« 3 e 4 de Agosto: Ressurreição em Morgue na Argentina, Palos de Moguer em 1492, Casa de Murat, Novo Parlamento da Turquia, Albânia e Turquia em 1912 | Entrada | 5 e 6 de Agosto: Vitória do Benfica da Luz, Morte do cardeal Lustiguer, Praia da Luz e Cães, Paulo VI e Milão em 1978, Milenium BCP, Família Real em Palma de Mallorca, Praia de El Palmeral »
agosto 05, 2007
Sobre o Relativismo Objectivista
Relativismo significa variabilidade da verdade de acordo com a posição (geográfica, temporal, sócio-cultural, religiosa, política, científica, etc).
O pensador mediano, que nunca aprofundou nas suas diversas vertentes o conceito de relativismo, define-o desta maneira:
«Por relativismo moral se entende a posição que defende que: 1. não há uma moral absoluta; 2. a verdade em termos dos juízos morais é interpretada em função das qualidades do sujeito que julga determinado acto; 3. os valores de bem e de mal variam consoante o contexto social, cultural, histórico; 4. por estas razões, rejeita-se que os valores de bem e de mal são objectivos e universais.»
E o mesmo pensador de superfície cita Rachels:
"Culturas diferentes têm códigos morais diferentes; logo, não há uma 'verdade' objectiva na moralidade. Certo e errado são apenas questões de opinião e as opiniões variam de cultura para cultura.» (James Rachels, Elementos de Filosofia Moral)
Que não há uma moral absoluta a mesma em todas as épocas é indiscutível, segundo o relativismo.
Mas há um relativismo diacrónico com valores universais e objectivos para cada época. Exemplo: «No século XIII, o valor moral e político supremo, objectivo, universal, aceite em todas as sociedades, desde o Ocidente ao Oriente, é acatar a autoridade dos reis e imperadores; no século XXI, o valor moral e político supremo, objectivo e universal, desde o Ocidente ao Oriente é respeitar a vontade popular através de eleições livres, imprensa livre, associação livre, etc».
Isto é RELATIVISMO DIACRÓNICO OBJECTIVISTA E UNIVERSALISTA. A verdade é relativa a cada época, isto é, varia de época a época mas mantèm-se, universal e objectiva, no interior de cada época. Por conseguinte, objectivismo não se opõe de forma absoluta a relativismo. Há um objectivismo sincrónico que é, simultaneamente, um relativismo diacrónico.
Há relativismo subjectivista , relativismo intersubjectivista, e relativismo objectivista. Modulações conceptuais do mesmo vocábulo que os pensadores medianos, James Rachels incluído, não são capazes de detectar e explicitar.
www.filosofar.blogs.sapo.pt
f.limpo.queiroz@sapo.pt
© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)
Publicado por f.limpo.queiroz às agosto 5, 2007 09:56 AM