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abril 30, 2007

29 e 30 de Abril: Estádio da Luz, Letizia a dar à luz, António de Oliveira Guterres, António de Oliveira Salazar, Ángel Acebes e Ángela Ferriz em Jaén/ Terra da Oliveira

Em 29 e 30 de Abril de 2007, ascendem entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Luz (jogo no estádio da Luz, Letizia dá à luz)e de Anjo e Oliveira (Ángel Acebes e Ángela Ferriz em Jaén / província das oliveiras, António de Oliveira Guterres, António de Oliveira Salazar):

1) Em 29 de Abril, o Benfica e o Sporting Clube de Portugal empatam 1-1 num jogo da Liga Portuguesa de Futebol, no estádio da Luz, em Lisboa, ficando respectivamente 3 e 4 pontos atrás do primeiro classificado, o Futebol Clube do Porto.

2) Em 29 de Abril, a princesa Letizia Ortiz, das Asturias, dá à luz a sua segunda filha, Sofia, na clínica Ruber, em Madrid, Espanha.

3) Em 30 de Abril, o português António de Oliveira Guterres, alto comissário da ONU para os refugiados, completa 58 anos de idade, dois dias depois de uma manifestação de nacionalistas da extrema-direita em Santa Comba Dão, em homenagem ao falecido António de Oliveira Salazar (1889-1970).

4) Em 30 de Abril, Ángel Acebes (evoca: Anjo), secretário-geral do PP espanhol, visita Jaén, a capital da província por excelências das oliveiras em Espanha onde se produz um dos melhores azeites de oliva do mundo.

5) Em 30 de Abril, realiza-se em La Carolina, Jaén, terra das oliveiras do Al-Andaluz, um comício da candidata do PSOE à alcaidía, Ángeles Ferriz (evoca: Anjo).

Se, ontem, não houvesse um importante jogo de futebol no estádio da Luz em Lisboa, daria à luz uma menina a princesa Letizia de Asturias?

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Publicado por f.limpo.queiroz às 09:13 PM | Comentários (0)

Determinismo, Causalismo e Fatalismo (Crítica de Manuais Escolares)

É geral o equívoco sobre o conceito de determinismo, em manuais escolares e dicionários de filosofia.

Assim num manual escolar português intitulado «Filosofia 10º ano», da Plátano Editora, está escrito:

«Os partidários do determinismo negam a liberdade. O determinismo é a doutrina que afirma que tudo o que acontece, quer no mundo físico quer no mundo humano, tem uma causa. Tudo o que fazemos é um acontecimento determinado (causado) por um conjunto de acontecimentos anteriores e a ideia de que efectuamos escolhas ou decisões é uma ilusão que se deve ao facto de não termos consciência plena dos eventos que nos determinaram a fazer o que fizemos. Esta é a versão extrema ou "dura" do determinismo. Fala-se também de determinismo soft, menos radical, mas a conclusão a que se chega é a de que , se o determinismo duro não admite que faça sentido falar de decisões e de escolhas, o determinismo soft (mitigado) admite que realizamos escolhas, mas estas já estão determinadas pela hereditariedade (pelo património genético) e pelo meio ambiente (pela educação, pela socialização, pelas pressões sociais interiorizadas). Por outras palavras, efectuamos escolhas, mas não há liberdade de escolha».

(Luís Rodrigues, «Filosofia 10º ano», Plátano Editora, Lisboa, 2003, pag.62).

Ao definir determinismo como a doutrina segundo a qual tudo o que acontece tem uma causa, Luís Rodrigues comete um erro. De facto, está a definir causalismo e não determinismo. O erro é duplo, no texto acima, porque identifica determinismo com fatalismo, teoria segundo a qual a liberdade não existe visto haver a predestinação de tudo. Luís Rodrigues afirma que o determinismo soft só possui liberdade aparente de escolha e que em ambas as versões do determinismo não há liberdade de escolha real.

Luís Rodrigues, como a generalidade dos autores de manuais escolares e dicionários de filosofia, parece ignorar que a noção de causa não é exclusiva do determinismo. Este é a doutrina segundo a qual nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas produzem sempre os mesmos efeitos. Ora a definição de determinismo, que envolve a ideia de repetição, igualdade entre causas correspondendo a uma igualdade de efeitos, é substancialmente diferente da definição segundo a qual tudo tem uma causa (causalismo).

Além do mais, determinismo não exclui livre arbítrio: são complementares. O livre-arbítrio é o indeterminismo (de certo modo, um deus originário) que põe em marcha este ou aquele mecanismo do determinismo. Um jogador de futebol é livre de falhar um penalty propositadamente, atirando ao lado da baliza, ainda que a trajectória da bola obedeça ao determinismo do pontapé, do atrito do ar e da relva, da velocidade, etc.


Os físicos, os químicos, os biólogos sabem perfeitamente que o determinismo se conjuga com o livre-arbítrio (libertismo): sempre que juntarmos numa tina ácido clorídrico com sódio, obter-se-á cloreto de sódio mais água - e isto é determinismo - mas podemos fazê-lo uma vez por semana ou uma vez por ano, nos dias que nos aprouver, no laboratório A da escola secundária ou numa garagem - e isto é livre-arbítrio, libertismo.

O espantoso é haver autores de manuais de filosofia - que deveriam iluminar os cientistas «não filosóficos»- incapazes de um pensamento claro, dialéctico nesta matéria.

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abril 29, 2007

28 e 29 de Abril: As ideias de Maçã ( Acidentes em Maçainhas e Manzanares) e de Visão ( Ovibeja, Mulher Cega por Cão, Boavista, Letizia de Oviedo)

Em 28 e 29 de Abril de 2007, erigem-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Maçã (acidente em Maçainhas, choque em Manzanares) e de Visão (Sócrates na Ovibeja, Mulher Cega por Cão, Boavista vencedor, Letizia de Oviedo):

1) Em 28 de Abril, uma súbita queda de granizo provoca acidente viário na A25 à altura de Maçainhas (evoca: Maçã), centro de Portugal.

2) Em 28 de Abril, um choque múltiplo de 6 viaturas na A4 à altura de Manzanares (Manzana significa: Maçã), Cuidad Real, Espanha, causa 2 feridos ligeiros.

3) Em 28 de Abril, o primeiro-ministro da burguesia portuguesa, José Sócrates, inimigo destacado do proletariado e das classes médias, inaugura a Ovibeja (evoca: Visão), feira agro-pecuária em Beja, Alentejo.

4) Em 28 de Abril, Maria Carolina Teixeira de Faria, de 48 anos de idade, mulher a dias na vivenda de Antero Ribeiro Fonseca, no lugar de Bouça,fica gravemente ferida, de manhã, na sequência de um ataque de um cão de raça doberman, na casa onde trabalhava, na freguesia de Caramos, no concelho de Felgueiras, norte de Portugal. A vítima perde irremediavelmente, a visão do olho esquerdo. A tragédia só não resulta em morte devido à intervenção de um electricista, que, com ajuda de uma pedra, com cerca de dois quilos, agride o animal na cabeça, tirando-o de cima da vítima.

5) Em 28 de Abril, o Boavista (evoca: Visão) derrota o Futebol Clube do Porto por 2-1 na Liga Portuguesa de futebol.

6) Em 29 de Abril, a princesa espanhola Letizia, vinculada a Oviedo (evoca: visão), ingressa na Clínica Ruber Internacional, em Madrid, para dar à luz a sua segunda filha. A imprensa burguesa centra as atenções neste parto iminente no seio da anacrónica monarquia espanhola - como se isso tivesse alguma importância para os milhões de pobres e desempregados na Ibéria! - liderada por um rei gastador «al que le gusta mucho las mujeres jóvenes proclives al amor». Duvidamos que Felipe venha a ser rei de toda a Espanha. Quando ascender ao trono, talvez haja comunidades autónomas que se declarem independentes...

Se, ontem, Sócrates não visitasse a Ovibeja, emergiria o Boavista como vencedor de um importante jogo de futebol? E seria uma mulher privada da visão no olho esquerdo no ataque de um cão em Bouças?

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Publicado por f.limpo.queiroz às 10:23 AM | Comentários (343)

abril 28, 2007

27 e 28 de Abril: A ideia de Azar (José María Aznar, Oliveira Salazar), Carroças de Andújar, Carreira Marques, Santiago Cortes González, Santiago Calatrava

Em 27 e 28 de Abril de 2007, erguem-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Azar (Oliveira Salazar, José María Aznar) de Carro (Carreira Marques, carroças de Andujar) e de Santiago (Santiago Cortes González, torre de Santiago Calatrava):

1) Em 27 de Abril, o presidente venezuelano Hugo Chávez discursa a estudantes, em Guárico, Venezuela, dizendo que o ex presidente do governo espanhol José María Aznar (evoca: Azar)« é um fascista, do calibre de Adolfo Hitler, um verdadeiro fascista da extrema direita mundial» e um «lacaio de George Bush». Chávez abre sulcos de liberdade na imprensa internacional burguesa obrigada a noticiar estas classificações políticas de esquerda. Não nos resta outra alternativa senão apoiar a revolução socialista bolivariana, um produto da conjunção de duas classes, a pequena burguesia jacobina e o proletariado.

Aznar foi, justamente, derrotado com o PP pelo PSOE de Zapatero nas eleições legislativas de 14 de Março de 2004 por ter inserido Espanha na guerra imperialista do Iraque, iniciada em 19 de Março de 2003 pelos EUA de Dick Cheney e o Reino Unido de Tony Blair. Mas o primeiro-ministro capitalista de Espanha, o «socialista» José Luis Zapatero atraiçoou as suas denúncias anti imperialistas de 2003-2004 e envolveu Espanha na guerra imperialista da NATO no Afeganistão baptizada de «missão de paz». A Esquerra Republicana de Catalunya, a Izquierda Unida e o Bloque Nacionalista Gallego não condenam abertamente a intervenção do exército espanhol no Afeganistão e noutros lugares e são, por isso, cúmplices da máquina de guerra capitalista. Hoje, os terroristas islâmicos são, por estranho que pareça aos democratas humanistas e pacifistas, vanguarda da revolução anti imperialista mundial. O terrorismo é a guerra dos pobres contra os ricos. À guerra dos ricos contra os pobres a imprensa vendida chama «missão de paz do Ocidente», «libertação do Iraque das garras do integrismo», «normalização democrática», etc. É tudo uma questão de terminologia. Os media manipulam os povos com as palavras escolhidas para noticiar os factos objectivos.

2) Em 28 de Abril, passam exactamente 118 anos sobre o nascimento no Vimeiro, Santa Comba Dão, centro de Portugal, de António de Oliveira Salazar (evoca: azar), professor universitário de finanças, director do Centro Académica de Democracia Cristã na 1ª República Portuguesa e ditador católico fascista de 1933 a 1968 em Portugal. Salazar instituiu um criminoso regime de repressão sobre os pobres, o proletariado e a pequena burguesia, ainda que menos sanguinário do que a ditadura de Franco (1939-1975) Mussolini (1922-1943) e de Videla e Galtieri na Argentina (1976-1983).

3) Em 27 de Abril, Carreira Marques (evoca: Carro), presidente da câmara municipal de Beja de 1983 a 2005, faz declarações a um telejornal português, enquanto membro do Movimento pelas Regiões em Portugal, sobre as vantagens da regionalização.

4) Em 28 de Abril, dezenas de carroças (evoca: carro)sobem, desde Andújar, sul de Espanha, a Serra Morena até ao Cerro de La Cabeza, onde existe o santuário de Santa María La Cabeza, numa tradicional romaria que atrai centenas de milhar de pessoas em cada ano, em fins de Abril ou inícios de Maio. Em 1 de Maio de 1937, a aviação republicana arrasou este santuário que desde Setembro de 1936 servia de refúgio e bastião de luta a uns 250 guardas civis de Jaén comandados pelo capitão Santiago Cortes González, franquista.

5) Em 27 de Abril, noticia-se que o arquitecto catalão Santiago Calatrava é o autor do projecto da maior torre habitacional do mundo a construir em Michigan, nos EUA.

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abril 27, 2007

26 e 27 de Abril: «Claustrofobia democrática», Claustros de San Miguel de La Cogolla, Sequestro em Campinas, Incêndio em Los Campos, Detenções em Shefield (Ela-Campo), Escola Secundária Braancamp Freire, Ana Monge

Em 26 e 27 de Abril de 2007, erguem-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Claustroclaustrofobia democrática», claustro de San Miguel de La Cogolla) de Campo (sequestro em Campinas, incêndio em Los Campos, detenções em Shefield/...Campo, Escola Braancamp de Freire)e de Frei (Ana Monge, Escola Braancamp Freire):

1) Em 27 de Abril, José Sócrates, primeiro-ministro, rejeita em debate no parlamento português a classificação de «claustrofobia democrática» (evoca: Claustro) que o lider da oposição de direita, Marques Mendes, usou para classificar o controlo de poder dos media e de outras instituições pelo governo do PS. Marques Mendes afirma que «toda a concessão de crédito da Caixa Geral de Depósitos está na mão de três administradores socialistas, dois dos quais autênticos comissários políticos».

2) Em 26 e 27 de Abril, decorre no mosteiro espanhol de San Miguel de La Cogolla, com belos claustros, um seminário internacional sobre o uso da língua castelhana na televisão.

3) Em 26 de Abril, termina à noite depois de 56 horas, o seqüestro de uma família em Campinas (evoca: Campo), São Paulo, Brasil. A polícia invade a casa e liberta os dois últimos reféns, Mara Souza e o filho Thiago, de 7 anos. O sequestrador Gleison Flávio de Salles, de 23 anos, dispara um tiro contra a porta, mas é dominado em seguida.

4) Em 26 de Abril, em Los Campos, Asturias, norte de Espanha, dois meninos morrem num incêndio desatado em sua casa. Os pais estavam fora, a trabalhar.

5) Em 27 de Abril, a Scotland Yard prende em Shefield (field significa: Campo), Inglaterra, três guerrilheiros de ETA, ente eles Ana Monge (evoca: Frei, Freire). Apesar das perseguições e detenções, ETA, força armada do movimento de libertação vasco, sobrevive, devido ao apoio popular em Euskadi e Iparralde.

6) Em 27 de Abril, uma manifestação de rua de alunos da Escola Secundária Braancamp Freire (evoca: campo), na Pontinha, grande Lisboa, contra os assaltos à escola, é alvo de bastonadas por parte da PSP, sendo preso um aluno.

Haveria, ontem, um incêndio mortal em Los Campos se a polícia não pusesse fim ao sequestro de uma família em Campinas? E seriam hoje detidos em Shefield três combatentes anti espanholistas da ETA e detido um aluno da Escola Braancamp Freire?

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Publicado por f.limpo.queiroz às 10:56 AM | Comentários (0)

abril 25, 2007

24, 25 e 26 de Abril: «Cara al Sol», Caja Sol, Cirque du Soleil, Saldanha Sanches, Salgueiro Maia, Movimento Cívico («Intervenção e Cidadania», «Não apaguem a Memória»), Túnel do Marquês, Túnel da M-30, Miguel Sebastián, San Miguel de la Cogolla

Em 24, 25 e 26 de Abril de 2007, elevam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Sol («Cara al Sol» e Primo de Rivera, Cajasol, Cirque du Soleil)de Sal (Saldanha Sanches, Salgueiro Maia) de Movimento Cívico (MC «Intervenção e Cidadania», MC «Não apaguem a memória») de Túnel (túnel do Marquês em Lisboa, Túnel da M-30) e de Miguel (Miguel Sebastián, San Miguel de la Cogolla):

1) Em 24 de Abril, passam exactamente 104 anos sobre o nascimento, na calle Génova de Madrid, de José Antonio Primo de Rivera, advogado, fundador da Falange Espanhola em 1933, um partido fascista que tinha como hino o «Cara al Sol». Com uma linguagem demagógica que reclamava a "reforma agrária" e a "nacionalização da banca", a Falange foi um partido pequeno de extrema direita que serviu a burguesia espanhola na luta, a tiro e à punhalada, contra a UGT, a CNT, o PCE, o PSOE e a FAI
em 1933-1936. Os falangistas pagaram um preço em sangue alto de muitas dezenas de mortos, nesses anos nos confrontos com as esquerdas.

