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janeiro 26, 2005

Portugal: o Urso das esquerdas contra o Equídeo das direitas

O próximo confronto eleitoral em Portugal, as eleições legislativas de 20 de Fevereiro, oporá o arco político-social que se designa por direitas (PSD, CDS, PPM) simbolizadas pelo Asno e pelo Cavalo, ao espaço político-partidário designado por esquerdas (PS, PCP, PEV, BE)simbolizado pelo Urso.

A temura do hassidismo (troca e elisão de algumas letras em palavras de forma a equipará-las a outras algo análogas) permite-nos fazer descobertas curiosas.

O campo das direitas é simbolizado por um animal da Família dos Equídeos se atendermos ao apelido dos grandes líderes da direita:

1) Pedro Santana Lopes, líder do PSD e primeiro-ministro, simboliza, sem ofensa pessoal, o Asno (pela temura: Santa Ana, Santa Asna).

2) Paulo Portas, líder do CDS e ministro da Defesa, simboliza a Potra,
o Potro, égua ou cavalo jovem (Portas pela temura dá Potras...)

No campo das «esquerdas»- admitindo a hipótese de que o PS seja um partido de esquerda e não um partido de centro com uma ou outra posição de esquerda...- o animal subjacente aos apelidos dos principais líderes é o Urso:

1) José Sócrates Pinto de Sousa ( pela temura: Uso+sa e, adicionando um r, Urso) é o líder do PS.

2) Jerónimo de Sousa ( Uso+sa, sugestivo de Urso e apoiante da extinta URSS) é o líder do PCP.

3) Francisco Louçã (pela temura: Uço +Lã, sugestivo de Urso...)é o principal dirigente do Bloco de Esquerda.

Assim, equídeos parecem simbolizar o capitalismo neoliberal - os cavalos e asnos apreciam de forma particular a liberdade - e ursos parecem traduzir o capitalismo social-democrata, o capitalismo de estado leninista e o socialismo (proletário?) veiculado pelo BE.

Nota: A qualidade e o interesse dos artigos deste blog mereciam sem dúvida muito maior visibilidade, isto é, publicação num jornal da imprensa diária ou num semanário ou em revista de grande difusão. Estes posts são, a nosso ver, superiores em qualidade aos escritos de 98% dos colunistas nos jornais e revistas.Mas dada a teoria aqui veiculada ser «herética» para as universidades e o poder instalado na superestrutura da cultura portuguesa (um poder de classe social bem definida) e dado ainda o facto de a inveja ser uma mola dominante no mecanismo de promoção dos «mais cultos» e dos «mais eruditos» em Portugal, não é de esperar que os nossos leitores tenham, em breve, acesso a estes textos em edições de papel fora deste blog.

(Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)

Publicado por f.limpo.queiroz às janeiro 26, 2005 12:12 PM