os argumentos dedutivos sobre classes vazias podem ser perfeitamente válidos: operam num plano ideal, distinto da indução. O que importa é a sua coerência interna, isto é, a conexão lógica entre as suas proposições e respectivos termos. Declará-los à partida inválidos é atirar-lhes nuvens de poeira vinda do plano empírico.
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Publicado por f.limpo.queiroz às 08:25 PM | Comentários (0)
setembro 12, 2009
Um erro de «A arte de pensar»: Basear a «invalidade» de um silogismo num acidente da existência material (Crítica de Manuais Escolares)
No manual português de Filosofia do 11º ano «A arte de pensar» lê-se o seguinte:
«Classes vazias»
«Considere-se o seguinte argumento:
Todas as fadas são simpáticas.
Logo há fadas simpáticas .
«Como vimos a premissa é verdadeira, embora não o pareça. Mas a conclusão é evidentemente falsa. Logo o argumento é inválido.» (Aires Almeida, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Paula Mateus, Pedro Galvão, A arte de pensar, Didáctica Editora, pag 62; o bold é nosso).
Crítica: Depois de ter postulado que «um argumento dedutivo é válido quando é impossível ter premissas verdadeiras e conclusão falsa» (pag 14), este manual contradiz-se. Como é que, sendo verdadeira a premissa «Todas as fadas são simpáticas» pode ser falsa a conclusão «Logo há fadas simpáticas» ( ou : «Logo algumas fadas são simpáticas»)?
Não pode. Assim, o argumento (silogismo) é necessariamente válido. O que sucede é que os autores do manual «A arte de pensar» descem a escada obscura de um raciocínio falacioso: saltam da essência para a existência, isto é, passam do raciocínio dedutivo – plano da validade ou verdade formal do pensamento – para a indução que lhes sugere, pelo testemunho dos sentidos, que não existem fadas - plano da verdade material. Violam as próprias regras da lógica dedutiva que proclamaram, recorrendo ao argumento indutivo da «classe vazia» (uma classe sem elementos: não há fadas, logo a classe das fadas é vazia…) Passam do essencial ao acidental que o contradiz e produzem um raciocínio que é uma amálgama, uma incoerência.
E são estes autores que repetem incansavelmente que «validade e invalidade nada têm a ver com verdade e não verdade…» ! Mas como, se para negarem a validade a este silogismo, tiveram de descer ao plano da verdade material perceptível? Afinal, acabam por declarar a invalidade com base na não verdade (inexistência) material. O que equivale a dizer o que sempre postulamos: em lógica, inválido é não verdadeiro no plano abstracto do raciocínio; e válido é verdadeiro, em termos abstractos de regras do pensamento (Exemplo: a regra válida "a>b, então b<a " é verdadeira). O válido é uma espécie dentro do género verdadeiro.
Ignorantes da dialéctica, que hierarquiza os conceitos em géneros e espécies de forma holística e discriminada, os autores de «A arte de pensar» nem se dão conta do erro que cometem ao proclamar a dissociação entre válido e verdadeiro. Isto é mais um exemplo de como a lógica, inserida no programa de 11º ano de Filosofia no ensino secundário em Portugal, é mal explicada nos manuais em voga, repletos de confusões.
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setembro 08, 2009
6 e 7 de Setembro: Estaline e o Decreto de 5 de Março de 1940, Jerónimo e o PCP de 6 de Março de 1921
Em 6 e 7 de Setembro de 2009, concretizam-se entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Rússia e 5-6 de Março (Estaline e 5 de Março de 1940 na Rússia, Jerónimo e PCP pró russo de 6 de Março de 1921)):
1) Em 6 de Setembro, a RTP-2 exibe documentário sobre a política de Stalin, líder da Rússia soviética, em 1939-1941, nomeadamente a sua assinatura de um decreto em 5 de Março de 1940 que desencadeou o assassinato de 22 000 membros da aristocracia militar e social polaca.
2) Em 7 de Setembro, em debate na TV portuguesa, Paulo Portas, líder conservador do CDS, supera Jerónimo de Sousa, líder do PCP, partido nascido a 6 de Março de 1921, na crítica ao governo pseudo socialista de José Sócrates que tem retirado inúmeros direitos aos trabalhadores da função pública e a outros.
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setembro 07, 2009
Hegel defendeu que o belo não existe na natureza?