2) Em 24 de Abril, o governo autónomo da Andalucía, Espanha, aprova a fusão dos bancos Caja San Fernando e Caja el Monte, numa nova instituição: Caja Sol.

3) Em 25 de Abril, a RTP exibe um documentário sobre emigrantes portugueses no Quebec, Canadá, um dos quais se refere ao Cirque du Soleil (em português: Sol).

4) Em 25 de Abril, o telejornal das 21.00 horas da SIC Notícias exibe uma entrevista de Mário Crespo ao fiscalista Saldanha Sanches (evoca: Sal) , que foi um brilhante resistente antifascista, militante do MRPP em 1972-1974, entrevista realizada no interior do forte prisão política de Peniche onde esteve meses detido após sofrer a tortura do sono às mãos da PIDE DGS.

5) Em 25 de Abril, o líder do Movimento Intervenção e Cidadania (MIC), Manuel Alegre, defende em Santarém que não se pode desmantelar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nem abrir a porta a um sistema privado para ricos e um público para pobres. E lembra o capitão Salgueiro Maia (evoca: Sal) um dos capitães decisivos na vitória do golpe militar antifascista de 25 de Abril de 1974 que derrubou a ditadura colonial-fascista portuguesa iniciada em 28-31 de Maio de 1926 por Gomes da Costa, Carmona e Sinel de Cordes e vertebrada, desde 1928, por Salazar e depois por Marcelo Caetano.

"Ser fiel à memória de Salgueiro Maia é dizer aqui hoje que não se pode desmantelar o Serviço Nacional de Saúde, não se pode abrir a porta a um sistema de saúde privada para ricos e a um sistema público para pobres", diz Manuel Alegre, presidente do referido movimento cívico durante as comemorações do 25 de Abril em Santarém.

Mas o que é Alegre senão um cúmplice de José Sócrates, de Mário Soares, de Marques Mendes e de Paulo Portas, e da grande burguesia neoliberal que desarticulam velozmente o Estado «social» de capitalismo controlado e implementa um Estado neoliberal que dá rédea solta ao capitalismo selvagem em Portugal? Que faz o deputado Alegre no parlamento, senão ratificar a governação capitalista de Sócrates, ao serviço dos ricos contra os pobres?

6) Em 25 de Abril, num dos protestos, organizado pelo movimento cívico "Não Apaguem a Memória", várias pessoas desfilam até à antiga sede da PIDE, na rua António Maria Cardoso, em Lisboa, a PSP corta várias ruas, havendo confrontos com os antifascistas, sendo detidos 12 destes. A antiga sede da PIDE onde durante décadas se praticou a tortura a anti salazaristas e até o assassinato - como o caso do operário Raul Alves arremessado de um 3º andar à rua, em 31 de Julho de 1958 - vai ser transformada num complexo hoteleiro de luxo pela mesma burguesia que colaborou com Salazar e Caetano na manutenção da ditadura portuguesa. Os antifascistas opõem-se a esse «branqueamento» da memória histórica.

7) Em 25 de Abril, Carmona Rodrigues inaugura o túnel rodoviário do Marquês de Pombal, em Lisboa.

8) Em 26 de Abril, chove intensamente em Madrid, Espanha, e um dos túneis da M-30 resulta inundado por jorros de água devido à ruptura de uma tubagem.

9) Em 26 de Abril, Miguel Sebastián, candidato do PSOE à câmara municipal de Madrid, é entrevistado em «Desayunos» de TVE.

10) Em 26 de Abril, inicia-se em San Miguel de la Cogolla, berço da língua castelhana, em Espanha, um seminário internacional sobre o uso do idioma oficial de Espanha na televisão.

Se, ontem, alguns não celebrassem o nascimento do fundador do partido espanhol que inventou o hino «Cara al Sol», criaria o governo andaluz a Caja Sol?

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Publicado por f.limpo.queiroz às 11:38 PM | Comentários (336)

abril 24, 2007

Pourquoi Ségoléne Royal sera, probablement, le futur President de la V Republique Française

Le destin existe et reste écrit dans les étoiles. Pourtant, le déchiffrer c´est dificile, complexe. L´interpretation astrologique correcte doit tenir en consideration divers facteurs planetáires et non seulement un ou deux isolés. Donc, le contenu de notre article n´assure pas une complete consistance dans la prevision.

GÉMEAUX, SIGNE DU PARTI SOCIALISTE FRANÇAIS

Malgrè d´être un risque theoriser l´equivalence d´un signe, c´ést a dire, 30 degrées de la circonference zodiacale avec un parti polithique, nous estimons que le signe de Gémeaux indique, generiquement, le Parti Socialiste Français.

L´ínfluence de Mars et Venus est mutuellement inverse: là, òu Mars se place, apporte inibition, défaite, Venus suscite expansion, victoire.

Le 21 avril 2002, avec Mars en 4º-5º du signe de Gémeaux, Lionel Jospin, candidat presidentiel du Parti Socialiste Français, est vaincu au premier tour des elections présidentielles, en recevant le 16,18% des suffrages exprimés. Jacques Chirac, neogaulliste, avec le 19,88 % , et Jean-Marie Le Pen, avec 16,86 %, passent au deuxiéme tour.

Voyons maintenant l´influence benéfique pour le PS français de Venus en Gémeaux.

Le 8 mai 1988, avec Venus en 26º-27º du signe de Gémeaux, François Mitterrand, socialiste, est réelu president de la Republique Française avec le 54,02 % des voix exprimés.

Le 5 de mai 2002, avec Venus en 11º-12º et Mars en 14º-15º de Gémeaux, le Parti Socialiste Français régiste une victoire partielle en contribuant a la élection de Jacques Chirac, gaulliste, imposant la defáite a Jean Marie Le Pen, de la droite dure et xénofobe.

Quelle sera la posicion de Venus le 6 mai 2007? Venus se placera en 27º-28º de Gémeaux, practiquement la même position que tenait dans la victoire de Mitterrand en mai de 1988.

À notre avis cela signifie la victoire de la candidate socialiste Ségoléne Royal.

f.limpo.queiroz@sapo.pt

(Droits d´auteur reservés à Francisco Limpo de Faria Queiroz)

Publicado por f.limpo.queiroz às 12:38 AM | Comentários (0)

abril 23, 2007

22 e 23 de Abril: Ségoléne Royal, Memória de Lenine, Fraude do Linho, a ideia de Cego (Ségoléne, Papa cego de Palmar)

Em 22 e 23 de Abril de 2007, destacam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Lene (Ségoléne Royal, Lenine, fraude do Linho) e de Cego (Ségoléne Royal, papa cego de Palmar):

1) Em 22 de Abril, Ségoléne Royal (evoca: Lene, isto é, Suave, Macio), candidata presidencial do Partido Socialista Francês, recebe 25,9% de votos e passa à segunda volta da eleição para presidente da V República. Ségoléne (evoca: Cego) deverá ser, provavelmente, a vencedora, apesar de nesta primeira volta Nicolas Sarkozy, candidato da direita neogaulista e conservadora obter 30,6% de votos.

2) Em 22 de Abril, passam exactamente 137 anos sobre o nascimento, em 1870, de Vladimir Ilich Ulianov , conhecido por Lenine (evoca: Lene), o fundador do primeiro Estado socialista do mundo. Lenine foi um representante duplo de duas classes sociais contíguas e antagónicas: o proletariado e a pequena burguesia jacobina. Dirigente do Partido Comunista (Bolchevique), Lenine exprimiu a posição do proletariado revolucionário contra o czarismo na Rússia e contra a carnificina que foi a primeira Guerra mundial inter-imperialista de 1914-1918. Após a tomada de poder pelos bolcheviques, em 7 de Novembro de 1917, na capital da Rússia, São Petersburgo, Lenine deslizou para a posição da pequena burguesia jacobina identificada com o essencial do aparelho do partido: os operários foram transformados em executores das ordens dos funcionários comunistas, a oposição de esquerda personificada em Alexandra Kollontai, Preobajenski e outros que exigiam democracia de base foi derrotada, em Março de 1921 o direito de fracção foi eliminado no seio do partido ao mesmo tempo que o soviete de Kronstad era esmagado pelo Exército Vermelho de Trotsky. O estalinismo nasceria, a partir de Abril de 1922, dos erros centralistas de Lenine que, gravemente doente, ainda se apercebeu do facto.

3) Em 23 de Abril, a Audiencia Nacional de Espanha absolve os 18 arguidos - agricultores e industriais - do caso conhecido como «fraude do linho» (evoca, de certo modo: Lene, Lenine), relacionado com fundos financeiros provenientes da União Europeia.

4) Em 23 de Abril, passam exactamente 61 anos sobre o nascimento na calle San Andrés de Sevilla, de Clemente Dominguez y Gómez, contabilista da Obra de San Juan de Dios que viria a ser o principal vidente das aparições de Palmar de Troya - a Fátima da Andalucía, não aceite pela igreja católica romana - e, de 1978 a 2005, o célebre papa cego (evoca: Ségoléne) da Igreja Palmariana, católica contra-revolucionária, remanescente do franquismo no plano religioso. Clemente, cego desde 29 de Maio de 1976 por um acidente de automóvel em Euskadi, considerava-se descendente do verdadeiro Luis XIV de França, o «máscara de ferro», e portanto com sangue real dos Bourbon(evoca: Ségoléne Royal).

Se, ontem, não se comemorasse o 137º aniversário do nascimento de Lenine, seria Ségoléne Royal um dos vencedores da primeira volta das presidenciais em França? E venceria Ségoléne se hoje não fosse o aniversário de nascimento do vidente cego de Palmar?

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abril 22, 2007

21 e 22 de Abril: Eusébio da Silva Ferreira, Ikea em Paços de Ferreira, Filme sobre uma Presidente de França, Segolene presidenta virtual de França, Carótida de Eusébio, Carolina do Sul, Grace Bellanger, Avião Blue Angel, Mejorada del Campo, Daniel Campel

Em 21 e 22 de Abril de 2007, fluem entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Ferreira (Eusébio da Silva Ferreira, Ikea em Paços de Ferreira) de Mulher para Presidente da República Francesa (filme «Estado de Graça» com a presidente de França, Segolene Royal a presidente de França) de Caro (Carótidas de Eusébio, Avião na Carolina do Sul) de Anjo (Grace Bellanger em filme, avião Blue Angel) e de Campo (Mejorada del Campo, Daniel Campelo):

1) Em 21 de Abril, de madrugada, Eusébio da Silva Ferreira, ex futebolista negro do Benfica de Lisboa, de renome mundial, é hospitalizado no Hospital da Luz, em Carnide, Lisboa, com uma obstrução nas carótidas (evoca: Caro).

2) Em 21 de Abril, o primeiro ministro José Sócrates coloca em Paços de Ferreira, norte de Portugal, a primeira pedra da nova fábrica de mobiliário da empresa sueca Ikea.

3) Em 22 de Abril, um caça F-18 da marinha norte-americana, da esquadrilha Blue Angels (Anjos) despenhou-se numa zona residencial durante um festival aéreo na Carolina (evoca: Caro)do Sul, EUA. O piloto morre, oito pessoas ficam feridas e várias casas destruídas.

4) Em 22 de Abril, de madrugada, a RTP exibe o filme «Estado de graça, centrado na acção de Grace Bellanger (evoca: anjo), uma imaginária presidente da V República Francesa que, com as melhores intenções, se esforça por limitar a um mandato a acção institucional de cada deputado, presidente da câmara, senador, presidente da república, etc, de modo a limitar e extinguir a corrução da política profissional na sociedade capitalista francesa.

5) Em 22 de Abril, Segolene Royal, candidata socialista à Presidência da República Francesa, recebe 25,1 % de votos na primeira volta das eleições presidenciais, passando à segunda volta com o conservador Sarkozy.

6) Em 21 de Abril, uma mulher de 23 anos é asssassinada brutalmente pelo seu companheiro, um equatoriano de 33 anos, em Mejorada del Campo (Madrid), Espanha.

7) Em 22 de Abril, Daniel Campelo (sugere: Campo), presidente da câmara de Ponte de Lima, norte de Portugal, declara ao telejornal que a eleição de Paulo Portas pelas bases do CDS como presidente deste partido se explica «pela mediatização da política» que influencia as massas e as faz supervalorizar a imagem, o charme pessoal do líder em detrimento das suas ideias.

Se não estivesse prevista para ontem a ida de Sócrates a Paços de Ferreira, teria Eusébio Ferreira sofrido um acidente vascular horas antes?

Se, hoje de madugada, a RTP não exibisse um filme com a personagem Grace Bellanger, cairía, horas depois, um avião dos Blue Angel nos EUA?

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abril 21, 2007

20 e 21 de Abril: Bethoven em Belém, Frontón Bétis em 1935, Ribeiro e Castro em Odemira, Casimiro Afonso (Zé Cabra)

Em 20 e 21 de Abril de 2007, expandem-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Bétis (Bethoven no Centro Cultural de Belém, Frontão Bétis) e de Mira (Ribeiro e Castro em Odemira, Casimiro Afonso):

1) Em 21 de Abril, a pianista Maria João Pires interpreta Bethoven (evoca: Bétis) no Centro Cultural de Belém, no ciclo «Os Dias da Música», em Lisboa.

2) Em 21 de Abril, passam exactamente 72 anos sobre o comício, em 1935, do Bloco Nacional, direita espanhola conservadora e fascizante, no Frontão Bétis da cidade de Sevilla, Espanha, no qual discursaram Juan Ignacio Luca de Tena, Victor Pradera e Calvo Sotelo, o líder.

3) Em 21 de Abril, Ribeiro e Castro, líder do CDS e candidato à liderança neste partido conservador, que disputa um referendo interno com Paulo Portas, vota em Odemira (evoca: mira), sul de Portugal. Portas vence as eleições directas para a presidência do CDS-PP com 74,6 por cento dos votos, contra 24,9 por cento de José Ribeiro e Castro, o que, certamente, intensificará o tom da oposição de direita parlamentar ao governo social-direitista de Sócrates.

4) Em 21 de Abril, o telejornal da TVI - que, em breve, vai ter como patrão sombra Joaquim Pina Moura, deputado socialista ligado ao grupo Prisa e suposto veículo da provável censura emanada do primeiro ministro Sócrates sobre os media- exibe uma larga reportagem sobre o cantor «pimba» português Casimiro Afonso (evoca: Mira), mais conhecido por «Zé Cabra».

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Publicado por f.limpo.queiroz às 08:33 PM | Comentários (0)

Determinismo e livre-arbítrio são incompatíveis?

É o determismo incompatível com o livre-arbítrio?

No Manual «Criticamente» define-se da seguinte forma o determinismo:

«1.5.1 O determinismo

«O determinista pensa que a causa de uma acção está - à semelhança do que sucede nos acontecimentos naturais - fora do controlo do agente. Daí, o determinista conclui que não há acções livres; e, consequentemente, que ninguém é responsável pelas suas acções.»

«...Espinosa, um filósofo holandês que viveu no século XVII, é talvez o mais conhecido dos deterministas. Na sua Ética defende que não somos livres. Acreditamos, erradamente, que somos livres, porque não temos consciência das causas que determinam as nossas acções; e, uma vez que não temos consciência das causas que determinam as nossas acções, acreditamos que as nossas acções não têm causa.»

( in Críticamente, manual de Filosofia do 10º ano, de Artur Polónio, Faustino Vaz, Pedro Madeira, Porto Editora, pags 70-71; o negrito é nosso).

