« 15 e 16 de Fevereiro: Padre Moreira, Padrão dos Descobrimentos, Padrão da Légua, Oliveira, Oliva | Entrada | Acreditar e saber são diferentes? (Crítica de Manuais Escolares-V) »
fevereiro 17, 2006
16 e 17 de Fevereiro: Rui Rio, Olga Ríos, Privatizações, Banco Primus
Em 16 e 17 de Fevereiro de 2006, sobrelevam-se entes e acontecimentos cujos nomes e idiossincrasias evocam, aberta ou subliminarmente, as ideias de Rio (Rui Rio, Olga Ríos)ou cujos nomes começam por PRI (privatizações decididas em Portugal, Banco Primus):
1) Em 17 de Fevereiro, Rui Rio, presidente da câmara do Porto, norte de Portugal, protesta, no telejornal da SIC, por a administração da Rede de Alta Velocidade se recusar a recebê-lo. Rio pretende que uma linha ferroviária do TGV , comboio de alta velocidade, ligue Matosinhos a Vigo.
2) Em 17 de Fevereiro, a estilista de moda Olga Ríos (evoca: rio), galega, apresenta modelos da sua linha de vestuário na "passarela" de moda Cibeles, em Madrid.
3) Em 17 de Fevereiro, o advogado José Ramon Cantalejo solicita ao tribunal, em acusação escrita, uma pena de 10 anos de prisão para o tenente Rivas (evoca: Rio) e para o agente Moreno da Guarda Civil de Roquetas del Mar (Almería), sul de Espanha, como supostos autores do homicídio, por espancamento e descargas eléctricas de um bastão, do agricultor Juan Martínez Galdeano, retido no interior do quartel da «Benemérita» de Roquetas, em 24 de Julho de 2005.
4) Em 16 de Fevereiro, o governo pseudosocialista de José Sócrates aprova o plano de privatizações em Portugal para o biénio 2006/ 2007 que aliena total ou parcialmente as participações do Estado em oito empresas de importância estratégica - Portucel, Portucel Tejo, Inapa, Galp, EDP, REN, TAP e ANA - cuja venda ao capital privado deverá render 2,3 milhões de euros ao Estado. Só a Caixa Geral de Depósitos, os CTT e as Águas de Portugal, entre as grandes empresas estatais, não serão para já privatizadas.
Assim, pela via eleitoral e parlamentar, a alta burguesia portuguesa e europeia, com os seus testas de ferro na direcção do PS, PSD e CDS e no governo, recupera aquilo que as nacionalizações sob pressão revolucionária, em 1975 e 1976, lhe haviam tirado.
5) Em 16 de Fevereiro, o Banco Primus (evoca: privatização), presidido por Pedro Libano Monteiro, anuncia começar a operar em Portugal para «ajudar a reestruturar as dívidas dos cidadãos que não conseguem pagar o que devem aos bancos.»
(Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)
Publicado por f.limpo.queiroz às fevereiro 17, 2006 02:47 PM