Há no mundo universitário consagrado quem sustente que Hegel teorizou que o belo se encontra fora da natureza. É o caso de Raymond Bayer:
«Hegel exclui o belo da natureza. Não há belo abaixo do estádio do espírito absoluto; é somente o espírito oposto a si mesmo: «O belo da Arte é a beleza nascida do Espírito» Mesmo o erro do espírito humano continua a ser superior a toda a criação natural, porque representa a espiritualidade.»(Raymond Bayer, História da Estética, Estampa, pag 305; o bold é nosso)
A leitura atenta de Hegel desmente esta interpretação:
«Nesta parte inicial da Estética, examinámos em primeiro lugar a ideia geral do belo; mostrámos em seguida a sua realização incompleta na natureza, e chegámos em terceiro lugar a ver no ideal a sua realidade adequada.» (Hegel, Estética, O Belo Artístico ou o Ideal, Guimarães Editores, Lisboa, 1964, pag 231)
Ao contrário do que afirma Bayer, Hegel postulou que o belo existe de forma incompleta, na natureza biocósmica. Isto significa: antes de surgir a humanidade, havia mares, montanhas, estrelas e árvores belas, de uma beleza incompleta. A confusão de Raymond Bayer reside nisto: identificar belo artístico com belo natural. O belo artístico é, certamente, criação do espírito humano na sua forma superior (espírito absoluto) mas o belo natural não. Este é criação da ideia absoluta anterior à humanidade e geradora desta (Deus).
O que valem as elites que ensinam nas universidades, se engendram interpretações deformadoras dos grandes pensadores como é o caso? É certo que Hegel foi, com todo o mérito, professor universitário. Mas quantos milhares de doutorados e agregados não há a leccionar Filosofia, Sociologia, Antropologia em todo o mundo, que são pequenos intelectuais sem categoria real nos planos da racionalidade e da criatividade, que construíram o seu sucesso com base em teses marcadas por frases grandiloquentes, cópias de mestres da filosofia misturadas com vulgaridades paralógicas, e aprovadas, com displicência, por amigos que já haviam ascendido a cátedras?
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setembro 05, 2009
Uma equívoca divisão de Popper: Essencialismo / Instrumentalismo/ Teoria das Conjecturas e Refutações
Karl Popper estabeleceu, de forma equívoca, uma divisão triádica da perspectiva científica: essencialista, instrumentalista e conjecturalista (teoria das conjecturas e refutações, posição de Popper).
Escreveu Popper:
«O essencialismo, a primeira das três perspectivas da teoria científica a ser discutida, faz parte da filosofia galilaica da ciência. Dentro desta filosofia podemos distinguir três elementos ou doutrinas que nos dizem aqui respeito: o essencialismo (a nossa “primeira perspectiva”) é aquela parte da filosofia galilaica que não desejo defender e que consiste numa combinação das doutrinas (2) e (3). São estas as três doutrinas:
1) O cientista tem por finalidade descobrir uma teoria ou descrição verdadeira do mundo (e, em especial, das suas regularidades ou leis), que constituirá igualmente uma explicação dos factos observáveis. (Isto significa que a descrição desses factos tem de ser dedutível da teoria, em conjunção com determinados enunciados, as chamadas “condições iniciais”).
«Esta é uma doutrina que desejo apoiar. Faz parte da nossa terceira perspectiva.»
2) O cientista consegue comprovar em definitivo a verdade dessas teorias, para além de qualquer dúvida razoável .
«Esta segunda doutrina, segundo creio, necessita de correcção. Tudo o que o cientista pode fazer, em minha opinião, é testar as suas teorias e eliminar todas aquelas que não consigam fazer face aos testes mais rigorosos que for capaz de conceber. Mas não pode estar nunca inteiramente seguro de que os novos testes (ou mesmo uma nova discussão teórica) não possam levá-lo a modificar, ou a abandonar, a sua teoria. Neste sentido, todas as teorias são e permanecem hipóteses: são conjecturas (doxa), por contraste com o conhecimento indubitável (epistemé).»
3) As melhores teorias, as teorias verdadeiramente científicas, descrevem as “essências” ou as “naturezas essenciais” das coisas – as realidades que subjazem às aparências. Esta terceira doutrina (em conexão com a segunda) é aquela a que chamei “essencialismo”. Estou convencido de que, à semelhança da segunda, é uma doutrina errónea.