Em primeiro lugar, há uma confusão : determinismo é compatível com livre-arbítrio, ao contrário do que sustentam os autores deste Manual. Não são contrários que se excluem mutuamente mas sim contrários complementares. Não é verdade que o determinista pense que a acção está fora do controlo do agente. Todos os técnicos de publicidade, psicólogos, sociólogos são deterministas na medida em que sabem produzir efeitos precisos nas pessoas e grupos sociais que os ouvem ou são atingidos pelas suas mensagens de diversos tipos, e ao mesmo tempo usam o seu livre-arbítrio na produção dessas mensagens.

O livre-arbítrio é apenas o poder de escolher entre dois ou mais sistemas de rodas dentadas de determinismo, ou seja, entre várias vias do determinismo. Se escolho comer quatro maçãs, o ácido málico da maçã vai impregnar beneficamente a mucosa do meu estômago e desintoxicar o fígado. Mas se escolho beber dois copos de aguardente isso vai , necessariamente, prejudicar a mucosa do estômago e o fígado. Sou livre de escolher uma ou outra forma de determinismo, isto é, lei de causa-efeito constante e imutável.

Se decido jejuar ou antes jantar, manifesto livre-arbítrio mas simultaneamente estou submetido ao determinismo do metabolismo: a sensação de fome, a lassidão, a desassimilação e assimilação celular,etc. Não existe livre-arbítrio separado dos mecanismos do determinismo. Assim o determinismo inclui um certo livre-arbítrio, compagina-se com este. O livre-arbítrio é excluído, sim, pelo fatalismo, que é, numa das suas versões, o determinismo absoluto, totalitário.

Convém esclarecer que, em rigor, não há determinismo moderado nem determinismo radical- embora compreendamos os autores que utilizam esta terminologia. Há determinismo (nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas produzem sempre os mesmos efeitos, físicos ou psicológico-morais). O que acontece é que se o determinismo abrange a totalidade do mundo e do ser, sem deixar espaços vazios para a erupção do acaso ou da «vontade livre» incausada (livre-arbítrio), designa-se por fatalismo determinista; mas se o determinismo não abrange a totalidade do mundo e do ser, como uma rede de malha larga que deixa passar as «bolsas» do acaso e da «vontade livre» incausada, designa-se por determinismo.

Em suma: de forma errónea, o manual «Criticamente» designa o fatalismo por determinismo.Ignora, aliás, que há uma modalidade de fatalismo que é indeterminista: tudo está escrito mas não há relações constantes de causa A e efeito B, o destino existe mas não é racionalmente explicável segundo o mecanismo do determinismo que nele não entra.

O LIVRE ARBÍTRIO ESTÁ INCLUIDO NO ACASO, SEM QUE O MANUAL DISSO SE DÊ CONTA

Assim, é falacioso o seguinte argumento que o Manual «Criticamente» apresenta como válido:

«O dilema do determinismo pode ser formulado da seguinte maneira:

«1. Ou as nossas acções são determinadas ou acontecem por acaso.

«2.Se as nossas acções são determinadas, então não somos responsáveis por elas.

«3. Se as nossas acções acontecem por acaso, então também não somos responsáveis por elas.

«4. Logo, não somos responsáveis pelas nossas acções.»«

Se as premissas 1, 2 e 3 forem verdadeiras, não há qualquer possibilidade de a conclusão 4 ser falsa. A conclusão é, portanto, dedutivamente válida.»

(in Criticamente, pag. 72)

Mesmo se aceitarmos a mais que discutível troca do conceito de fatalismo por determinismo, há um erro crasso neste argumento de Artur Polónio, Faustino Vaz e Pedro Madeira: a premissa 3. Esta sustenta, erradamente, que se as acções acontecem por acaso não temos livre-arbitrio, responsabilidade nelas. Mas o que é o livre-arbítrio senão um criador de acaso, ou de parte do acaso? Se as acções acontecem por acaso, fogem ao determinismo, por consequência uma parte delas - os acasos ao alcance da vontade humana - são geradas pelo livre-arbítrio ou responsabilidade humana voluntária de cada um.

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abril 20, 2007

19 e 20 de Abril: A ideia de Extrema Direita (Nascimento de Hitler em 1889, Unificação da Falange e Comunhão Tradicionalista em 1937, Detenção de Skin Head Portugueses em 2007), Raça Ariana, Mário Soares e Largo do Rato, Bento XVI/ Ratzinger, Rafael Cruz

Em 19 e 20 de Abril de 2007, imprimem-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Extrema Direita (nascimento de Hitler em 1889, Unificação da Falange, Monárquicos Afonsistas e Requetés em 1937, Detenção de Skin Heads Nazis Portugueses) de Ar e Vento (Mário Soares, Raça Ariana, Bento XVI) de Rato (PS e Largo do Rato, cardeal Ratzinger) e de Rafael (Rafael da livraria Beta, Rafael Cruz Conde):

1) Em 20 de Abril, passam exactamente 118 anos sobre o nascimento, na Austria, de Adolf Hitler, em 1889. Hábil propagandista de extrema direita, difusor do mito da «superioridade» da raça ariana, Hitler tornar-se-ia primeiro ministro da Alemanha, em 30 de Janeiro de 1933 e dizimaria a democracia liberal, lançando a Segunda Guerra Mundial em 1 de Setembro de 1939 e exterminando milhões de judeus e resistentes anti nazis de muitas nacionalidades.

2) Em 19 de Abril, passam exactamente 70 anos sobre o Decreto de Unificação da Falange Espanhola das JONS, da Comunhão Tradicionalista e dos monárquicos afonsistas assinado pelo general Franco, chefe do novo Estado fascista que vigora em cerca de metade do território de Espanha. Assim, a direita e a extrema direita privada da chefia de José Antonio Primo de Rivera, que fôra fusilado em Alicante em 20 de Novembro de 1936, foram juridica e politicamente unificadas sob o mando de Franco.

3) Em 19 e 20 de Abril, 10 militantes da extrema direita portuguesa, detidos no dia 18 pela Polícia Judiciária, prestam declaração em tribunal ficando preso preventivamente Mário Machado, por posse de arma ilegal e incitamento ao racismo.

4) Em 19 de Abril, Mário Soares (evoca: Ar), fundador do Partido Socialista Português em 1973, discursa no jantar comemorativo dos 34 anos do partido, elogiando o primeiro ministro José Sócrates no seu esforço de esmagar direitos dos trabalhadores e aumentar as mais valias do capital privado português e multinacional. Soares é apenas a voz da burguesia de esquerda cujo partido tem a sede nacional no Largo do Rato, em lisboa.

5) Em 19 de Abril, cumprem-se dois anos sobre a ascensão ao Papado católico romano do cardeal Ratzinger (evoca: rato) como papa Bento XVI (evoca: Vento).

6) Em 20 de Abril, o telediário do Canal Sur de Andalucía exibe declarações de Rafael, funcionário da livraria Beta na calle Sierpes de Sevilla, Espanha.

7) Em 20 de Abril, o tribunal de Marbella ouve seis dos implicados no caso branqueamento de capitais realizado pelo consultório de advogados dirigido por Rafael Cruz Conde.

Se ontem não se comemorasse o segundo aniversário do papado de Ratzinger, celebraria o PS português, vinculado ao Largo do Rato de Lisboa, o seu 34º aniversário?

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Publicado por f.limpo.queiroz às 11:47 AM | Comentários (0)

abril 19, 2007

18 e 19 de Abril: Hospital da Luz, Lúcio Pimentel, Antonio Pina, Joaquim Pina Moura, Estatuto de Aragão, Rodolfo Ares, Inundações em Buenos Aires

Em 18 e 19 de Abril de 2007, imprimem-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Luz (Hospital da Luz, Lúcio Pimentel) de Pina (Pina Moura, Antonio Pina) e de Ar (Estatuto de Aragão, Rodolfo Ares, tromba de água em Buenos Aires):

1) Em 18 de Abril, é inaugurado pelo presidente Cavaco Silva em Carnide, Lisboa, o Hospital da Luz, financiado pelo grupo Espírito Santo.

2) Em 18 de Abril, Lúcio Pimentel (evoca: Luz), o novo reitor da Universidade Independente, a qual emitiu em 1996 um polémico diploma de licenciatura do actual primeiro-ministro José Sócrates, dá conferência de imprensa em Lisboa na qual não esclarece as contradições das habilitações de Sócrates a diversas disciplinas.

Quando o mês de Setembro de 2007 chegar, Saturno entrará no signo da Virgem e, tendo como exemplo as quedas do governos de Mário Soares em 8 de Dezembro de 1977 e 28 de Julho de 1978, poderá derrubar o governo do PS e fazer cessar Sócrates como primeiro ministro de Portugal. É óbvio que isto é inseparável do crescimento das lutas dos trabalhadores contra a burguesia luso-europeia, crescimento esse determinado pelas mesmas movimentações planetárias.

3) Em 19 de Abril, Antonio Pina, operário do Comité de Empresa da empresa Delphi de Puerto Real, Espanha, que ontem foi apoiada por uma greve geral na baía de Cádiz contra o despedimento de 1.600 trabalhadores de Delphi, declara aos media que a próxima acção operária será no 1º de Maio. Nem o socialista maçon Rodríguez Zapatero, melhor que o criminoso de guerra José María Aznar, consegue impedir a crise da globalização capitalista em Espanha...

4) Em 18 de Abril, a imprensa portuguesa noticia que Joaquim Pina Moura, deputado e ex ministro do PS, abandonará todos os cargos políticos para integrar a administração da Media Capital, grupo de hegemonia espanhola que controla a TVI.

5) Em 18 de Abril, o parlamento de Espanha aptova o novo Estatuto da comunidade autónoma de Aragão (evoca: Ar).

6) Em 18 de Abril, Patxi López e Rodolfo Ares são ouvidos pelo Supremo Tribunal de Justiça Vasco pelo «crime» de, há meses, terem reunido com Arnaldo Otegui da Esquerda Abertzale. O espanholismo da monarquia de Juan Carlos I continua a oprimir o País Vasco e a intimidar os que lutam pela libertação da pátria vasca.

7) Em 19 de Abril, uma tromba de água causa grandes inundações nas ruas de Buenos Aires (em português: Ares), Argentina.

Se, ontem, não fosse aprovado o Estatuto de Aragão, haveria hoje inundações em Buenos Aires?

Daria Lúcio Pimentel uma conferência de imprensa ontem se não fosse inaugurado o Hospital da Luz?

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abril 18, 2007

17 e 18 de Abril: Greve geral em Cádiz com a Delphi, Greve geral e CGTP, Elias Melo, Otelo Sararaiva de Carvalho, 21 mortos no Rio de Janeiro, 20 evacuados em Ribeira Grande, Vacas Clonadas na Argentina, Vacina em Debate em Portugal

Em 17 e 18 de Abril de 2007, estampam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Elo ( trabalhadores de Delphi, Elias Melo, Otelo Saraiva de Carvalho) de Greve Geral (Greve Geral na baía de Cádiz, Greve Geral marcada pela CGTP) de Rio ( 21 mortos em tiroteios no Rio de Janeiro, 20 evacuados em Ribeira Grande)e de Vaca (Vaca Clonada, Vacina em debate):

1) Em 18 de Abril, decorre na baía de Cádiz, sul de Espanha, uma greve geral de solidariedade com os 1.600 trabalhadores da multinacional norte-americana Delphi (evoca: Delfim, Elo) que vão ser despedidos.

2) Em 17 de Abril, Elias Melo (evoca: elo), professor português, de 50 anos, consegue intervir telefonicamente em directo num debate na RTP Notícias, dizendo que a corrupção e anomalias de funcionamento vão para além da Universidade Independente e estendem-se a outras universidades privadas: «O corpo docente da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica, no Porto, constitui uma verdadeira máfia, de amigos e amigos dos amigos, com ligações a ministros do actual governo, em particular os ministros das Finanças e da Economia..»

Elias Melo conseguiu romper o cerco de uma informação controlada e foi imediatamente interrompido pela locutora, atrapalhada, servil ao poder governamental.

3) Em 17 de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho (evoca: Elo), o estratega militar do golpe antifascista de 25 de Abril de 1974 que inaugurou a revolução popular dos cravos em Portugal, fala ao programa da RTP «Portugal Directo» a partir do Centro de Documentação 25 de Abril em Coimbra ao qual legou o blusão que envergava naquela madrugada libertadora de Abril de 1974.

4) Em 17 de Abril, o conselho nacional da CGTP reúne e convoca uma greve geral para 30 de Maio em protesto contra a política de despedimentos e subversão da estrutura de carreiras dos funcionários públicos portugueses operadas pelo governo do Partido Socialista de José Sócrates.

5) Em 17 de Abril, os tiroteios entre bandos de narcotraficantes e a polícia no Morro da Mineira e noutros lugares da cidade do Rio de Janeiro, Brasil, eleva a 21 o número de mortos em 24 horas. O problema do Brasil é o da má distribuição da riqueza nacional, que mantém as favelas e milhões de excluídos pelo capitalismo, e nem o socialista Lula, presidente da República, o consegue resolver no essencial.

6) Em 17 de Abril, fortes chuvadas obrigam à evacuação de 20 pessoas em Ribeira Grande (evoca: Rio), ilha de São Miguel, Açores.

7) Em 17 de Abril, a primeira vaca clonada é apresentada aos media por um grupo de cientistas argentinos.

8) Em 18 de Abril, o Partido Ecologista Verdes propõe, no parlamento português, que a vacina (evoca: vaca) «contra» o cancro do colo do útero, que custa cerca de 480 euros nas farmácias, seja gratuita e incluída no Plano Nacional de Vacinação.

Como é que um partido de esquerda, ainda por cima ecologista, se deixa cair na armadilha da vacinação, fruto da propaganda da medicina capitalista? As vacinas não previnem o cancro do colo do útero. Nenhuma vacina previne doença nenhuma (Ninguna vacuna previne ninguna enfermedad). Como se pode demonstrar que foi a vacina que impediu o sarampo ou o tétano, se a vacina é constituída por vírus ou toxinas que causam essas mesmas doenças? Como se pode demonstrar que é a vacina e não o sumo de limão posto na comida ou o sumo de laranja ou as quatro maçãs que se ingerem ao dia às refeições que previnem as doenças? Aliás, a imunidade não existe: conquista-se dia a dia, hora a hora, comendo frutos e proteínas biológicas (leite, queijo fresco, nozes), respirando amplamente, fazendo desporto, etc.

É estúpido que a esquerda reivindique a vacinação, gratuita ou não. Prova a sua menoridade intelectual em matéria médico-higiénica (consultar, por exemplo: www.saudenatural.blogs.sapo.pt, um dos blogs que denuncia, de forma inteligente, a grande mentira da vacinação mantida pela imprensa, governos e pelas universidades a nível mundial). Hoje, o PCP e o Bloco de Esquerda, o arco da esquerda, afastam-se da posição do proletariado de vanguarda que recusa a vacinação obrigatória e votam, de forma populista e errónea, com o PSD e o CDS pela inclusão da vacina «contra» o cancro do colo do útero no programa nacional de vacinação. Graças a Deus, o PS, que hoje serve a grande burguesia liberal, impôe-se na votação e rejeita a gratuidade da nova vacina (leia-se: envenenamento do sangue por vírus, enfraquecendo as respostas vitais).

Como se explica que, sendo a Maçonaria, organização que historicamente defende os direitos humanos, as liberdades individuais, influente no parlamento e no governo português, ainda vigore em Portugal, em particular nas escolas, uma lei de vacinação obrigatória que é um atentado ao direito de dispor do seu próprio corpo, livre de agressões e torturas? Onde está o amor à liberdade dos irmãos maçons, a coragem herdada de Gomes Freire de Andrade frente ao absolutismo em 1817 e de outros que enfrentaram as ditaduras reaccionárias?

Como não ver que a nova Inquisição não veste hoje o hábito branco dos dominicanos mas sim a bata branca de médicos fanáticos apologistas da vacina obrigatória em nome não da «saúde da alma» mas da «saúde do corpo»? Que valem os investigadores renomados como Alexandre Quintanilha ou Sobrinho Simões e tantos outros, pagos pelos impostos dos portugueses, se nem sequer compreendem que «o terreno é tudo, o micróbio é nada» (Claude Bernard) e advogam a estúpida teoria da «imunização» pelas vacinas?

