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fevereiro 20, 2005
A Lua, as eleições de 20 de Fevereiro e a derrota da esquerda
Em 20 de Fevereiro de 2005, as eleições legislativas em Portugal conferiram uma inequívoca vitória ao PS de José Sócrates: 120 deputados eleitos (provavelmente 123, contando com os da emigração) e 45,03% de votos. O grande derrotado foi aparentemente o PSD, o eixo do centro-direita, do primeiro ministro Pedro Santana Lopes que desceu de 102 deputados para 72 deputados eleitos (talvez 73, com um da emigração)e apenas obteve 28,7 % de votos. Derrotado quedou-se também o CDS-PP de Paulo Portas que baixou de 14 para 12 deputados e alcançou 7,27% de votos.
No entanto, os verdadeiros derrotados foram os partidos de esquerda, muito embora nenhum deles represente a genuína esquerda, autogestionária, que não concorre às urnas: o PCP de Jerónimo de Sousa, que ascendeu de 12 a 14 deputados e conseguiu 7,57 % de votos; o BE de Francisco Louçã, que subiu de 3 para 8 deputados abarcando 6,38% de votos.. Doravante, ficarão, quase sistematicamente, isolados do PS que será governo nominalmente de centro-esquerda, mas de facto, situado no centro-direita por imposição do grande capital europeu.
Por isso, proclamar como o fez Francisco Louçã que hoje houve uma vitória das esquerdas é um equívoco. O centro PS venceu esmagadoramente, a esquerda burocrática PCP e a esquerda socialista pequeno-burguesa BE perderam políticamente, ainda que crescessem em deputados ou em número de votos.
O PS não é um partido de esquerda: é de centro. Tem uma ala esquerda minoritária (Manuel Alegre, Ferro Rodrigues,etc) mas defende uma política de privatização de sectores estratégicos da economia portuguesa, de flexibilização do emprego, políticas de direita neoliberal. É um partido «socialista» burguês, isto é, um pilar do capitalismo e da exploração do proletariado manual e intelectual.
O autor deste blog, investigador de Astrologia Histórica com créditos firmados, falhou a sua previsão: previra uma vitória tangencial do centro-direita PSD como partido com maioria relativa de deputados e uma concomitante maioria PS-PCP-BE no parlamento. O essencial da previsão falhou.
Significa isto que a lei lunar que descobriu em 1994 e publicou em 1996 (" Leis planetárias em eleições gerais", Editorial Estampa) está errada?
Não. Pelo menos de 1975 a 2004 tal lei revelou-se absolutamente segura. .Essa lei lunar, que não teve nenhuma excepção em Portugal e Espanha desde 1975 /1977 até hoje, formula-se assim: se a Lua ocupa, no dia das eleições legislativas nacionais, durante mais de 12 horas, um dos seis signos do hemisfério norte (Carneiro, Touro, Gémeos, Caranguejo, Leão, Virgem), a vitória cabe ao centro-direita ( PPD/PSD, PSD+CDS em Portugal; UCD, PP em Espanha); se nesse dia, a Lua permanece durante mais de 12 horas em um dos signos do hemisfério sul (Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes) a vitória cabe ao centro-esquerda (PS em Portugal; PSOE em Espanha).
Esta lei foi válida durante 29 anos e meio (um ciclo de Saturno). Não continua já em vigor. É assim com as leis astropolíticas particulares: são válidas para períodos determinados de 10, 30, 50 anos, consoante os casos.
Aliás, com o resultado desta eleição de 20 de Fevereiro, é possível rectificar parcialmente o conteúdo dessa lei lunar do seguinte modo: se em dia de eleições gerais em Portugal ou Espanha, a Lua viaja essencialmente nos signos do hemisfério norte à excepção de Caranguejo, isto é, Carneiro, Touro, Gémeos, Leão e Virgem, a vitória em número de deputados cabe ao centro-direita; se nesse dia, a Lua se move sobretudo no signo de Caranguejo, resultará uma maioria parlamentar de esquerdas e um governo de centro-esquerda ou de centro-direita; se nesse dia de eleições a Lua atravessa sobretudo um dos signos ditos do hemisfério sul, de Balança a Peixes, o triunfo será do centro-esquerda socialista.
Subestimamos a posição de Marte que neste dia 20 de Fevereiro de 2005, deslizou em em 9º-10º de Capricórnio, praticamente a mesma posição que teve em 4 de Dezembro de 1980 ( em 9º de Capricórnio), dia da morte de Sá Carneiro, líder do PSD e primeiro-ministro. Aliás, dissemo-lo num artigo escrito há tempos neste blog. Poderia haver outra leitura (vitória do PS) mas preferimos fixar-nos na lei lunar. Unilateralmente, pelos vistos.
O investigador de Astrologia Histórica pode enganar-se ao hierarquizar os diversos ciclos planetários, com influências contrárias entre si, e formular um prognóstico. Foi o caso nesta previsão. Contudo, o determinismo planetário mantém-se, a predestinação é absoluta. Se a não soubemos ler neste caso é nosso o problema, não das leis da natureza, inflexíveis, objectivas.
Os insucessos são naturais na ciência: apenas nos incitam a aperfeiçoar a Astrologia Histórico-Social, uma ciência em construção, em permanente devir, tão científica ou mais do que a física quântica, a astronomia, a história política. Estas, constantemente, cometem erros e rectificam.Porque não haveríamos de rectificar também?
( Direitos de Autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)
Publicado por f.limpo.queiroz às fevereiro 20, 2005 10:43 PM