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janeiro 22, 2005
Santana, Atenas, Sócrates e Turquia
Em 1 de Julho de 2004, Pedro Santana Lopes foi eleito por 98 votos a favor e 3 votos contra presidente do PSD em reunião do conselho nacional deste partido, devido ao abandono do cargo de primeiro-ministro por parte de Durão Barroso, em trânsito para o cargo de presidente da comissão europeia.
Nesse mesmo dia 1, um sismo abala o extremo oriental da Turquia, causando 18 mortos e 26 feridos.
O raciocínio de analogia sugere que Santana Lopes «é» a Turquia. Na verdade cada pessoa corresponde a um ou vários países devido à sincronicidade de eventos nas vidas da pessoa e do país regidas pelo mesmo céu de posições planetárias determinadas.
Contudo, em 4 de Julho de 2004, a selecção de futebol da Grécia, com um golo de Charisteas, derrota Portugal por 1-0 no estádio da Luz e sagra-se campeã europeia na modalidade.
Sendo a Grécia um ancestral adversário político-militar da Turquia e estando a Grécia em apoteose, tal como Pedro Santana Lopes em ascensão a primeiro-ministro, nesta primeira semana de Julho de 2004, é lógico inferir que Santana Lopes «é» a Grécia.
A segunda metade do ano de 2004 é aliás hegemonizada, em certa medida, pela Grécia, no plano desportivo: os Jogos Olímpicos de Atenas abrem em meados de Agosto em Atenas. Pela temura (troca de letras numa palavra de forma a identificá-la com outra e extrair uma analogia entre os referentes) Santana decompõe-se em Atana+Sn, sugerindo...Atenas, capital da Grécia.
Para completar o arco de evocações da Grécia, os militantes do PS elegem,em 25 de Setembro de 2004, em consultas nas sedes locais e distritais um novo secretário geral, José Sócrates, com nome idêntico ao do filósofo pederasta da antiga Grécia que nada deixou escrito do seu punho, Sócrates.
É interessante constatar que José Sócrates Pinto de Sousa nasceu a 6 de Setembro de 1957, no momento em que a Turquia, perturbada com a união económica estabelecida entre a Síria e o Egipto, em 4 de Setembro, começa a preparar uma concentração de tropas junto à fronteira com a Síria o que motivaria um protesto formal da URSS, aliada do «socialismo» árabe nasserista, em 11 de Setembro.
Poderá José Sócrates, apesar do nome grego, simbolizar a Turquia e Santana Lopes ( humoristicamente: Satenas Lopes...)traduzir Atenas, a Grécia ?
Não é fácil responder com precisão nesta rede de correspondências simbólicas que funciona de facto, apesar das reticências do racionalismo fragmentário (os professores universitários, em regra, vêem a árvore e não a floresta e por isso conseguiram trepar às cátedras...).
Em 20 de Fevereiro de 2005, clarificar-se-á algo do que aqui fica escrito. Contudo, a História mostra-nos que Atenas (Santana?) condenou à morte Sócrates (o José, líder do PS?) que aceitou beber a taça de cicuta (a SIC?)e finar-se.
Mais importante do que regozijar-se com a vitória de Santana ou de Sócrates - ambos representam uma parte dos 10 000 milionários que comandam discretamente ou não, a economia e a política em Portugal- é tomar medidas contra o desemprego que alastra de forma dramática, com o despedimento de milhares de operários e técnicos superiores como psicólogos, assistentes sociais e outros que vêem fechar-se a torneira que gotejava os fundos comunitários que mantinham os seus projectos nas Instituições Particulares de Solidariedade Social e outras.
O socialismo autogestionário torna-se urgente. Sem leninismos, nem ditaduras burocráticas monstruosas.
(Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)
Publicado por f.limpo.queiroz às janeiro 22, 2005 10:55 AM