Se ontem não caísse chuva torrencial em Ribeira Grande, haveria «chuva» mortífera de balas no Môrro da Mineira no Rio de Janeiro?

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abril 17, 2007

16 e 17 de Abril: GNR em Fátima/Terra da Virgem, Massacre em Virgínia, Assalto ao Montepio em Gaia, Médico da Casa Pia, Quadro de Picasso em Málaga

Em 16 e 17 de Abril de 2007, evolam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Virgem ( GNR em Fátima, terra da Virgem; massacre em Virgínia) e de Pio (Assalto ao Montepio em Gaia, médico da Casa Pia, Quadro de Picasso em Sevilla):

1) Em 16 de Abril, a Guarda Nacional Republicana substitui a Polícia de Segurança Pública como força de policiamento em Fátima, a terra portuguesa celebrizada pelas aparições da Virgem Maria de 1917.

2) Em 16 de Abril, um estudante sul-coreano, de 23 anos,invade o campus da Universidade Técnica de Virgínia (evoca: Virgem), nos EUA, e dispara indiscriminadamente, durante horas, em dois edifícios distintos, matando 32 pessoas, muitas delas nas salas de aula, e ferindo outras 26. O serial-killer acaba por suicidar-se, no pior massacre de sempre numa escola dos EUA.

3) Em 16 de Abril, um homem armado de 65 anos assalta uma agência bancária do Montepio Geral (evoca: Pio) na rotunda de Santo Ovídio, em Gaia, norte de Portugal, e aí se mantém, barricado, cerca de 2 horas, até se render.

4) Em 16 de Abril, Rui Dias, médico da Casa Pia de Lisboa, principia a ser julgado em Lisboa devido à sua prática de mandar os jovens alunos da Casa Pia fazer análises de HIV e outra duas vezes por ano. Isto pode indiciar corrupção por um laboratório e conivência com o lobby dos pedófilos da média burguesia portuguesa que abusava de dezenas de crianças e adolescentes da Casa Pia.

5) Em 16 de Abril, o Museu de Belas Artes de Sevilla exibe o quadro de Picasso (evoca: Pio) «A engomadeira» (La planchadora) cedido por um museu de Nova Iorque.

Se, ontem, a GNR, força pública armada, não tomasse conta da segurança de Fátima, a terra da Virgem portuguesa, assaltaria um homem armado o campus da Universidade Técnica de Virgínia e massacraria dezenas de estudantes?

Se, ontem, um médico da Casa Pia de Lisboa não começasse a ser julgado em tribunal português, assaltaria um homem uma agência do Montepio em Gaia e principiaria o Museo de Bellas Artes de Sevilla a exibir um quadro de Picasso?

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abril 16, 2007

15 e 16 de Abril: Rodrigo Rato, Papa Ratzinger, Assalto no Paseo de La Habana, Oposição em Cuba

Em 15 e 16 de Abril de 2007, consubstanciam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Rato (Rodrigo Rato, Ratzinger) de Cuba (Assalto no Passeio de La Habana em Madrid, oposição em Cuba /Havana) e de (Saarsfield Cabral, Moktada Al-Sader):

1) Em 15 de Abril, Rodrigo Rato, presidente do Fundo Monetário Internacional, presta declarações a telejornais, numa reunião desse organismo cúpula do capitalismo global.

2) Em 16 de Abril, o papa Ratzinger (evoca: Rato), Bento XVI, completa 80 anos de idade.

3)Em 16 de Abril, um ladrão armado de pistola assalta uma sucursal bancária de Caja Madrid no número 16 do Paseo de la Habana (evoca: Cuba) de Madrid, Espanha.

4) Em 16 de Abril, noticia-se que as forças opositoras à ditadura pequeno burguesa jacobina de Castro em Cuba alcançaram um acordo de acção.

5) Em 16 de Abril, cerca das 10.15 horas, Francisco Saaarsfield Cabral (evoca: ) é entrevistado na SIC Notícias.

6) Em 16 de Abril, os ministros xiitas, indicados pelo clérigo radical Moktada al Sader (evoc: ), abandonam o governo do Iraque.

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abril 15, 2007

14 e 15 de Abril: Siles , Cavaco Silva, Serafim Silva, Cemitério de Burgos, Manifestação em São Petersburgo

Em 14 e 15 de Abril de 2007, concretizam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Silva (Cristina Narbona em Siles, Cavaco Silva, Serafim Silva) e de Burgo (cemitério de Noceda em Burgos, São Petersburgo):

1) Em 14 de Abril, a ministra espanhola do Ambiente, Cristina Narbona, anuncia em Siles (evoca: Silva), Serra de Segura, Andalucía, a construção de uma represa que além de irrigar uma vasta área agrícola produzirá energia eléctrica.

2) Em 14 de Abril, o presidente português Cavaco Silva participa, em Santarém, numa conferência de balanço sobre a inclusão social dos pobres e marginalizados em Portugal. Questionado pelos jornalistas sobre a duvidosa validade do certificado de licenciatura de José Sócrates, primeiro-ministro socialista, Cavaco Silva desvaloriza a questão, solidário com o seu émulo na modelação do neoliberalismo em Portugal. Mas Sócrates sente as nuvens negras adensarem-se sobre ele: a Universidade Independente admite a hipótese de alguns documentos comprovativos da licenciatura de Sócrates serem falsificados.

3) Em 14 de Abril, têm lugar no Mosteiro da Batalha, centro de Portugal, as cerimónias oficiais do Dia do Combatente, com discurso do antigo presidente da República e combatente colonial na Guiné, general Ramalho Eanes. Serafim Silva, ex combatente, diz a um telejornal que «fomos traídos». Sem dúvida: antes de mais foram traídos pela sua visão chauvinista e colonialista do mundo, de que «Angola, Guiné e Moçambique são Portugal» e que «há que matar a pretalhada terrorista».. Não se queixem. Houve milhares que desertaram e recusaram participar nas criminosas guerras coloniais de 1961 a 1974 que Salazar e Marcelo Caetano sustentaram na África «portuguesa».

4) Em 14 de Abril, no cemitério de Valdenocedo, Burgos, norte de Espanha, diversas pessoas prestam homenagem aos 152 republicanos aí enterrados, vítimas da ditadura fascista de Franco, cujos corpos estão a ser exumados.

5) Em 15 de Abril, centenas de opositores à ditadura pseudo-democrática de Vladimir Putin e das máfias russas manifestam-se em São Petersburgo (evoca: Burgo).

Se, ontem, não houvesse uma mediática homenagem aos republicanos antifascistas num cemitério de Burgos, haveria hoje uma concentração em São Petersburgo contra a ditadura semifascista de Putin na Rússia?

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abril 14, 2007

13 e 14 de Abril: Fernando Gomes, D. António Ferreira Gomes, Javier Arenas en Pozoblanco, Incêndio no Poço de María Luísa, Torre de La Vela de Granada, José Cibellí

Em 13 e 14 de Abril de 2007, emergem entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Gomes (Fernando Gomes, António Ferreira Gomes) de Poço (Arenas em Pozoblanco, incêndio no Poço de María Luísa em Langreo) e de Vela (Torre de la Vela de Granada, José Cibellí):

1) Em 13 de Abril, Fernando Gomes, antigo presidente da câmara municipal do Porto e membro da burguesia socialista que governa Portugal, completa 61 anos de idade.

2) Em 13 de Abril, passam exactamente 18 anos sobre a morte de D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto, um dos raros prelados da Igreja Católica Portuguesa que ousou enfrentar o ditador fascista Oliveira Salazar em 1958.

3) Em 13 de Abril, Javier Arenas, líder do PP andaluz, visita a feira agropecuária de Pozoblanco (em português: Poço Branco), Córdoba, Espanha.

4) Em 13 de Abril, desata-se um incêndio no poço María Luísa da mina de carvão de Hunosa, em Langreo, Asturias, norte de Espanha, gerando uma nuvem tóxica que obriga 112 pessoas a receber assistência hospitalar por vómitos, dificuldades em respirar e outras patologias.

5) Em 14 de Abril, passam 76 anos exactos sobre a proclamação da II República Espanhola, dois dias após o triunfo esmagador das candidaturas republicanas nas eleições municipais em quase todas as cidades grandes e médias de Espanha. Em Barcelona, Francesc Maciá, proclamou nesse dia a República Federal Catalã mas foi forçado a fazer marcha atrás. A II República pequeno burguesa progressista em 1931-1933 e em 1936 foi amputada e brutalmente atacada pelas tropas de Franco, Mola, Cabanelas e Queipo de Llano em 18 de Julho de 1936 e nos anos seguintes, até ser liquidada definitivamente, em 31 de Março de 1939 pelos exércitos fascistas de Franco, Hitler e Mussolini.

Hoje, 14 de Abril de 2007, republicanos espanhóis colocam a bandeira da II República no alto da Torre da Vela, em Granada.
O PSOE é monárquico juancarlista, com Rodríguez Zapatero como com Felipe González, incapaz de lutar abertamente por uma mudança de regime. Espanha tem de ir para a III República, uma república fedral ibérica, socialista, tornando independentes Euskadi, Catalunya, Galicia e Andalucía.

6) Em 13 de Abril, a Junta de Andalucía apresenta o investigador José Cibelli (evoca: Vela) como novo assessor científico que trabalhará com Bernart Soria na investigação sobre células embrionárias e engenharia genética.

Se, ontem, Arenas não visitasse a feira de Pozoblanco, eclodiria um incêndio no poço de María Luísa na mina de Langreo?

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abril 13, 2007

12 e 13 de Abril: Diego López Garrido, Ponte sobre o rio Tigre, DVD «O Tigre de Esnapur», Helena Roseta versus Salvato Trigo, Pavilhão Rosa Mota com Pão de Trigo

Em 12 e 13 de Abril de 2007, emergem entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Garra, Tigre (Diego López Garrido na TVE, ponte sobre o rio Tigre, DVD de «O tigre de Esnapur»)e de Rosa e de Trigo(Helena Roseta contra Salvato Trigo, Festival Europeu do Pão (Trigo,etc) no Pavilhão Rosa Mota):

1) Em 13 de Abril, Diego López Garrido (evoca: Garra), deputado porta voz do PSOE, é entrevistado nos «Desayunos» de TVE.

2) Em 12 de Abril, um camião bomba explode e desmorona parcialmente uma ponte sobre o rio Tigre (sugere: garra), em Bagdad, Iraque, morrendo 5 pessoas e sendo precipitados vários veículos às águas..

3) Em 13 de Abril, a TVE destaca o filme «O Tigre de Esnapur», cujo cenário é a Índia, rodado em 1958, agora relançado em DVD.

4) Em 12 de Abril, um telejornal português exibe o conflito entre Salvato Trigo, reitor da universidade Fernando Pessoa, do Porto, Portugal, e Helena Roseta (evoca: Rosa), bastonária da Ordem dos Arquitectos: o primeiro exige a esta Ordem 10 milhões de euros de indemnização
por a Ordem não reconhecer as licenciaturas em arquitectura que essa universidade privada ministra.

5) Em 13 de Abril, inicia-se, no Pavilhão Rosa Mota, na cidade do Porto, Portugal, o Festival Europeu do Pão (sugere: Trigo).

Se Sócrates não tivesse sido entrevistado a 11 de Abril, teria, nesse mesmo dia, um crocodilo comido o braço ao seu veterinário num Zoo de Taiwan? Simbolizará Sócrates o crocodilo capitalista que devora o braço dos trabalhadores portugueses, ao implementar o neoliberalismo impulsionado pela União Europeia?

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abril 12, 2007

11 e 12 de Abril: Jesús Moreno, Lince na Sierra Morena, António José Morais, Cancro do Seio, Senado dos EUA

Em 11 e 12 de Abril de 2007, plasmam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Mora e Moreno (Jesús Moreno em Madrid, Sierra Morena na TVE, António José Morais) e de Seio (Cancro do Seio, Senado dos EUA):

1) Em 11 de Abril, o polícia Jesús Moreno declara no julgamento dos autores islamistas dos atentados de Madrid de 11 de Março de 2004 que, 10 horas depois das explosões, já se sabia que o tipo de explosivos usados e o modo não condiziam com a ETA. No entanto, nesse Março de 2004, o ministro Ángel Acebes, do PP, não afastou a hipótese de ter sido a ETA visando, com isso, despistar a natureza anti imperialista do atentado de protesto contra a participação espanhola na guerra de Iraque...

2) Em 11 de Abril, pouco antes das 20.00 horas (hora de Espanha), a TVE exibe um mini documentário sobre o lince ibérico e o abutre negro na Serra de Andújar, integrada na Serra Morena, sul de Espanha.

3) Em 11 de Abril, José Sócrates, primeiro-ministro socialista de Portugal, em entrevista à RTP, assegura que não moveu nenhumas influências para elevar o seu ex professor na Universidade Moderna, António José Morais (evoca: Mora) a cargos de responsabilidade em governos do PS português.

Saber se Sócrates é ou não licenciado em engenharia civil é uma questão secundária, ainda que não desprezível porque, se como parece, há fraude jurídico-administrativa na obtenção do grau de licenciado por Sócrates, isso mostra bem a falta de escrúpulos de certas figuras da alta roda política e académica. O essencial é saber por que razão Manuel Alegre, Mário Soares, Vera Jardim, Ferro Rodrigues outras «estrelas» do PS se mantêm solidários com Sócrates na política neoliberal de emagrecimento do Estado «social» e de espezinhamento dos direitos dos trabalhadores. E a razão é que são todos porta vozes da média burguesia «socialista» que nada tem em comum com o proletariado e o semiproletariado portugueses e beneficia com o desmantelamento parcial dos serviços de saúde, de educação, de assistência social, etc. Há muitos capitalistas (donos de clínicas privadas, de colégios privados, de empresas de seguros, etc) favorecidos pela governação PS.

4) Em 12 de Abril, os telejornais espanhóis focam Joan Massagué, investigador catalão a trabalhar há 17 anos em Nova Iorque, ao serviço da ciência capitalista das multinacionais farmacêuticas, que, supostamente, descobriu 4 tipos de genes que interferem nas metásteses, em particular no cancro do seio.

5) Em 11 de Abril, o Senado (evoca: seio) dos EUA aprova uma resolução que permite a investigação com células embrionárias.

Se o polícia espanhol Jesús Moreno não testemunhasse, ontem, no julgamento do 11-M na Casa de Campo de Madrid, seria o nome do professor António José Morais ventilado por Sócrates na sua entrevista à RTP?

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abril 11, 2007

10 e 11 de Abril : Concentrações a favor de Meninos Desaparecidos ( Jeremy nas Canárias, Josué em Dos Hermanas), Filme sobre Protesto de Mineiros contra a Contaminação, Descargas na Ribeira dos Milagres

Em 10 e 11 de Abril de 2007, exaltam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Menino Desaparecido (Jeremy Vargas nas Canárias, Josué Monge em Dos Hermanas) e de Contaminação Ambiental ( mineiros de Río Tinto contra a contaminação em 1888, Descargas na Ribeira dos Milagres):

1) Em 10 de Abril, ao completar-se um mês desde a desaparição do menino Jeremy Vargas, em Vecindario, ilhas Canárias, a população local realiza uma concentração massiva na rua em apoio da continuação das buscas.

2) Em 10 de Abril, ao completar-se um ano sobre a desaparição do menino Josué Monge, provavelmente sequestrado por seu pai que, 13 dias depois, também desapareceu, a população de Dos Hermanas (Sevilla), Espanha, realiza uma concentração de rua com discursos de esperança no retorno de Josué.

3) Em 10 de Abril, estreia no cine Cervantes de Sevilla, o filme do realizador andaluz Antonio Cuadri, «El corazón de la Tierra», que reproduz o protesto dos mineiros e populares de Río Tinto (Huelva), sul de Espanha, contra a contaminação ambiental, protesto que, em 4 de Fevereiro de 1888, se traduziu numa brutal repressão governamental capitalista que fez mais de 100 mortos.