«Ora o que os filósofos instrumentalistas da Ciência, de Berkeley a Mach, Duhem e Poincaré, têm em comum é o seguinte: todos eles afirmam que a explicação não é um objectivo da ciência física, dado que esta não pode descobrir “a essência oculta das coisas”. (…)(Karl Popper, Conjecturas e Refutações, Almedina, pag 147-148; o bold é de nossa autoria)
«O instrumentalismo pode ser formulado como a tese de que as teorias científicas – as teorias das chamadas ciências “puras” – não são mais do que as regras de computação (ou regras de inferência), que têm, fundamentalmente, o mesmo carácter que as regras de computação das ciências “aplicadas”. (Poderíamos inclusivamente formulá-lo como a tese de que a Ciência “pura” é uma designação imprópria, e que toda a Ciência é “aplicada”). (…)(Karl Popper, Conjecturas e Refutações, Almedina, pag 157; o bold é nosso.)
«Poderíamos formular esta “terceira perspectiva” das teorias científicas de forma breve, dizendo que são conjecturas genuínas – suposições altamente informativas acerca do mundo que, apesar de não verificáveis, (isto é, susceptíveis de ser demonstradas como verdadeiras) podem ser submetidas a rigorosos testes críticos. São sérias tentativas de descobrir a verdade. Neste aspecto, as hipóteses científicas são exactamente como a famosa conjectura de Goldbach na teoria dos números. Goldbach pensava que essa conjectura podia ser eventualmente verdadeira. E é efectivamente possível que o seja, ainda que nós não saibamos e possamos talvez, nunca vir a saber se ela é ou não verdadeira.» (…)(Karl Popper, Conjecturas e Refutações, Almedina, pag 162; o bold é nosso)
Em primeiro lugar, a imprecisão do conceito de essencialismo. Na verdade, essencialismo não se opõe, como contrário, a instrumentalismo. O que se opõe a este é não instrumentalismo, ou racionalismo especulativo. É óbvio que entendemos o que Popper quer dizer – por essencialismo, ele pretende designar um platonismo epistemológico em que as explicações últimas (essências) ou pelo menos algumas destas não se podem testar – mas pensa confusamente e utiliza um termo inapropriado.
Não há um, mas dois essencialismos, pelo menos. A teoria de Platão é um essencialismo transcendente- as essências estão situadas num mundo inteligível fora da experiência – mas a teoria de Aristóteles é um essencialismo imanente – as essências ou formas comuns estão nos objectos físicos e no pensamento que as abstrai deles. Assim, há um instrumentalismo essencialista, que reduz as essências a regras procedimentais gerais, a métodos práticos, sem metafísica, e um instrumentalismo não essencialista, isto é, acidentalista.
O contrário de instrumentalismo é racionalismo especulativo, não experimental ou não instrumental, e não essencialismo como Popper sustenta equivocamente.
Por outro lado, a incapacidade de Popper manejar habilmente o princípio do terceiro excluído – três ou mais domínios reduzem-se à dualidade A ou não-A – é visível. Aplicando este princípio, infere-se que, sob certa óptica, as teorias podem dividir-se em : essencialistas e não essencialistas. É lógica aristotélica inultrapassável, que Popper não aplica.
Escreveu:
«O essencialismo olha para o nosso mundo quotidiano como uma mera aparência, por detrás da qual descobre o mundo real. Esta perspectiva tem de ser abandonada assim que tomamos consciência do facto de que cada uma das nossas teorias pode ser, por seu turno, explicado por outros mundos, que são descritos por outras teorias – teorias de um mais elevado nível de abstracção, universabilidade e testabilidade. A doutrina de uma realidade essencial ou última desmorona-se juntamente com a doutrina da explicação última.»
«Na medida em que, de acordo com a nossa terceira perspectiva, as novas teorias científicas são, à semelhança das antigas, verdadeiras conjecturas, elas constituem verdadeiras tentativas de descrever esses outros mundos. Somos assim levados a tomar todos esses mundos, incluindo o nosso mundo quotidiano, como igualmente reais; ou talvez, melhor dizendo, como aspectos ou estratos igualmente reais no mundo real.» (…)(Karl Popper, Conjecturas e Refutações, Almedina, pag 162-163; o bold é nosso)
Em primeiro lugar, não é verdade que todo o essencialismo olhe para o nosso mundo quotidiano como mera aparência: só algum essencialismo – o de Platão, o de Kant, por exemplo – o faz. O próprio Galileu, que Popper classifica como essencialista, vê o mundo como um sistema de fenómenos e coisas reais, considerando apenas as cores, sons, cheiros e sabores como aparências.
