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janeiro 30, 2005
29 de Janeiro: Luis Vaz de Camões e Álvaro Cunhal,
Em 29 de Janeiro de 2005, emergem entes, lugares e acontecimentos que suscitam as ideias possivelmente conexas entre si de Luís Vaz de Camões ( liceu Camões, Vaz, personagem do filme «Até amanhã, camaradas»,) e de Álvaro Cunhal (Seia, terra do pai de Cunhal, Vaz, ) e ainda as ideias de Leite e Seios( Joaquim Leitão, Aragão Seia):
1) Em 29 de Janeiro, de madrugada, declara-se um incêndio na cave do Liceu Camões (evocativo de Vaz, apelido do célebre poeta Luís Vaz de Camões), em Lisboa.
2) No mesmo dia à noite, a SIC exibe a segunda parte do filme «Até amanhã, camaradas», de Joaquim Leitão um magnífico retrato da organização do PCP e do heroísmo dos operários e camponeses e dos militantes comunistas nas greves de Sacavém, Alhandra, Santa Iria e Póvoa em 8 e 9 de Maio de 1944 contra a ditadura fascista de Salazar e na repressão brutal a que a PVDE os submeteu. Uma das personagens centrais do filme é o camarada Vaz (sugestivo de Luis Vaz de Camões), possivelmente um auto-retrato de Álvaro Cunhal, autor do romance que serviu de base ao filme.
3) Em 29 de Janeiro, morre aos 68 anos de idade o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Jorge Alberto Aragão Seia (podendo sugerir indirectamente Cunhal, visto que o pai deste, Avelino Cunhal, era oriundo de Seia e também visto que Álvaro nasceu em 10 de Novembro de 1913 na freguesia da Sé Velha, em Coimbra...)
4) A SIC exibe no seu telejornal uma reportagem sobre a família de Pat Lehane, agricultor e criador de gado em Cork, Irlanda, proprietário de muitas vacas leiteiras (sugere: Leite, Seios, Seia...).
5)Santana Lopes participa em comício do PSD no pavilhão Flávio Sá Leite( evocativo de Seio, Seia..), em Braga.
Não será uma notável coincidência a ocorrência no mesmo dia 29 de Janeiro de 2005 do incêndio na cave do liceu que tem o nome do poeta Luís Vaz de Camões, a exibição do filme «Até Amanhã camaradas» em que Vaz é personagem central e Álvaro Cunhal, oriundo de família de Seia o argumentista primordial e a morte do juíz Aragão Seia?
Teria Santana Lopes ido ao pavilhão Flávio Sá Leite se a SIC não exibisse o filme de Joaquim Leitão?
Esboça-se a hipótese de uma correspondência ontológica entre o poeta Luís Vaz de Camões e Álvaro Barreirinhas Cunhal, o líder do PCP:
1) O apelido Vaz sugere Álvaro.
2) Luís de Camões escreveu os «Lusíadas», a epopeia da nação portuguesa, afrontando a censura da Inquisição. Álvaro Cunhal escreveu, de certo modo, a epopeia da luta antifascista do proletariado e da pequena burguesia radical em Portugal desde 1930 a 1974 e foi preso pela PIDE, em 25 de Março de 1949, numa casa clandestina, no Luso,(evocativo de Lusíadas), em companhia de Militão Ribeiro e Sofia Ferreira.
3) Camões moveu-se no ambiente da Côrte da Ribeira e do Mosteiro dos Jerónimos e o actual líder do PCP, herdeiro da linha de Álvaro Cunhal, é Jerónimo de Sousa.
4) Luís de Camões bateu-se militarmente em África onde perdeu um olho. Álvaro Cunhal bateu-se politicamente contra o salazarismo e resistiu corajosamente às torturas da PVDE e da PIDE e na sua velhice - conta hoje 91 anos de idade- corre risco de cegueira.
5) O primeiro verso de «Os Lusíadas» é...«As armas e os varões assinalados», sugerindo de certo modo, Ál..varo.
(consultar também http://astrologia.blogs.sapo.pt)
(Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)
Publicado por f.limpo.queiroz às janeiro 30, 2005 04:23 PM