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julho 08, 2007
Nega o subjectivismo que haja coisas exteriores com valor em si mesmas? (Crítica de Manuais Escolares)
Subjectivismo axiológico implica sustentar que não há valores em si mesmos?
Um manual português da Lisboa Editora reza assim:
«A tese defendida pelo sujectivismo axiológico afirma que como não existe coisa alguma que possua valor em si mesmo, cada um pode dar o valor que quiser a qualquer coisa» (in "Filosofia, 10º ano", de Marcelo Fernandes e Nazaré Barros, consultor científico: Michel Renaud, Lisboa Editora, pag.99).
Não é exacta esta definição. Os subjectivistas não negam que haja coisas que possuam valor em si mesmo: simplesmente, sustentam que o criador decisivo dos valores é a subjectividade de cada um.
Exemplo de um subjectivista religioso esotérico: «Reconheço que em todas as religiões existe o valor intersubjectivo de Deus mas nenhuma atinge o verdadeiro Deus, o que só é possível calculando numerologicamente o verdadeiro nome de Deus com uma fórmula que só eu sei». Este subjectivismo não nega a existência do valor objectivo «Deus existe e é amor» mas subjectiviza esse valor, dá-lhe uma coloração individual única.
Um subjectivista político da extrema-esquerda reconhece que a paz é um valor em si mesmo, objectivo, mas entende, no íntimo da sua consciência, que o valor supremo é a guerra ao Capital e aos seus agentes: assim, é adepto de atentados contra banqueiros, industriais e comerciantes ricos.
Portanto, a correcta definição de subjectivismo axiológico é: corrente que sustenta que os valores variam de pessoa a pessoa, são definidos na interioridade psíquica de cada indivíduo, quer existam coisas com valor objectivo em si mesmo quer nada exista com valor em si mesmo.
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Publicado por f.limpo.queiroz às julho 8, 2007 12:29 PM