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novembro 07, 2007
6 e 7 de Novembro : Povo em Armas ( em São Petesburgo em 1917, em Madrid em 1936), José María Aznar, Mineiros em Aznalcollar
Em 6 e 7 de Novembro de 2007, expandem-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias e nomes de insurreição popular (guarda vermelha insurrecta em 1917 em São Petersburgo, povo de Madrid em armas em 1936) e de Aznar (José María Aznar, mineiros de Aznalcollar):
1) Em 7 de Novembro, passam 90 anos exactos sobre a insurreição da guarda vermelha do Partido Comunista (Bolchevique) da Rússia contra o governo provisório capitalista do socialista Kerensky, em São Petersburgo. Quaisquer que sejam os juízos posteriores sobre o regime comunista implantado, o partido de Lenine fez, em Novembro de 1917, o que era imprescindível fazer: parar com a intervenção russa na guerra imperialista que assolava a Europa e levar o II Congresso Pan-Russo dos Sovietes a repartir as grandes propriedades dos latifundiários pelos camponeses pobres.
A revolução proletário-bolchevique russa de Novembro de 1917 teria, 10 anos mais tarde, o seu derradeiro epílogo como processo de algum pluralismo: Trotsky, o dirigente militar da insurreição de 1917, e outros opositores a Estaline, eram expulsos do partido em 1927 e a cortina de silêncio impunha-se. Também a revolução dos cravos de 25 de Abril de 1974 em Portugal teria, 10 anos depois, um epílogo simbólico: Otelo Saraiva de Carvalho , estratega do golpe antifascista de 1974(equivalente, nas tarefas militares, a Trotsky em 1917), seria preso em 20 de Junho de 1984, como dirigente das «Forças populares 25 de Abril», organismo clandestino de terror proletário contra a burguesia portuguesa. As revoluções são como os casamentos: enrugam e tornam-se anquilosadas, com o passar dos anos. Nenhuma conquista está definitivamente garantida, ainda que a mentalidade iluminista e democrática tenha conquistado a grande maioria da espécie humana.
O PCP comemora, hoje, em Lisboa, a memória da revolução bolchevique numa sessão em que se canta a Internacional. As ideias de Marx e Lenine estão vivas. Descontando o ateísmo oficial e o monolitismo partidário de alguns modelos históricos de socialismo, burocrático-estalinista, a doutrina marxista mantem-se de pé como solução alternativa ao sistema capitalista-imperialista. E a Venezuela de Hugo Chávez é uma esperança...
2) Em 7 de Novembro, passam 71 anos sobre o início do assalto militar a Madrid pelo exército de Franco. Surpreendentemente, os milicianos da Frente Popular - o povo de Madrid em armas - defendem, casa a casa, a capital da Espanha republicana. As tropas fascistas de Yagüe penetram pelo muro da Casa de Campo de Madrid mas a Terceira Brigada Mista, republicana, contra ataca desde Húmera-Pozuelo e força a recuar os contra-revolucionários franquistas. É a primeira vez que estes encontram uma resistência de aço. Castejón, chefe de uma coluna franquista, é ferido. Os caças soviéticos de Estaline chamados Moscas actuam em defesa do povo de Madrid contra a aviação franquista e hitleriana, os Ratas.
3) Em 7 de Novembro, José María Aznar, presidente do governo espanhol de 1996 a 2004, declara aos media que os que idealizaram os atentados de 11 de Março de 2004 "não estão em montanhas longínquas..."
4) Em 7 de Novembro, 75 mineiros de Boliden, encerrados desde há meses na catedral de Sevilla em protesto contra o despedimento de 22 mineiros, regressam vitoriosos a Aznalcóllar (evoca: Aznar), Sevilla, onde as suas esposas estavam encerradas na igreja local.
Eis uma canção do Exército Vermelho de Lenine e Trotsky também cantada na Espanha republicana na guerra civil:
HIMNO GUERRILLERO
Por llanuras y montañas
guerrilleros libres van
los mejores luchadores
del campo y la ciudad.
los mejores luchadores
del campo y la ciudad .
Ni el dolor ni la miseria
nos impedirán vencer
seguiremos adelante
sin jamás retroceder.
seguiremos adelante
sin jamás retroceder.
Las banderas de combate
como mantos cubrirán
a los bravos guerrilleros
que en la lucha caerán.
a los bravos guerrilleros
que en la lucha caerán.
Nuestros Jefes nos ordenan
atacar para vencer;
venceremos al fascismo
sin jamas retroceder.
venceremos al fascismo
sin jamas retroceder.
Venceremos al Franquismo
en la batalla final.
Camaradas, muera Franco,
viva nuestra libertad.
Camaradas, muera Franco,
viva nuestra libertad.
LE CHANT DES PARTISANS
«Par le froid et la famine
Dans les villes et dans les champs
A l’appel du grand Lénine
Se levaient les Partisans
A l’appel du grand Lénine
Se levaient les Partisans.
Pour reprendre le rivage
Le dernier rempart des Blancs
Par les monts et par les plaines
S’avançaient les Partisans
Par les monts et par les plaines
S’avançaient les Partisans.
Notre paix c’est leur conquête
Car en mil neuf-cent-dix-sept
Sous les neiges et les tempêtes
Ils sauvèrent les Soviets
Sous les neiges et les tempêtes
Ils sauvèrent les Soviets.
Ecrasant les armées blanches
Et chassant les atamans
Ils finirent leur campagne
Sur les bords de l'océan
Ils finirent leur campagne
Sur les bords de l'océan. »
CANCIONES REPUBLICANAS
DE LA GUERRA CIVIL ESPAÑOLA
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Publicado por f.limpo.queiroz às novembro 7, 2007 12:49 PM