Em segundo lugar, Popper admite que as novas teorias científicas – as suas, em especial - são, à semelhança das antigas, que eram essencialistas, verdadeiras conjecturas, isto é, essências teóricas, especulativas, verosímeis. Que é a conjectura, senão um conjunto de essências indemonstráveis ou não demonstradas até agora?
Assim, a teoria das conjecturas e refutações de Popper integra-se no dualismo essencialismo- não essencialismo (instrumentalista ou não) que o princípio do terceiro excluído impõe: o conjecturalismo de Popper é um essencialismo não dogmático, mutabilista, que se distingue do essencialismo dogmático de Galileu, Newton e outros e se opõe ao não essencialismo instrumentalista.
A divisão triádica feita por Popper – essencialismo, instrumentalismo, teoria das conjecturas e refutações popperiana –subsiste, pois, na névoa de confusão.
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setembro 04, 2009
3 e 4 de Setembro: Ministra em Viana do Castelo, Vigília na Rua Mário Castelhano
Em 3 e 4 de Setembro de 2009, elevam-se entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Castelo (Ministra em Viana do Castelo, Vigília na Rua Mário Castelhano):
1) Em 3 de Setembro, Maria de Lurdes Rodrigues, a ministra da Educação que tem executado a política neofascista "centrista" de Sócrates para o sistema de ensino, é apupada por professores em Viana do Castelo, norte de Portugal.
2) Em 4 de Setembro, realiza-se uma vigília na Rua Mário Castelhano (evoca: Castelo), Queluz de Baixo, Lisboa, em protesto contra a decisão da PRISA, de José Luis Cebrián, colega de Sócrates como membro do grupo mundialista de Bilderberg, de acabar com o telejornal de Manuela Moura Guedes na TVI às sextas feiras.
Na véspera, o MUP (www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com)divulgou o seguinte comunicado:
VIGÍLIA PELA LIBERDADE DE IMPRENSA
Quem puder, participe na Vigília pela Liberdade de Imprensa, amanhã, sexta-feira, 4-9-2009, pelas 20 horas, em frente da TVI, na Rua Mário Castelhano, n.º 40, Queluz de Baixo. E divulgue a inicitiva nos blogues, redes sociais e e-mail.
A decisão, de hoje, 3-9-2009, da administração da Media Capital/TVI de cancelar o “Jornal Nacional de Sexta” da TVI, dirigido por Manuela Moura Guedes, justifica novamente a campanha de solidariedade com a informação da TVI, que aqui, e no Facebook, lançámos no final de Maio. Esta decisão, na véspera das eleições legislativas, cumula uma política de controlo dos media e de perseguição da liberdade de expressão pelo Governo do Partido Socialista, que definiu como adversário último a independência editorial da TVI, tentou a sua compra pela estatal PT, movimentou-se para a alteração da estrutura accionista, expulsou o director-geral José Eduardo Moniz, influencia a restrição sobre as notícias da estação sobre Sócrates, e, agora, elimina o Jornal Nacional de Sexta, motivando a demissão dos seus directores e o repúdio da redacção.
É altura de resistir e conjurar a resistência face à domesticação da informação e perseguição das liberdades públicas. A liberdade não se adia.
O PS de Sócrates vai ganhar, sem maioria absoluta, as eleições legislativas de 27 de Setembro: Marte está em Caranguejo, signo que traduz a idiossincrasia do PSD, e "golpeia" ontologicamente as entidades ligadas a este signo ou espaço do céu.