4) De 10 para 11 de Abril, descargas de suinicultura poluem a Ribeira dos Milagres, perto de Leiria Portugal.

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abril 10, 2007

Deficiências estruturais da Lógica Proposicional

A lógica proposicional – disciplina que substitui cada proposição simples por uma letra e a liga com outras proposições, simbolizadas por letras, através de conectivas - possui deficiências estruturais no conjunto de leis que a constituem. Tão cantada pela harpa de alguns tecnocratas do «pensamento», é, no entanto, uma lógica menor que, no seu intuito de simplificação do pensamento, agilizou, em certos casos, e simultaneamente empobreceu este. Eis algumas objecções ao corpo teórico desta lógica.

A AFIRMAÇÃO DO CONSEQUENTE NEM SEMPRE É FALÁCIA

Os manuais de Filosofia, do 11º ano em Portugal, incluem a seguinte regra da lógica proposicional:

«No silogismo condicional do tipo modus ponens (p→q, p, logo q) - composto por duas premissas, a primeira delas condicional, e uma conclusão – a afirmação, na segunda premissa, do consequente da primeira é inválida, cria uma inferência inválida ou falácia.»

Eis um exemplo extraído de um manual escolar português:

Exemplo 3- Falácia da afirmação do consequente:

«Se Pedro pensa, então vive.
«Como Pedro vive
«Então, Pedro pensa».


(in «Razão e Diálogo», manual de Filosofia 11º ano, de Neves Vicente, Porto Editora, Porto, 2004, pag. 63).

De facto, trata-se de uma falácia ou erro de pensamento porque nem sempre o viver humano implica o pensar: se Pedro estivesse num estado vegetativo, fruto de uma lobotomia, viveria sem pensar, pelo menos aparentemente.

No entanto, se construirmos de outro modo um silogismo modo ponens, continuando a afirmar na segunda premissa o consequente da primeira premissa, não existe falácia. É o caso seguinte:

«Se estou em Lisboa, visito a torre de Belém.
«Visito a torre de Belém.»
«Logo, estou em Lisboa».

Neste silogismo a segunda premissa afirma o consequente da primeira mas… o silogismo não se converte em falácia. É válido (formalmente) e verdadeiro (materialmente). Porquê?

Porque o consequente da primeira premissa (lugar da torre de Belém) está incluído, implicitamente, no antecedente (lugar de Lisboa é género que inclui, como espécie ou indivíduo, o lugar Torre de Belém).

Portanto, a regra geral da lógica proposicional segundo a qual «a afirmação do consequente na segunda premissa de uma inferência modo ponens invalida esta» é falsa: sempre que o consequente estiver englobado no antecedente da primeira premissa, ou dito de outro modo, sempre que o antecedente for um predicado do consequente ( No caso acima, «estar em Lisboa» é um predicado de «Torre de Belém»: a Torre de Belém está em Lisboa), a afirmação do consequente não gera uma falácia mas constrói um silogismo válido.

Não sei se Bertrand Russel ou Alfred Withehead, lógicos famosos do século XX, responderam a esta objecção (não conheço a totalidade da obra destes filósofos) mas de todos os manuais de lógica que conheço não encontrei, sequer, levantada esta objecção que me parece óbvia e de fundamento sólido.

As conectivas ou operadores proposicionais (conjuntor, disjuntor inclusivo, disjuntor exclusivo, condicional e bicondicional) são insuficientes para construir uma lógica proposicional correcta. Seria necessário juntar-lhes o sinal de inclusão e o de exclusão de uma proposição ou de um conceito desta em relação a outra proposição ou a um conceito desta mas isso implica entrar na lógica de predicados, na lógica ideal-substancial.

A lógica proposicional é demasiado rígida para ser uma lógica viva, científica. É parcialmente válida e parcialmente errónea, como se viu no exemplo que acima dei.

Sem operar constantemente com a lógica de predicados, com as noções de género, espécie e indivíduo, – sem dúvida o maior contributo que o velho Aristóteles deu à filosofia e à lógica, a par das noções de acto e potência – não é possível estruturar um pensamento lógico científico. Logo, por si só a lógica proposicional não oferece consistência suficiente: é inconsistente em determinadas regras.

A REGRA DA DUPLA NEGAÇÃO, GERADORA DE FALÁCIAS

Um dos argumentos com o negador, intitulado regra da Dupla Negação - simbolização: ~ ~(p^q),então p^q ) - é considerado válido nos manuais de Lógica Proposicional. Diz o manual de J.Neves Vicente, da «Porto Editora»:

Formulação da regra da dupla negação:

Se temos como premissa uma proposição duplamente negada, podemos inferir como conclusão a sua afirmação, e vice-versa.

«Exemplo 2 da dupla negação (válido):

«Se não é certo que Russel e Whitehead não são os autores dos Principia Mathematica
«então é certo que o são»

Simbolização: ~ ~(p^q) I- p^q

(in «Razão e Diálogo», manual de Filosofia 11º ano, de Neves Vicente, Porto Editora, Porto, 2004, pag. 77).

No entanto, se analisarmos do ponto de vista da lógica ideal substancial, verificamos que o exemplo é uma falácia ad ignoratiam: o facto de não termos a certeza se Russel e Whitehead não são os autores de um dado livro, não permite inferir com absoluta segurança que sejam os autores desse livro.

Dou outro exemplo:

«Se não é certo que Deus e os anjos não são os autores do mundo da matéria
«Então é certo que são os autores do mundo da matéria».

Isto é uma falácia. Se uma proposição é incerta, meramente verosímil, não pode ser transformada por esta via lógico «dedutiva» em proposição afirmativa válida e verdadeira. Esta inferência da dupla negação salta «por cima» do princípio do terceiro excluído (uma coisa ou qualidade pertence ao grupo A ou não A, excluindo outra hipótese) que considera a existência de três pólos (verdadeiro, falso e versosímil) reduzindo-os, momentaneamente, a dois campos, segundo a lei da contradição principal da dialéctica: o campo do verdadeiro (confirmado) e o campo do não verdadeiro (que inclui o falso e o verosímil ou provavelmente verdadeiro).

Aqui reside a grande falha da lógica proposicional: a não utilização do princípio lógico do terceiro excluído – que contempla as frases do tipo «Provavelmente, o átomo existe», «Não é certo que Deus seja o criador de tudo» - absolutamente indispensável a um raciocínio correcto.

A AFIRMAÇÃO DO PRIMEIRO MEMBRO DA DISJUNÇÃO NEM SEMPRE É INVÁLIDA

Assegura a lógica proposicional que no silogismo disjuntivo – que principia por uma proposição do tipo ou…ou.. – a segunda premissa não pode afirmar o primeiro membro da disjunção, senão o raciocínio fica inválido.

Prossegue o citado manual da Porto Editora:

«Exemplo de silogismo disjuntivo inválido:

Chove ou neva.
Chove.
(Portanto), Não neva ( ? ) (ERRO)

Comentário:
Não se pode concluir nada da afirmação do primeiro membro. A premissa maior não exclui que possa chover e nevar».

(in «Razão e Diálogo», manual de Filosofia 11º ano, de Neves Vicente, Porto Editora, Porto, 2004, pag. 75).

Ofereço um contra-exemplo que, pelo seu carácter necessário, invalida, pelo menos aparentemente, esta lei:

«O resultado desta soma é 3 ou é 4»
«O resultado é 3.»
«Logo, não é 4».

A «lei» deveria ser rectificada do seguinte modo: no silogismo disjuntivo, a afirmação, na segunda premissa, do primeiro membro da disjunção produz uma falácia só no caso de o primeiro membro da disjunção incluir, no seu conteúdo ideal, o segundo membro da disjunção. No caso de os membros da disjunção serem extrínsecos entre si, como por exemplo, duas espécies distintas dentro do mesmo género, não existe falácia ao afirmar o primeiro membro.

Exemplo:
«Sou homem ou sou mulher».
«Sou homem».
«Portanto, não sou mulher».

Este exemplo, formalmente válido, demonstra que é indispensável a lógica de predicados – neste caso, comparar os conceitos de homem e mulher e inseri-los no género «ser humano» concebido de forma supra-sexual que é predicado de ambos– para a lógica proposicional.

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abril 09, 2007

8 e 9 de Abril: João dos Anjos, Ângelo Correia, Queda no Metrô do Rio de Janeiro, Acordo sobre Acidente no metrô de São Paulo

Em 8 e 9 de Abril de 2007, consubstanciamam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Anjo (João dos Anjos , Ângelo Correia na RTP 2) e de Metropolitano (queda na linha do metrô no Rio de Janeiro, acordo sobre acidente no metrô de São Paulo):

1) Em 8 de Abril, o telejornal da SIC exibe reportagem sobre João dos Anjos, um pastor de 230 ovelhas em Avelanoso, Vimioso, nordeste de Portugal, cego desde os 14 anos de idade.

2) Em 9 de Abril, Mariano Gago, ministro da Ciência e do Ensino Superior de Portugal, anuncia ter assinado um decreto de encerramento compulsivo da Universidade Independente, instituição cujo vice reitor, Rui Verde, está preso, por corrupção, e cujo reitor, já destituído, Luis Arouca, está acusado de corrupção e em liberdade sob fiança.Ângelo Correia (evoca: Anjo) comenta, no telejornal da RTP 2 a decisão do ministro.

Há quem diga que a Universidade Independente era, entre outras funções, uma plataforma de atribuição de títulos universitários a políticos do PS - José Sócrates e Armando Vara, por exemplo - com demasiada ligeireza, isto é, com práticas juridicamente fraudulentas, mas o caso necessita de uma investigação mais profunda

3) Em 9 de Abril, a queda de um homem nos trilhos da Estação Cinelândia, no centro da cidade do Rio de Janeiro, interrompe a circulação das composições do metrô.

4) Em 9 de Abril, a mulher do cobrador Wescley Adriano Silva, que morreu no desabamento que abriu uma cratera nas obras do Metrô de São Paulo, Brasil, em Janeiro, assina acordo de conciliação com o Consórcio Via Amarela, responsável pela obra. O valor da indemnização não é divulgado.

Se hoje não estivesse agendada a assinatura de um acordo de indemnização da esposa de uma vítima do acidente do metrô de São Paulo, cairia à linha do metrô do Rio de Janeiro um homem?

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abril 08, 2007

7 e 8 de Abril: Adopção de mulher na Florida, Adopção de Crianças em Portugal, Burros Adoptados em Duas Igrejas, Entrevista do Futebolista Leo, Vitória do «Leão» do Sporting, Aparições no Escorial, Aparição no filme «Quo Vadis»

Em 7 e 8 de Abril de 2007, coisificam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Adopção (Adopção de mulher de 41 anos nos EUA, Adopção de crianças em Portugal, burros adoptados em Duas igrejas) de Leão (Leo do Benfica, «Leão» do Sporting) e de Aparição «Sobrenatural» (reportagem da SiC sobre Aparições no Escorial, Aparição de Cristo no filme «Quo Vadis»):

1) Em 8 de Abril, a CNN noticia que Bob Wilkey,de 61 anos, adoptou legalmente como sua «filha» a sua colega de trabalho e amiga Darlyn Beam, de 41 anos. Trabalham junto numa escola para jovens Excepcionais da Flórida, EUA, há meia década. Pai e filha dividem o turno da noite da escola e criaram entre si uma intensa amizade.

2) Em 8 de Abril, um telejornal português informa que 1.500 crianças portuguesas «não têm projecto de vida», vivem em instituições de solidariedade social e são objecto de eventual adopção por famílias.

3) Em 7 de Abril, o telejornal da SIC mostra um albergue para burros de elevada idade, diminuídos nas suas forças que, em Duas Igrejas, nordeste de Portugal, adoptados pela Associação de Gado Asinino Mirandês, presidida por Miguel Nóvoa.

4) Em 8 de Abril, o futebolista brasileiro de 31 anos Léo (evoca: Leão), lateral do Benfica de Lisboa, revela-se satisfeito com a sua carreira no clube, e com o carinho demonstrado pelos adeptos, durante uma entrevista ao site brasileiro "fanáticos por futebol".

5) Em 7 de Abril, o Sporting Clube de Portugal, clube com o símbolo do Leão, vai a Braga derrotar o Sporting Clube de Braga por 1-0, num jogo difícil.

6) Em 8 de Abril, o telejornal da SIC emite a reportagem «Escorial, a Fátima Espanhola» relatando os conflitos entre seguidores e detractores das aparições da Virgem Maria, de fenómenos luminosos de rotação do sol, de perfumes intensos «inexplicáveis» que ocorrem, supostamente, no lugar de Prado Nuevo, San Lorenzo de Escorial, Madrid, frequentado por milhares de católicos seguidores da vidente Amparo Ruiz nos primeiros sábados de cada mês. Não nego rotundamente a realidade destes fenómenos, nos quais pode haver a intervenção de Ovnis, de uma civilização tecnologicamente mais evoluída que a nossa, capaz de criar hologramas no espaço aéreo.

9) De 8 para 9 de Abril, a RTP emite o filme clássico «Quo vadis» que contém uma cena de uma aparição de Jesus Cristo, em forma de luz intensa, ao envelhecido apóstolo Pedro que lhe pergunta: Quo Vadis Domine ? (Onde vais, Senhor?).


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abril 07, 2007

6 e 7 de Abril: Princípe William Afectado, Robby Williams, Parque Natural da Costa Vicentina, Vimioso, Acidente em Fuerteventura, António Ventura, Benavente

Em 6 e 7 de Abril de 2007, imprimem-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de William (príncipe William, Robby Williams) de Visão e Vime ( Parque Natural da Costa Vicentina, Vimioso) e de Vento e Ventura (António Ventura, colisão em Fuerteventura, homicídio em Benavente):

1) Em 6 de Abril, a assessoria real do Reino Unido noticia que o príncipe William ficou "profundamente triste" ao saber que a sua amiga Jo Dyer era uma das soldados britânicas mortas na quinta-feira, 5 de Abril, no Iraque.
A subtenente, que se tornou oficial na Academia Militar Real de Sandhurst em Dezembro, foi morta com três de seus colegas e o seu intérprete civil, na quinta-feira, na explosão de uma bomba artesanal na passagem de seu veículo, perto de Basora,sul do Iraque. Consequências da invasão imperialista gizada pelo primeiro-ministro socialista Tony Blair, um criminoso de guerra tal como Bush, Aznar...e Durão?

2) Em 7 de Abril, noticia-se que a mãe do cantor Robbie Williams, de 33 anos, disse ao jornal Stoke Sentinel que seu filho poderia voltar a integrar a banda que deixou há 12 anos, o Take That.

3) Em 7 de Abril, o telejornal da RTP denuncia o arranque de acácias, pinheiros e outras árvores que vertebravam o cordão dunar no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, (evoca: Visão)no Alentejo, por acção, talvez inadvertida, de um proprietário espanhol de uma herdade no perímetro de rega do rio Mira que extravasou o seu espaço de obras e fez terraplanagens até à falésia.

4) Em 7 de Abril, o telejornal da RTP emite notícia sobre a inquietação que o fecho, previsto para 25 de Abril, do serviço de urgências de saúde em Vimioso (evoca: Vime, Visão), norte de Portugal, entre as 22 horas de cada dia útil e a manhã do dia seguinte, causa na população local. António Ventura, habitante de Vimioso, presta declarações ao telejornal.

5) Em 7 de Abril, às 06.45 horas, no cruzamento das estradas FV-20 y FV-30 à altura da localidade de Casillas del Ángel, no município de Puerto del Rosario, ilha de Fuerteventura (evoca: Vento, Ventura),ilhas Canárias, um automóvel sofre uma colisão frontolateral com um autocarro, falecendo três jovens, de entre 19 e 22 anos, que viajavam no ligeiro e resultando ferida grave uma mulher de 22 anos.

6) Em 6 de Abril, cinco indivíduos armados assaltam uma gasolineira em Benavente (evoca: Vento), sul de Portugal, e, dado o rápido aparecimento da GNR, estabelece-se um tiroteio. Os assaltantes sequestram uma funcionária da gasolineira que, pouco depois, é morta a tiro, no escuro, no confronto, e acabam por fugir de automóvel.

Se,ontem, não houvesse um tiroteio em Benavente, haveria, hoje, uma colisão mortal em Fuenteventura?

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abril 06, 2007

5 e 6 de Abril: Naufrágio do «Sea (Mar) Diamond» no Mar da Grécia, Automóvel afundado em Gondomar, Bombeiros de Melres, Mel Gibson

Em 5 e 6 de Abril de 2007, plasmam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Mar (cruzeiro «Mar de Diamante» afundado no mar da Grécia, automóvel afundado no Douro em Gondomar) e de Mel (bombeiros de Melres, filme de Mel Gibson):

1) Em 5 de Abril, o cruzeiro Sea Diamond (em português: Mar de Diamante) choca contra recifes de coral e naufraga, posteriormente, junto à ilha grega de Santorini, sendo evacuados quase todos os 1.155 passageiros, à excepção, pelo menos, de dois turistas franceses, pai e filha, que se encontravam numa cabina inferior do navio e desapareceram com a súbita irrupção das águas do mar.

2) Em 6 de Abril, às 10h15, numa estrada municipal paralela ao Douro, nas imediações da fluvina da Lixa, freguesia do Covelo, concelho de Gondomar (evoca: mar),norte de Portugal, um automóvel cai ao Rio Douro, morrendo os seus dois ocupantes, um homem e uma mulher de entre 50 a 60 anos de idade. Os corpos, uma vez recuperados das águas,são levados para o Instituto de Medicina Legal.Os bombeiros de Melres (evoca: Mel) requisitam uma grua ao Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto para retirar a viatura.

3) Em 6 de Abril, a RTP exibe à noite o filme «A Paixão de Cristo» de Mel Gibson.

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Publicado por f.limpo.queiroz às 02:09 PM | Comentários (355)

abril 05, 2007

4 e 5 de Abril: Valencia de Quique Sánchez Flores, Elisardo Sánchez, Emilio Sánchez Vicario, Enterro de «Santí», Rodrigo Santiago

Em 4 e 5 de Abril de 2007, corporizam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Sánchez e Santo (Valencia de Quique Sánchez Flores, Elisardo Sánchez, Emilio Sánchez Vicario, enterro de «Santí», Rodrigo Santiago):

1) Em 4 de Abril, o Valencia, treinado por Quique Sánchez Flores, empata 1-1 em Londres com o Chelsea de Mourinho, em jogo de futebol.

2) Em 4 de Abril, Elisardo Sánchez, presidente da Comissão de Direitos Humanos em Cuba, que qualifica o regime de Castro de «ditadura totalitária», recusa comparecer na embaixada de Espanha em Havana, em protesto por o ministro espanhol Miguel Angel Moratinos não ter recebido, em Havana, nos dias 2 e 3 de Abril, representantes da oposição cubana.

A ditadura burocrática dos Castro é progressista em política externa e retrógrada em política interna na medida em que não permite a autogestão operária e a liberdade de circulação do campo para as cidades.

3) Em 5 de Abril, o telediário da TVE emite declarações de Emilio Sánchez Vicario, vencedor da Taça Davis em ténis.

4) Em 4 de Abril, é enterrado em Espanha o jovem «Santí» que morreu, no dia 13, ao estampar-se de bicicleta contra um muro de cimento junto a uma estrada e sofrer um golpe mortal na cabeça, apesar do capacete.

5) Em 4 de Abril, Rodrigo Santiago (evoca: Santo) novo vice reitor da Universidade Independente declara, em Lisboa, aos media, que tudo está em ordem para recomeçar um novo ciclo administrativo nesta instituição privada atingida pela corrupção económica e jurídica.

O próprio primeiro-ministro português, José Sócrates, está momentaneamente ferido no seu prestígio, pelo lodaçal de corrupção em que se atola a Universidade Independente: o diploma de licenciatura de Sócrates, de 1996, foi passado... a um domingo, segundo o «Expresso» de 31 de Março. É possível que se trate de um diploma falsificado até porque, em 1996, ninguém concluiu o curso de engenharia nessa universidade. É possível que Sócrates tenha uma justificação que contrarie estas suspeitas...

Os deuses castigam Sócrates: depois de ter denegrido, através da ministra Maria de Lurdes Rodrigues e dos secretários de Estado Valter Lemos e Jorge Pedrosa, a camada dos professores portugueses, insinuando que «dão poucas horas de aula», «não querem submeter-se a formas de avaliação rigorosa», «precisam de obter maior qualificação académica e profissional», e de lhes ter imposto um estatuto de carreira lesivo dos seus direitos, Sócrates é atingido.. pela suposta falta de qualificação académica no seu currículo. Cá se fazem, cá se pagam...

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abril 04, 2007

3 e 4 de Abril: a ideia de Branco (Agostinho Branquinho, Neve em Serra Nevada, Puerto de Piedra Blanca) , a ideia de Cavalo («Crazy Horse», San Carlos Borromeo, Jerez de los Caballeros), empresário Madeirense na Venezuela, Revolta da Madeira em 1931

Em 3 e 4 de Abril de 2007, deslizam entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Branco (Agostinho Branquinho, neve em Serra Nevada, Puerto de Piedra Blanca) de Cavalo («Crazy Horse» em Paris, paróquia de San Carlos Borromeo em Madrid, Jerez de los Caballeros) e de Madeira (empresário madeirense na Venezuela, revolta na Madeira em 1931) e de Évora (professor da universidade de Évora, Cesária Évora):

1) Em 3 de Abril, Agostinho Branquinho, deputado do PSD, denuncia em debate no parlamento português, que os assessores do primeiro ministro Sócrates telefonam para as redacções das televisões, rádios e jornais a protestar contra certas notícias que deslustram o prestígio de Sócrates e do governo socialista. Sócrates telefonou há dias ao director da SIC Notícias furioso com as informações publicadas sobre o seu suspeito «processo de licenciatura» pela Universidade Independente. Em tudo, José Sócrates é uma fraude: nas promessas eleitorais de esquerda que se converteram em chibatadas de direita nas costas dos trabalhadores (precarização do emprego, aumento da idade da reforma na função pública, etc) e, ao que parece, até nas habilitações académicas. Expulsar Sócrates do poder e forçar o PS a uma aliança com o PCP e o BE é uma tarefa urgente de todos os democratas e antifascistas, tarefa que só um amplo protesto popular, incluindo greve geral e greves sectoriais contra os despedimentos, poderá levar a cabo com sucesso.

2) Em 3 de Abril, cai neve (evoca: branco) na Serra Nevada, Granada, Espanha, tornando esquiáveis as pistas numa extensão de 65 quilómetros.

3) Em 4 de Abril, uma breve reportagem da TVE mostra salmões no porto de Piedra Blanca (em português: Branca) nas Asturias, Espanha.

4) Em 3 de Abril, o telejornal da SIC emite imagens do espectáculo de dança feminina erótica no cabaré «Crazy Horse» (significa: Cavalo Louco), de Paris.

5) Em 3 de Abril, realiza-se no bairro de Entrevillas, Vallecas, Madrid, Espanha, uma reunião de paroquianos que querem impedir o fecho da igreja de San Carlos Borromeo (evoca: Burro, Cavalo) decretado pelo arcebispo de Madrid, Rouco Varela. Na paróquia de San Carlos Borromeo decorrem missas bastante informais onde se comunga com biscoitos e se discutem os problemas da droga, falta de habitação, desemprego, etc. É a igreja de base dinamizada pelo cura rojo Enrique de Castro que a hierarquia católica conservadora pretende silenciar.

6) Em 3 de Abril, realiza-se em Jerez de los Caballeros (sugere: Cavalo), Badajoz, Espanha, a tradicional procissão de Terça Feira Santa, em que dezenas de membros da Hermandad de los Penitentes, com capuzes e túnicas, desfilam descalços e de tornozelos acorrentados sobre o empedrado das ruas. É o ideal do martírio católico. Imagens da procissão são transmitidas, em 4 de Abril, pelo telediário da TVE.

7) Em 4 de Abril, de madrugada, Manuel Rodrigues, empresário madeirense sequestrado na Venezuela, em Puerto Cabello, é libertado pelos seus captores após a família pagar um resgate avultado.

8) Em 4 de Abril, passam exactamente 76 anos sobre a revolta militar antifascista na Madeira, Portugal, em 1931, contra o governo de ditadura militar em que Salazar é ministro das Finanças.

9) Em 4 de Abril, noticia-se a morte de Armando Zeferino Soares, de 87 anos, comerciante de Cabo Verde, autor da música «Sódade», interpretada por Cesária Évora.

10) Em 4 de Abril, Carlos Cupeto, professor na Universidade de Évora, de baixa há vários meses por depressão psíquica, dá uma conferência de imprensa com João Cunha e Serra,da FENPROF, na qual relata a situação de ameaças contínuas que vive, desde 2004, por parte do aluno Rui Robalo a quem reprovou num exame e que desde então o persegue. No passado dia 1 de Abril, Rui Robalo entrou num café de Évora e agrediu fisicamente um irmão do professor universitário. No entanto, dada a falta de solidariedade da instituição para com o docente, o aluno agressor continua a frequentar a universidade.

Se, ontem, não houvesse uma singular procissão católica em Jerez de los Caballeros, transmitiria o telejornal da SIC imagens do «Crazy Horse»? Se hoje um professor da Universidade de Évora não se queixasse ante os media da violência que o ameaça da parte de um aluno vingativo, dar-se-ia a morte de um compositor de uma «morna» de Cesária Évora?

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Publicado por f.limpo.queiroz às 10:13 AM | Comentários (322)

abril 03, 2007

2 e 3 de Abril: Acidente em Óbidos, Aeroporto da Ota, Desfiguramento do Comunismo (Ascensão de Estaline em 1922, Morte de Pannekoek em 1960), António Ramos Rosa, Sequestro em Rosas

Em 2 e 3 de Abril de 2007, deslizam entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Ouvido/Oto (acidente em Óbidos, aeroporto da Ota) de Comunismo Desfigurado (Ascensão de Estaline em 1922, morte de Pannekoek em 1960) e de Rosa (António Ramos Rosa, sequestro de jovem em Rosas):

1) Em 2 de Abril, a imprensa portuguesa noticia o choque de automóveis, em contra mão, na A8, zona de Óbidos (evoca: Ouvido), ocorrido no dia 1, com resultado de 1 morto e 2 feridos.

2) Em 2 de Abril, Marques Mendes, líder do PSD português, critica em assembleia de dirigentes do seu partido na Guarda a persistente intenção do governo PS de Sócrates em construir um novo aeroporto na Ota (evoca: Oto, Ouvido), uns 50 quilómetros a norte de Lisboa. Os pareceres dos técnicos são, de um modo geral, contrários ao aeroporto da Ota. A par disso, correm os «boatos», com ou sem fundamento, de que alguém da família de Mário Soares, fundador do PS, teria comprado grandes quantidades de terrenos na zona do futuro aeroporto para vender a preços especulativos, o que, se fosse verdade, configuraria um negócio inaceitável...

3) Em 3 de Abril, passam 85 anos exactos sobre a ascensão, em 1922, de Josif Estaline ao cargo de secretário-geral do Partido Comunista (Bolchevique) da Rússia, depois URSS, no término do XI Congresso do partido. Em poucos meses, a burocracia servil a Estaline cresceria no partido e o próprio Lenine, doente, se aperceberia do perigo de desfiguramento do comunismo incarnado em Estaline e na sua corrente burocrática «marxista-leninista»: em 5 de Janeiro de 1923, Lenine ditou no seu «testamento» político, uma recomendação para destituir Estaline do cargo de secretário-geral do partido. Mas em 9 de Março de 1923, Lenine, que dois anos antes destruira a oposição operária de esquerda impedindo o direito de fracção no partido, sofreria um ataque irreversível na sua doença, ficando mudo e paralítico, o que o impediria de enfrentar Estaline.

O estalinismo desfigurou o comunismo: transformou os operários da URSS não em seres livres, não em donos colectivos das empresas, mas em meros servos da burocracia estatal, a nova classe dos capitalistas de estado. Uma das deficiências da linha do PCP e de outros partidos comunistas, ao longo de décadas, foi nunca fazer a crítica profunda do estalinismo e das suas raízes. Nem tão pouco a crítica do leninismo na Rússia após a revolução de 7 de Novembro de 1917, até 1924, ano da morte de Lenine. De facto, nunca existiu uma verdadeira ditadura do proletariado na Rússia, mas sim uma ditadura conjunta do proletariado e da pequena burguesia jacobina (o aparelho do partido: Estaline, Molotov, Kirov, etc) que, a partir de Março de 1921, se transformou progressivamente em ditadura da burocracia.

4) Em 3 de Abril, passam 47 anos exactos sobre a morte, em 1960, de Anton Pannekoek, astrónomo holandês de renome mundial e dirigente do comunismo de conselhos, corrente da ultra-esquerda que desde o início acusou Lenine, Estaline, Mao Ze Dong e outras figuras do «marxismo-leninismo» institucional de desfigurarem o comunismo, de traírem e oprimirem a classe operária internacional mediante regimes de capitalismo de estado baptizados de «comunismo».

Pannekoek criticava a utilização do parlamento capitalista pelos comunistas leninistas e estalinistas, a política de alianças com a burguesia de esquerda (socialistas, radicais republicanos) e preconizava a organização de conselhos operários - assembleias de fábrica e de bairro - que tomariam o poder e o exerceriam colectivamente através de um organismo federal eleito a partir da base. Mas reconhecia que não havia condições objectivas para a vitória da revolução proletária mundial.

De facto, em todos os países em que se iniciaram revoluções anticapitalistas estas não concluiram com o triunfo do proletariado. Este, por diversas razões - trabalhar 8 horas diárias na fábrica ou no campo e não ter vontade ou capacidade de fazer contabilidade empresarial, participar na autogestão, etc- delega o poder nas mãos de um partido «comunista» ou revolucionário que acaba por construir um Estado burocrático onde a exploração renasce sob formas paternalistas.

5) Em 2 de Abril, um jovem é sequestrado em Rosas, Girona, Espanha, por dois marroquinos que exigem 15.000 euros à família para o libertar mas consegue fugir por uma janela. Quando a polícia invade o apartamento já os sequestradores haviam fugido.

6) Em 2 de Abril, noticia-se, em Portugal, que António Ramos Rosa, poeta septuagenário, venceu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores.

Se em Portugal não fosse, ontem, anunciado o triunfo do poeta António Ramos Rosa, haveria um sequestro de um jovem em Rosas?

Note: Our astrological study indicates a high probability of: on April 1-3, attack in Lebanon; on April 5-7, temblor in Afghanistan; on April 6-9, crash of a bridge or viaduct, aircraft shot down by «mistake» ;on April 6-11, attack or noted accident in London; on April 7-8, explosion at a chemical plant; on April 10-12, accident or attack in Turkey, fire or attack in a casino; on April 11-13, accident in Denver; on April 14-19, aircraft disaster in Venezuela; on April 14-20, attack or accident on a senator, mayor or president of USA and earthquake or accident in Peru; on April 15-21, aircraft accident or fire in Canada and Japan; on April 16-21, attack or railroad disaster in London; on 20-22 April, attack or accident in Jordan; on 20-24 April, nuclear bomb in the sea; on May 6, 2007, Segolene Royal, Socialist, elected French president; on May 8-14, massacre by a serial killer; on May 3-4, accident in Thailand; on May 12-16, accident or attack in Detroit; on May 18-23, aircraft disaster in Russia; on May 30-31 and June 1-3, earthquake or floods in Indonesia, accident or attack in Jordan; on June 2-4, bomb of arrest of terrorists in UK, attack on a synagogue; on June 27-30, journalist shot; on July 1-3, accident in Ecuador; on July 1-7, massacre by a serial killer, accident in Alaska; ON jULY 10-15, disaster in Argelia; on July 13-20, disaster in Peru; on July 16-31, attack in Lebanon; on July 21-26, aircraft accident in ex Yugoslavia; on July 29-31, accident in mine in Ukraine; on August 2-4, attack of arrest of terrorists in London, fire at a synagogue; on August 4-7, attack or fire at a casino; on August 17-26, earthquake in Iran; on September 2-10, earthquake or flood in Japan; on October 2-6, accident at a campsite.