NOTA: À venda aqui, por correio os nossos livros, : «Ciclos Astrológicos na História de Portugal- Os Ciclos de Úrano», 200 páginas (20 euros; «As Repúblicas de 1910-1926 e de 1974-1990, Analogia Histórica, Astronómica e Astrológica- O significado hermético da morte de Francisco Sá Carneiro», 47 páginas (20 euros); «Astrologia y guerra civil de España de 1936-1939» , 89 páginas (17,90 euros), "Os acidentes em Lisboa na Astrologia-Astronomia, Astrology and Accidents in USA", 276 páginas, (29 euros), um autêntico curso de Astrologia Histórica. Basta escrever para o mail abaixo.Estamos também em www.filosofar.blogs.sapo.pt, e em www.astrology.blogs.sapo.pt
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setembro 03, 2009
2 e 3 de Setembro: Demissão de João Maia Abreu, Dois Mortos na Maia
Em 2 e 3 de Setembro de 2009, elevam-se entes e acontecimentos que evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de Maia (João Maia Abreu, Dois Mortos na Maia):
1) Em 3 de Setembro, a direcção de Informação da TVI, o único canal de TV em Portugal onde havia oposição eficaz ao governo "socialista" de José Sócrates, demite-se . João Maia Abreu, Manuela Moura Guedes e Mário Moura, director e subdirectores de Informação apresentam demissão em bloco na sequência das «dificuldades apresentadas pela administração ao regresso do "Jornal Nacional".
A 3 semanas das eleições legislativas, o PS silencia relativamente ou desviriliza o poder crítico do telejornal da TVI que à 6ª feira, com Manuela Moura Guedes, zurzia no lombo o poder do PS em Portugal, as negociatas dos ministros e dos lobbies, a astúcia autoritária de Sócrates, etc.
Escreve o jornal Público: Manuela Moura Guedes confirmou hoje ao PÚBLICO a demissão da direcção de informação da TVI depois da suspensão do Jornal Nacional que apresentava e coordenava e que amanhã regressava depois de um período de férias. Moura Guedes revelou que tem pronta uma peça com notícias novas sobre o caso Freeport, feita por uma jornalista da sua equipa. “Temos pronta uma peça sobre o Freeport, com dados novos e, como sempre, documentados”, disse a jornalista, recusando-se a fazer mais comentários.
A direcção de informação da TVI anunciou, por volta das 13 horas, a sua demissão em bloco devido à suspensão do Jornal Nacional de Sexta-feira, apresentado por Manuela Moura Guedes. A direcção mantém-se em funções até ser substituída pela direcção da empresa.
Ao que o PÚBLICO apurou, a decisão da administração de suspender o Jornal Nacional veio de Espanha, sede da Prisa, proprietária da TVI, e foi comunicada à direcção de informação e fundamentada por razões económicas, em consequência de uma reestruturação em curso.
Por discordar da decisão, a direcção de informação, composta por João Maia Abreu, Mário Moura e Manuela Moura Guedes, decidiu apresentar a sua demissão, o mesmo acontecendo com a chefia de redacção, composta por António Prata e Maria João Figueiredo. Há cerca de uma hora, a direcção de informação comunicou a sua decisão na reunião de editores.
Manuela Moura Guedes, que o PÚBLICO ainda não conseguiu contactar, está a ser rodeada de manifestações de solidariedade na redacção, onde a decisão de suspensão do Jornal Nacional era de alguma forma esperada mas não nesta altura.
Anúncio na véspera
A equipa do Jornal Nacional estava a trabalhar há duas semanas para regressar amanhã à noite aos ecrãs. E não tinha havido qualquer sinal de que a emissão poderia ser suspensa mesmo antes da primeira edição depois de férias.
No entanto, ainda hoje o Correio da Manhã noticiava que o spot de promoção do regresso do telejornal de Moura Guedes estava pronto desde sexta-feira mas ainda não tinha ido para o ar, algo que o gabinete de comunicação da TVI considerava "normal".
Bernardo Bairrão, o administrador-delegado da Media Capital que assumiu as funções de José Eduardo Moniz quando este deixou a empresa há um mês, questionado pela Correio TV a 20 de Agosto sobre o regresso do polémico telejornal respondeu: "É provável que assim aconteça!".
No dia da sua saída, Moniz foi entrevistado no Jornal Nacional da TVI e deixou um recado explícito, classificando de "escândalo" uma eventual retirada de Manuela Moura Guedes do ar. “Não faz sentido eliminar um bloco informativo que hoje é referência em Portugal”, acrescentou.
2) Em 3 de Setembro, pelas 9.30 horas em Vila Nova da Telha,Maia, norte de Portugal, o choque de dois veículos ligeiros, um deles de mercadorias, faz 2 mortos e 2 feridos graves.
As vítimas mortais, um casal de idosos, encontravam-se no passeio e foram colhidas pelo veículo de mercadorias, que capota e desliza para o passeio.
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Publicado por f.limpo.queiroz às 01:47 PM | Comentários (0)