Os nossos estudos astrológico-históricos indicam elevada probabilidade de: acidente de autocarro nas Astúrias, Espanha, em 10-12 de Abril de 2007; acidente ou homicídio em Maranhão, Bradil, de 30 de Março a 12 de Abril; acidente ou incidente no Cais do Sodré e na Rua Morais Soares, em Lisboa, e violência dentro de um autocarro, em 7-8 de Abril de 2007; acidente de comboio na zona de Celorico da Beira, entre 27 de Março e 15 de Abril; acidente de comboio no Algarve em 9 de Abril; incidente ou acidente na cadeia de Custóias, Portugal, em 19-20 de Abril e 4-5 de Junho de 2007; incidente junto a uma embaixada em Lisboa em 7 de Abril ou 16-17 de Maio de 2007; acidente de avião em Mato Grosso, Brasil, 12-15 de Abril; atentado ou grande acidente em Madrid, em 12-14 de Maio; queda do governo de José Sócrates entre 2 e 16 de Setembro de 2007.

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abril 02, 2007

1 e 2 de Abril: Distúrbios na Luz, Feridas de Horácio Luz, a Ideia de Direita ( Direita Espanhola em 1939, Golpe de Direita no Brasil de 1964, Manuel Monteiro e a Direita Portuguesa), Virgem «La Valiente» em Sevilla, Valentim Loureiro

Em 1 e 2 de Abril de 2007, concretizam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias ou nomes de Luz (estádio da Luz, Horácio Luz) Direita (Direita espanhola em 1939, Golpe direitista no Brasil em 1964, Manuel Monteiro e a direita portuguesa) e Valente (Virgem «La Valiente», Valentim Loureiro):

1) Em 1 de Abril, no estádio da Luz, em Lisboa, o Benfica empata 1-1 com o Futebol Clube do Porto, líder da Liga Portuguesa com um ponto de vantagem. Adeptos do Porto arremessam cadeiras e petardos desde o terceiro anel e ferem 3 adeptos do Benfica.

2) Em 1 de Abril, o telejornal da TVI exibe Horácio Luz, um homem que foi mordido por um pitbul na perna direita e no abdómen em Almansil, Algarve, Portugal.

3) Em 1 de Abril, passam 68 anos exactos sobre o final da guerra civil de Espanha de 1936-1939, com o triunfo da direita espanhola, latifundiária e burguesa, representada pelo Exército de Franco, sobre a II República Espanhola.

4) Em 1 de Abril, passam 43 anos exactos sobre o triunfo de um golpe militar de direita, em 1964, no Brasil, que derrubou o presidente João Goulart e interrompeu o processo de reforma agrária que se desenhava. Uma ditadura fascista e criminosa estruturar-se-ia nos anos seguintes, no Brasil, sob a direcção dos generais Humberto Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazú Médici e outros.

5) Em 1 de Abril, Manuel Monteiro, líder do pequeno partido da direita nacional «Nova Democracia» que, em Portugal, se situa entre o neosalazarista PNR e o CDS conservador, completa 45 anos de idade.

6) Em 2 de Abril, Segunda Feira Santa na Páscoa Católica, a imagem da Virgem de la Estrella, chamada «La Valiente» -porque em 1932 saiu à rua desafiando o anticlericalismo que fluía na II República Espanhola - é a primeira a sair em procissão às ruas de Sevilla, Espanha.

7) Em 2 de Abril, Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, desloca-se a um terreno em Gondomar, Portugal, onde cresce uma urbanização, denunciando a aparente ilegalidade em que estará envolvido Valentim (evoca: Valente) Loureiro, presidente da câmara de Gondomar.

Se Horácio Luz não fosse mordido, com gravidade por um cão, haveria horas depois confrontos físicos no estádio da Luz?

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Publicado por f.limpo.queiroz às 05:24 PM | Comentários (339)

abril 01, 2007

Incompreensões sobre o que são Filosofia e Lógica em documento do Ministério da Educação

Um documento na página oficial do Ministério da Educação em Portugal, da autoria de Desidério Murcho e Júlio Sameiro, com orientações para a Lógica incluída no Programa de Filosofia do 11º ano, constitui uma planície de incorrecções, de paralogismos e sofismas. Vejamos alguns desses erros e a sua refutação.


A LÓGICA NÃO PERMITE MUITAS VEZES, DISTINGUIR O ARGUMENTO CORRECTO DO INCORRECTO


Diz o documento de Murcho e Sameiro:

1. «A lógica permite-nos 1) distinguir os argumentos correctos dos incorrectos, 2) compreender por que razão uns são correctos e outros não, e 3) evitar cometer falácias ou sofismas na nossa argumentação. »

É falso que, em inúmeros casos, a lógica permita distinguir os argumentos correctos dos incorrectos. É a intuição empírica, ilógica ou a-lógica, que permite em numerosíssimos casos distinguir o argumento correcto do incorrecto. Vejamos um raciocínio lógico de um sector da oposição democrática ao Estado Novo de Salazar, em Abril e inícios de Maio de 1958, que não constitui um argumento correcto: «Arlindo Vicente é um oposicionista histórico da ditadura de Salazar e, portanto, muito melhor candidato da oposição do que o general Humberto Delgado, que até há poucos anos apoiava o ditador.» A vida, fonte de intuições empíricas constantes - que talvez possam designar-se como... lógica material -mostrou naquele Maio de 1958 que Delgado, contra a lógica (formal-ideal) de muitos oposicionistas, era, dado o seu magnetismo pessoal cesarista e antifascista, o melhor candidato.

A VALIDADE É IMANENTE ÀS PROPOSIÇÕES LÓGICAS E FILOSÓFICAS

Afirmam os autores do documento:

«Em filosofia e lógica as afirmações não podem ser válidas nem inválidas.»

Este é um erro crasso de pseudopensadores formalistas. A afirmação lógica «o todo é menor que uma das suas partes» é inválida. A afirmação filosófica «a essência é visível ao contrário das aparências que nunca se revelam» é inválida. Entender a validade apenas como a conexão abstracta das proposições sem levar em conta o conteúdo concreto destas é o erro de Desidério Murcho e Júlio Sameiro. Validade e verdade são o mesmo, de um modo geral, ainda que se possa introduzir um matiz de diferenciação num certo contexto. Validade formal é verdade formal (exemplo: Se A >B, então B< A ; isto é válido e verdadeiro) e validade material é verdade material (exemplo: É materialmente verdadeiro ou materialmente válido que os sobreiros se revestem de cortiça).

É certo que há raciocínios formalmente válidos (ex: Se A implica B, e B implica C, então A implica C) que podem estruturar argumentos materialmente inválidos (exemplo: As batatas(A) são abelhas (B), as abelhas(B) são automóveis (C), logo as batatas (A) são automóveis (C). Mas de modo nenhum se pode dizer, em muitos casos, que «o argumento não é verdadeiro nem falso» - Murcho e Sameiro confundem argumento com mecanismo formal do argumento.


Procurando refutar esta identidade validade-verdade que, já em artigo deste blog, pusemos em evidência, escrevem Murcho e Sameiro esta tirada surrealista:

«Assim, nem a «validade formal» nem a «validade material» são formas de validade, mas sim diferentes maneiras de uma afirmação ser verdadeira ou falsa. Esta terminologia tem de ser abandonada, pois não faz senão lançar a confusão entre a validade e a verdade.»

Se tivessem um pensamento coerente nesta matéria, seriam obrigados a reconhecer que o termo validade formal (exemplo: p w q) designa, num grande número de autores da lógica, o que eles chamam validade, isto é, a conexão lógica correcta entre as premissas e a conclusão de um raciocínio. Mas flutuam na confusão, na retórica falaciosa, estribada na sua rígida e errónea distinção entre validade e verdade - como se fossem conceitos absolutamente extrínsecos entre si - e querem impor aos professores de filosofia os seus raciocínios retorcidos.

A validade é : nalguns casos, verdade actual, confirmada; noutros, verdade potencial, provável, não confirmada. Só neste segundo caso se pode falar de «argumento válido mas não confirmadamente verdadeiro».

SE A PARTE É VERDADEIRA OU FALSA, O TODO TAMBÉM TERÁ DE SER, POTENCIALMENTE OU ACTUALMENTE, VERDADEIRO OU FALSO

Continua o documento de Murcho e Sameiro:

«Por outro lado, os argumentos não são verdadeiros ou falsos. Os argumentos podem ter premissas e conclusões verdadeiras ou falsas — mas isso é diferente de dizer que os próprios argumentos podem ser verdadeiros ou falsos. Os argumentos podem ser muitas coisas — podem ser interessantes ou aborrecidos,inúteis ou inteligentes, etc. Mas não podem ser verdadeiros nem falsos. »

Os argumentos são, de um modo geral, segundo Desidério Murcho e Júlio Sameiro, inferências, raciocínios. E podem, segundo eles, ser inúteis ou inteligentes mas não podem ser verdadeiros ou falsos, embora possam ser nas suas partes (as permissas, as conclusões) verdadeiros ou falsos. É um sofisma, no que se refere a todo o universo da argumentação.


Vejamos um exemplo do argumento verdadeiro (e não apenas válido) que expõe o carácter exterminador do nazismo: «A Alemanha de Hitler suprimiu as liberdades individuais a partir de 1933, criou campos de extermínio durante a guerra que lançou em 1939 onde morreram 6 milhões de judeus, invadiu a URSS em 1941 causando 20 milhões de mortos soviéticos, logo o regime nazi foi belicista e exterminador de classes sociais, etnias e povos inteiros». As premissas e a conclusão são verdadeiras, reconhecerão Desidério e Júlio, mas o argumento « não seria verdadeiro nem falso»... É absurdo. É como se um médico dissesse: «O coração, os rins, a circulação sanguínea e linfática e todos os orgãos do corpo da senhora X gozam de saúde mas o corpo dela, como um todo, não é saudável nem doente».


Decerto, há argumentos válidos (isto é: provávelmente verdadeiros) que não são comprovadamente verdadeiros nem falsos, como é o caso do argumento do Big Bang ou explosão cósmica inicial da matéria concentrada , na génese do universo. Este seria um exemplo que corroboraria as teses de Murcho e Sameiro, desde que rectificadas da seguinte maneira: «Há argumentos válidos, unicamente verosímeis, e há argumentos válidos e verdadeiros». Mas não se pode afirmar, com fundamento, que todo o argumento se encontra fora do valor de verdade/falsidade como o fazem estes dois apologistas da lógica proposicional.

Seguindo a terminologia dicotómica verdade/validade dos lógicos em que Murcho e Sameiro se filiam, poderia dizer-se que fora do eixo de valores verdadeiro/ falso comprovado, num domínio do provável, onde situaríamos o eixo válido-inválido, se encontra, não o argumento mas o mecanismo formal, o esqueleto do argumento.

Admitindo a dicotomia verdadeiro/ válido, eis, em síntese, algumas das nossas diferenças com Murcho e Sameiro :


1) Desidério Murcho e Júlio Sameiro sustentam que os argumentos nunca são verdadeiros ou falsos, mas apenas válidos e inválidos.


Em contrapartida, sustentamos que os argumentos são verdadeiros, falsos ou verosímeis/válidos (provavelmente verdadeiros). O que se restringe à dicotomia válido/inválido é o mecanismo formal, lógico puro, do argumento mas não este como conteúdo substancial do pensamento. Desidério e Júlio usam ambiguamente a palavra argumento: ora como regra formal do pensamento, ora como raciocínio ou sistema de raciocínios com um conteúdo empírico ou ideal-substantivo. Daí a confusão nas suas definições

2) Implicitamente, Murcho e Sameiro, defendem, sem se darem conta disso, que a matemática e as demais teorias científicas «não são verdadeiras nem falsas», uma vez que são constituídas por argumentos.

Assim, «não seria verdadeiro mas apenas válido» o argumento seguinte:


«A soma dos três ângulos internos de um triângulo é 180 graus»


«Neste triângulo, os ângulos A e B medem respectivamente, 60 graus e 80 graus».


«Logo, o ângulo C mede 40 graus».


E todas as demonstrações (argumentos) da Física, Química, Biologia, Geografia, História, Astronomia, etc, «não seriam verdadeiras nem falsas», mas apenas válidas e inválidas...

É no cepticismo que desemboca a errónea definição de argumento dada por Murcho e Sameiro.

ARGUMENTOS SÓLIDOS E ARGUMENTOS VÁLIDOS? QUAL A DIFERENÇA?

Prossegue ainda o documento sobre Lógica 11º Ano de Filosofia:


«Finalmente, restam os exercícios de carácter conceptual. Estes são exercícios mais exigentes, que podem ser uma oportunidade para os estudantes mais talentosos sentirem algum estímulo. Eis alguns exemplos:

1. Será que podemos ter um argumento válido com uma conclusão falsa? Justifique.

2. Será que podemos ter um argumento sólido com uma conclusão falsa? Justifique.

3. Será que podemos ter um argumento válido com premissas falsas? Justifique.

4. Será que podemos ter um argumento sólido com premissas falsas? Justifique.

«Também estes exercícios podem ser apresentados em pequenos diálogos ou outros textos redigidos pelo professor. Estes exercícios aplicam-se igualmente à lógica silogística e à clássica.»

Qual é a diferença entre argumento sólido e argumento válido? Este é mais um exemplo da imprecisão de conceitos em que navegam Murcho e Sameiro. Conhecemos a distinção que fazem entre argumento sólido e argumento válido - para nós pouco clara.

Por argumento válido entendem aquele em que as premissas são verdadeiras e a conclusão não é falsa :

«Para determinarmos se um argumento é ou não válido temos de determinar se há alguma maneira de as premissas serem todas verdadeiras e a conclusão falsa. »

E por argumento sólido, que Desidério definiu como «um argumento válido com premissas verdadeiras» (in «A arte de pensar», pag. 264) entende o documento o seguinte:

«Uma derivação prova que um dado argumento é válido, mas não que é sólido...»Para o argumento ser sólido é preciso que as duas alternativas que se apresentam esgotem o domínio das possibilidades. »

O mesmo documento do Ministério explicita, noutro ponto, uma definição um pouco diversa de argumento sólido:


«Um argumento sólido obedece a duas condições: tem forma válida e as premissas são verdadeiras. Mas estas duas condições não bastam para que um argumento seja bom. Vejamos o seguinte exemplo:

«A neve é branca.

Logo, a neve é branca.»

«Este argumento é válido: é impossível a premissa ser verdadeira e a conclusão falsa. E é sólido: a premissa é verdadeira. Mas o argumento é obviamente mau. »

Note-se a contradição no discurso: o argumento é sólido e ao mesmo tempo é... mau. É a manipulação das palavras sem um fio condutor coerente: que quer dizer «mau»? Tautológico? Confessemos que a distinção não é meridianamente nítida...


QUANDO A CONCLUSÃO NÃO ESTÁ CONTIDA NAS PREMISSAS MAS ELES DIZEM QUE ESTÁ...

Existem, aliás, diversos erros lógicos neste documento, como o que a seguir se patenteia:

«No argumento seguinte a conclusão está contida nas premissas mas o argumento é inválido:

«Se Sócrates tivesse nascido em Estagira, seria grego.

Sócrates era grego.

Logo, Sócrates nasceu em Estagira.»

As premissas são verdadeiras mas a conclusão é falsa. Logo, o argumento é inválido.»

É falso que a conclusão ´«Sócrates nasceu em Estagira» esteja contida nas premissas: o juízo condicional «Se Sócrates tivesse nascido em Estagira» não é o mesmo que o juízo afirmativo «Sócrates nasceu em Estagira» nem contém este juízo, por si só. O condicional «Se» coloca fora do acto de verdade a asserção afirmativa «nasceu em Estagira». A possibilidade tanto contém como exclui a verdade confirmada- por isso não pode dizer-se que a conclusão deste silogismo está contida nas premissas, como sustentam Murcho e Sameiro.

Nos silogismos condicionais tipo modus ponens (exemplo: Se somar 5 e 7, o resultado é 12 / Somei 5 e 7/ Logo, o resultado é 12) e tipo modus tollens ( exemplo: Se somar 5 e 7, o resultado é 12 / O resultado não é 12 / Logo não somei 5 e 7) a conclusão está contida nas premissas. Mas não é o caso da falácia de silogismo modus ponens que Murcho e Sameiro aqui apresentam como argumento contra a definição de dedução segundo a qual a conclusão está contida nas premissas.

Se meditarmos, veremos que a falácia de silogismo desenhada por eles toma a seguinte forma se construída sem o modo condicional, com juízos afirmativos:


«Todos os nascidos em Estagira são (alguns) gregos.
Sócrates é (algum) grego.
Socrates nasceu em Estagira. »


É fácil detectar que este silogismo-falácia não é uma dedução porque a conclusão não deriva lógicamente das premissas, não está implícita nestas: Sócrates não está contido entre os nascidos em Estagira nas duas premissas.


O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE ENTRA NA LÓGICA PROPOSICIONAL

O documento «Lógica-11º ano» afirma ainda o seguinte:

«Diz-se por vezes que a lógica é muito limitada porque se baseia em três «leis»: a identidade, o terceiro excluído e a não contradição. Apesar de ser verdade que a lógica clássica tem várias limitações, não se baseia de forma alguma nestas três leis...E a lei da identidade não é usada na silogística nem na lógica proposicional

O princípio da identidade não é usado na lógica proposicional? Mas é evidente que é, em qualquer argumento tautológico: p -->p. (exemplo empírico: O céu nocturno tem a luz das estrelas, portanto o céu nocturno tem a luz das estrelas).

A VALIDADE, COMO VERDADE FORMAL OU VERDADE SUBSTANCIAL PROVÁVEL, É SUB-ESPÉCIES DENTRO DO GÉNERO VERDADE

O género verdade divide-se em várias espécies: verdade actual, confirmada, e verdade potencial, provável. A validade, em sentido restrito, é validade formal - e situa-se dentro da verdade actual - ou é validade provável substancial, que se situa dentro da verdade potencial, provável. .

Seria necessário que Murcho e Sameiro operassem estas distinções para que mostrassem clareza de raciocínio mas tal não sucede.

NÃO EXISTE LÓGICA INFORMAL, TODA A LÓGICA (IDEAL, IDEAL-MATERIAL) POSSUI FORMALISMO

Afirma ainda o citado documento:

«Em primeiro lugar, nem toda a lógica é «meramente formal». A lógica informal, precisamente, não é formal. A lógica informal estuda muitos aspectos da argumentação que não são estudados pela lógica formal. Todavia, não é possível dominar a lógica informal com a profundidade necessária para a aplicarmos à filosofia se não dominarmos também os aspectos elementares da lógica formal. A lógica formal é o alicerce a partir do qual podemos erguer a lógica informal.»

Este é outro erro do documento: a oposição entre lógica formal e lógica informal. Aquilo que designam como lógica «informal» é a lógica formal-ideal (Exemplo: «O socialismo na América Latina reduzirá as desigualdades sociais») e a lógica formal-material (Exemplo: «A cadeira que tenho diante de mim não cai porque inclui quatro pernas bem assentes em chão liso»). Mas esta crítica é extensiva a Perelman e a outros porque toda a lógica é um sistema de formas, ou seja, tem subjacente a rede do formalismo.


A DEDUÇÃO NÃO TEM APENAS COMO ESSÊNCIA A FORMA LÓGICA

Em todo este documento, Murcho e Sameiro, revelam-se incapazes de dar uma definição clara e completa de «dedução». Limitam-se a dizer, referindo-se entre outros ao argumento «Se Sócrates tivesse nascido em Estagirita...» exposto acima:

«Estes dois exemplos mostram que «a conclusão está contida nas premissas» é apenas uma maneira metafórica e infeliz de dizer que a conclusão deriva das premissas — infeliz porque obscurece a compreensão da dedução. O que há de fundamental na dedução é a forma lógica.»

Ora esta mesma definição incompleta se aplica à indução amplificante ou necessitarista («Vejo que duzentas vacas comem erva dos campos, logo induzo, de forma lógica, que milhões ou biliões de vacas no mundo comerão erva dos campos...). Há quem sustente que é ilógico o acto de induzir, o que não é, obviamente, a nossa posição.

Já no Manual de Filosofia do 11º ano, de que é co-autor, Desidério Murcho define, de forma defeituosa, dedução e argumento dedutivo:

«Fala-se por vezes de dedução. Uma dedução é um argumento cuja validade pode ser explicada exclusivamente em função da sua forma lógica, ou da sua forma lógica juntamente com o significado dos termos usados.»

(Aires Almeida, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Paula Mateus, Pedro Galvão , in A Arte de Pensar, 11º ano, Didáctica Editora, Lisboa, pag 20).

A indução matemática, que nos dá a noção do infinito, é uma operação puramente lógica mas não é dedução. Exemplo: «Se existe o número 20.000.000, existe o número 20.000.001 e assim sucessivamente... Logo a série infinita de números existe». Esta indução a priori encaixa perfeitamente no conceito de dedução fornecido em A Arte de Pensar mas... não é uma dedução.


Na verdade, ao contrário do que sustentam Murcho e Sameiro, na dedução a conclusão deriva das premissas e está contida nestas. E há dois tipos de dedução: a dedução pura, lógico-matemática; a dedução de base empírica, a priori no mecanismo abstracto e a posteriori no conteúdo empírico.

Eis um exemplo desta última, a dedução de conteúdo empírico, nascida de uma indução amplificante ou generalizante prévia:

«Todos os homens nascem com dois olhos, uma boca e duas orelhas».

«Jorge é homem».

«Jorge nasceu com dois olhos, uma boca e duas orelhas».


Quem pode negar que isto é uma dedução de base empírica, em que conta não só a forma lógica mas também o conteúdo empírico das proposições?

REPETIÇÃO DE IDEIAS FILOSÓFICAS ANTIGAS E FILOSOFAR CRIATIVO NÃO SÃO INCOMPATÍVEIS

O documento exprime mais uma vez as posições formalistas antisubstancialistas , anti conteúdos filosóficos tradicionais de Murcho e Sameiro:

«A lógica representa para a filosofia o que o laboratório representa para o cientista empírico: é o palco onde as ideias se testam e avaliam criticamente. Sem esta atitude crítica não há atitude filosófica. Logo,sem lógica não pode haver uma verdadeira atitude filosófica.Alguns filósofos não apresentam muitos argumentos. Oferecem-nos apenas as suas ideias e teorias. Mas o papel dos professores de filosofia não é ensinar os estudantes a repetir acriticamente essas ideias e teorias. O papel do professor de filosofia é dar ao estudante os instrumentos que lhe permitam ter uma atitude crítica perante elas. O objectivo do estudo da música é aprender a compor sinfonias novas e não apenasaprender a repetir as sinfonias antigas. Do mesmo modo, o objectivo do estudo da filosofia é aprender a filosofar e não aprender a repetir as filosofias dos outros.»

Note-se o pensamento superficial contido nas frases: «Alguns filósofos não apresentam muitos argumentos. Oferecem-nos apenas as suas ideias e teorias». Então as teorias não comportam argumentos? Como se pode dissociar argumento de teoria? É a estreiteza de pensamento dos hiperanalíticos: fragmentam o pensamento e a realidade material em peças separadas, separam o argumento da teoria, a validade da verdade formal, a filosofia do mundo empírico...

Pode repetir-se ideias de filósofos antigos ( Parménides: «O ser é uno, imóvel, indivisível, invisível»; Hegel: «A coisa é, antes de existir...») e reinterpretá-las com os alunos e pôr estes a pensar magnificamente. Repetição e criação não são incompatíveis entre si: da repetição nasce a divergência, a reinterpretação, a criação livre. A teoria da «tábua rasa» filosófica que Desidério preconiza é uma falsidade. Mas o que fazem Desidério e Júlio senão obrigar os estudantes a repetir as leis da lógica proposicional, uma das disciplinas mais anti criativas que existem? E falam em criatividade... Dá vontade de rir.

O ensino anti filosófico que preconizam é o da repetição formalista, sem criatividade. Desidério Murcho não domina Kant - nem sequer leu a «Crítica da Razão Pura» onde avulta, por exemplo, a designação «conceito empírico», noção que lhe é estranha- nem tão pouco Heidegger ou Sartre. Fugir para o formalismo das regras é uma óptima fuga para pseudopensadores... Exaltam a lógica formal porque carecem do domínio da lógica ideal, da hierarquização das ideias, juízos e raciocínios de forma dialéctica, viva. Grave é que tais «pensadores» consigam impôr-se num ministério da Educação que deveria recolher os contributos de todas as correntes filosóficas.

A frase «o objectivo da música é aprender a compor sinfonias novas e não apenas a repetir sinfonias antigas» é subtilmente falaciosa. A música clássica de Bach, Bethoven, Wagner ou Strauss deve ser reinterpretada pelas orquestras e pelos músicos de hoje, do mesmo modo que os textos de Heráclito, Parménides, Ockham, Schopenhauer ou Sartre devem ser retransmitidos e interpretados pelos professores e alunos de filosofia, porque ambos os tipos de obras, musicais ou filosóficas, possuem algo de acabado, insuperável na sua riqueza acústica ou ideal. Seria estúpido, em nome da «incessante inovação», deitar pela borda fora o património da música clássica ou da filosofia tradicional.

Mas os «tecnocratas» da filosofia, ávidos de arrasar a cidade filosófica laboriosamente construída ao longo dos séculos, sustentam que é preciso destruir tudo, evitar a repetição das teorias consagradas nas muralhas do pensamento. O que fazem não é senão um crime contra o pensamento.

A HISTÓRIA DA FILOSOFIA É A MAIS EXTENSA EXPOSIÇÃO DA LÓGICA IDEAL-SUBSTANCIAL


Os protestos de Desidério Murcho e Júlio Sameiro a favor da lógica proposicional como fonte primordial do «bem pensar» lembram as inúteis regras do Método de Descartes. Não é por se conhecer teoricamente as regras de futebol que se joga bem futebol, não é por saber o que é um disjuntor inclusivo, um disjuntor exclusivo, um silogismo condicional tipo Modus Ponens que se filosofa bem. Não é por saber o latim que a missa tem valor... Não deixa de ser curioso que Murcho e Sameiro nem sequer se refiram ao método dialéctico - uma lógica ideal viva - como fundamento do pensamento. Decerto, não conhecem o seu conteúdo.

Não basta conhecer regras de ligação entre as proposições. E a delimitação originária dos conceitos? Está fora dessas regras, é antes delas. O conceito de empirismo é absorvido da corrente da História da Filosofia, na tal «repetição» que clamam ser perniciosa: aliás há dois conceitos de empirismo, distintos entre si. Não parece que Murcho e Sameiro os tenham discernido- basta ver o glossário de A arte de Pensar, (pagina 267), que apenas sabe fornecer uma dessas definições, ignorando a outra - apesar de «saberem» de cor as regras da lógica proposicional. Prova da insuficiência destas regras...Há um pensar profundo que está além da consciencialização sobre as regras do pensar e que escapa a Sameiro e a Murcho.

Ao preconizarmos a manutenção de uma componente de história da Filosofia nas aulas do ensino secundário em Portugal, estamos a sustentar a prevalência de uma lógica no ensino: a lógica ideal. Todas as teorias filosóficas estão impregnadas dessa lógica ideal formal. Exemplo: a teoria do Eterno Retorno de Nietzschze, da circularidade da História, é, em si mesma, lógica - exprime a ideia do movimento ondulatório, o que os operadores verofuncionais da lógica simbólica de Desidério não conseguem exprimir.

Ao atacarem a reprodução (crítica) das ideias de Platão, Nietzschze, Marx, Freud, Heidegger e dos filósofos em geral, Desidério Murcho e Júlio Sameiro estão a atacar as principais fontes da lógica: a lógica ideal e a lógica ideal-material. A história da Filosofia é, em termos de lógica, infinitamente mais rica do que a lógica simbólica e, ademais, engloba esta.

Aliás, é a lógica ideal (exemplo: «O fogo é, segundo Heráclito, a origem, a essência de todas as coisas» / "A essência única subjzaz às diferentes aparências") e não a lógica proposicional (exemplo:«P -> Q. Q. Logo,P) que constitui o fundamento do pensamento racional. A lógica proposicional é um derivado e está implícita na lógica ideal.


A FILOSOFIA É EMPÍRICA E META-EMPÍRICA, O QUE A LÓGICA PROPOSICIONAL, POR SI SÓ, NÃO DISCERNE

O facto de saber que «o coração da lógica não é as tabelas de verdade nem os inspectores de circunstâncias mas as derivações, também conhecidas por "demonstrações" e "provas"» (Desidério Murcho e outros, in A Arte de Pensar, 11º ano, Didáctica Editora, Lisboa, pag 58) e conhecer «bem» as regras da lógica ´proposicional, não impede Desidério Murcho de pensar mal como é exemplo o seguinte texto de que é co-autor :

«Por um lado, dado que a filosofia não trata de problemas de carácter empírico, não há - ao contrário de ciências como a física e a biologia - provas empíricas para demonstrar que as teorias filosóficas são verdadeiras». (Aires Almeida, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Paula Mateus, Pedro Galvão , in A Arte de Pensar, 11º ano, Didáctica Editora, Lisboa, pag 219).

Então a filosofia não trata de problemas empíricos? A filosofia debate o aborto - um problema empírico - recorrendo a dados empíricos e a pressupostos metafísicos («É um direito da mulher», dizem umas filosofias; «É um crime contra a vida», dizem outras filosofias). A filosofia debate o capitalismo - um mundo empírico e racional de fábricas, centros comerciais, milhões de trabalhadores assalariados, greves, milhares de capitalistas, bolsas de valores, etc - recorrendo a dados empíricos e a pressupostos metafísicos («O capitalismo é o melhor regime possível» dizem umas filosofias, «É um regime abominável, a suprimir» dizem outras).

Desidério não é um filósofo. É um teólogo. Para ele, a filosofia está acima das montanhas e das nuvens, fora do mundo empírico. Teólogo de uma religião nova: a do formalismo lógico, reflexo fantástico invertido da vida biológica, do pensamento concreto e substancial, e da realidade material.

Se Desidério e os seus amigos não sabem definir filosofia, se não entenderam a vertente empírica desta - dado que os seus raciocínios não possuem o conceito dialéctico da unidade dos opostos - se não sabem definir dedução e a confundem com falácia «dedutiva», como se explica que as suas teses sejam publicadas no site do Ministério da Educação em Portugal como orientações para os professores de Filosofia?

Que corredores secretos de poder (entra aqui a noção de diagrama, de Michel Foucault) fazem com que pessoas filosoficamente incompetentes como Desidério Murcho e Júlio Sameiro expandam os seus textos mal concebidos desde a cúpula do sistema de ensino público em Portugal?

Se estas teorias de Murcho e Sameiro, deformadoras da filosofia, produzidas por pequenos pensadores hiper analíticos sem profundidade filosófica, que revelam uma considerável mediocridade de raciocínio, vigoram no Ministério da Educação, que expectativas positivas se podem albergar quanto à feitura dos testes de exame nacional? Vamos assistir à repetição dos erros do ano passado no conteúdo dos exames?

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(Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)


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